Pôsteres do novo filme do Homem-Aranha fazem referência aos Vingadores
A Marvel e a Sony divulgaram dois novos pôsteres de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” que trazem o herói interpretado por Tom Holland em meio à paisagem nova-iorquina. Uma das imagens, por sinal, chama atenção por destacar, entre os arranha-céus, a torre dos Vingadores. A imagem aparece ao fundo da cena, numa referência à inclusão do personagem no universo compartilhado da Marvel no cinema. Além disso, o filme também contará com participação especial do atual líder dos Vingadores: o Homem de Ferro, vivido por Robert Downey Jr. “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” estreia em 6 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Novos teaser e pôster da Liga da Justiça trazem o Ciborgue
Depois dos pôsteres e teasers de Aquaman (Jason Momoa), Batman (Ben Affleck), Flash (Ezra Miller) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot), chegou a vez do Ciborgue (Ray Fisher) receber a sua prévia e cartaz. O vídeo é uma antecipação do primeiro trailer oficial de “Liga da Justiça”, filme que juntará os principais heróis da DC Comics. Além dos citados, o grupo de justiceiros ainda inclui o Superman (Henry Cavill). Dirigido por Zack Snyder (de “Batman vs. Superman”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Netflix renova contrato com Adam Sandler para quatro novas comédias
O serviço de streaming Netflix anunciou nesta sexta-feira (24/3) que estendeu seu contrato com o ator Adam Sandler, após os dois primeiros filmes da parceria receberem as piores críticas da carreira do ator. Com o terceiro a caminho, a empresa se animou a financiar mais quatro filmes estrelados pelo comediante, que serão disponibilizados exclusivamente pela plataforma. “Adam Sandler e seus filmes têm se provado extremamente bem-sucedidos entre nossos assinantes por todo o mundo. Estamos felizes pela oportunidade de estender nossa parceria com Adam e continuar a fazer o mundo rir”, afirmou Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, em comunicado. O primeiro contrato entre Sandler e o serviço de streaming aconteceu em 2014, também para quatro filmes. “The Ridiculous 6” (2015) e “Zerando a Vida” (2016) já estrearam, com o terceiro, “Sandy Wexler”, programado para 14 de abril e um quarto, ainda sem título, aguardado para 2018. Vale ressaltar que “The Ridiculous 6” é uma unanimidade absoluta no site Rotten Tomatoes: um dos piores filmes de todos os tempos, com avaliação de 0% de 33 críticos. Por sua vez, “Zerando a Vida” teve 5% de aprovação. “Eu amo trabalhar com a Netflix. Eles me fazem sentir da família e nem tenho como agradecer suficientemente o apoio que recebo deles”, disse Sandler, comemorando a extensão do negócio.
Advogados de Lula entram com ação contra filme da Lava Jato
Os advogados de Luiz Inácio Lula da Silva querem impedir a utilização de imagens da condução coercitiva do ex-presidente, que teriam sido gravadas pela Polícia Federal em março de 2016, para a reconstituição dos fatos no filme “Polícia Federal – A Lei é para Todos”, sobre a Operação Lava-Jato. A gravação, de cerca de duas horas, teria sido cedida pela polícia para os produtores darem maior veracidade às filmagens. Em petição ao juiz Sérgio Moro, na noite de quinta-feira (23/3), os advogados de Lula pediram ao New Group Cine & TV LTDA, responsável pela obra, que se abstenha de utilizar a gravação do depoimento de Lula. Os advogados lembram na petição que Moro determinou que o cumprimento do mandato não fosse gravado e, inclusive, que fosse evitada gravação pela imprensa do deslocamento do ex-presidente para a colheita do depoimento. No relatório apresentado pela Polícia constou apenas que foi gravado o depoimento de Lula, das 8h às 10h35m. Para a defesa de Lula, as imagens gravadas não podem ser fornecidas para subsidiar a produção de um filme, “objeto completamente estranho à investigação”. Os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin solicitaram a Moro que seja decretado sigilo absoluto sobre o vídeo e que seja divulgada a relação de todos os policiais que tiveram acesso ao material. Eles argumentam que a gravação, que começou no interior da residência de Lula, fere os preceitos éticos, morais e institucionais do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo (Decreto nº 1.171/94), que veda “uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros”. Foram relacionadas notícias de jornais e revistas que dizem que o filme dará destaque para a cena da condução coercitiva de Lula e sugerem que a obra pretende macular a imagem do ex-presidente num momento em que os institutos de pesquisa o apontam em 1º lugar na disputa presidencial de 2018. “Uma operação de proporções gigantescas e que envolve centenas de ‘personagens’, terá como cena principal a reconstituição da condução coercitiva do peticionário (Lula), sobre o qual não pesa condenação judicial em nenhuma instância, em claro juízo de seletividade que visa macular sua imagem perante a sociedade”, diz a defesa do ex-presidente. No filme dirigido por Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3″) e estrelado por atores da Globo, o papel de Lula é desempenhado pelo veterano Ary Fontoura (novela “Êta Mundo Bom!”).
Diretor dos péssimos X-Men: O Confronto Final e Hércules reclama da classificação do Rotten Tomatoes
O diretor e produtor Brett Ratner, que é um dos cineastas mais lamentados pela crítica dos EUA, resolveu reclamar do site Rottent Tomatoes, responsável por compilar resenhas e divulgar percentagens sobre as avaliações de filmes, baseadas na média das opiniões da imprensa em língua inglesa. Curiosamente, ele não lamentou a nota recebida pelos péssimos “X-Men: O Confronto Final” (2006) e “Hércules” (2014), que dirigiu, mas sim o resultado de um longa que financiou, por meio de sua produtora RatPac-Dune Entertainment, “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”. Usando o exemplo deste longa, Ratner alegou que o site está “destruindo” o negócio do cinema por “distrair o espectador da arte da crítica cinematográfica”. “A pior coisa que temos hoje na cultura cinematográfica é o ‘Rotten Tomatoes'”, disse ele à revista Entertainment Weekly. “Acho que é a destruição do nosso negócio. Eu tenho tanta admiração e respeito pela crítica de filmes. Quando eu estava crescendo, a crítica era uma verdadeira arte. Havia inteligência nela. Você lia as resenhas de Pauline Kael (1919-2001) e alguns outros, e isso não existe mais”. “Agora é só sobre um número. Um número composto por positivos e negativos. Agora tudo é: ‘qual sua cotação no Rotten Tomatoes?’. E isso é triste porque a cotação do ‘Rotten Tomatoes’ foi muito baixa no ‘Batman vs Superman’, e isso eclipsa um filme que foi incrivelmente bem sucedido”, justificou. Ratner alegou que a cotação de apenas 23% de “Batman vs Superman” no Rotten Tomatoes deu aos fãs “uma impressão errada” sobre o longa. “Batman vs Superman” foi, como lembrou o diretor, muito bem-sucedido financeiramente, ao fazer US$ 873 milhões em todo o mundo. Mas também extremamente mal-sucedido como produto cinematográfico, levando não apenas a avaliação de 23% no Rotten Tomatoes, como ainda quatro troféus Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano no cinema. “‘Batman vs Superman’ é um filme cansativo, mal-humorado e demasiado preguiçoso”, escreveu Anthony Lane, da revista New Yorker, cuja crítica está linkada no Rotten Tomatoes. “Um filme subdesenvolvido, excessivamente longo e estupendamente desanimador”, classificou o veterano Joe Morgenstern, do Wall Street Journal. Das 354 críticas sobre o filme compiladas pelo Rotten Tomatoes, apenas 97 elogiam o filme. Jeff Voris, editor do Rotten Tomatoes, respondeu aos comentários do cineasta. “Nós concordamos plenamente que a crítica cinematográfica é valiosa e importante, e nós estamos facilitando mais do que nunca para que os fãs acessem centenas de resenhas profissionais de filmes ou séries de TV num lugar só”, disse. “O ‘tomatômetro’, que é a porcentagem das resenhas positivas publicadas por críticos profissionais, se tornou uma ferramenta útil para que o público decida o que assistir, mas acreditamos que esse seja apenas um ponto de partida para que eles comecem a discutir, debater e compartilhar suas próprias opiniões”.
Novo filme vai revelar verdadeiro nome de Han Solo… Como assim?!
O CEO da Disney, Bob Iger, afirmou em uma palestra na Universidade do sul da Califórnia, realizada na quinta-feira (23/3), que Han Solo não se chama Han Solo. E que seu verdadeiro nome será revelado no filme, ainda sem título, que contará a história do personagem. Sobre o novo spin-off do universo “Star Wars”, Iger declarou: “Ele começa com Han Solo aos 18 anos e se desenrola até ele chegar aos 24. Alguns fatos significativos acontecem na vida do personagem neste período, como adquirir um certo veículo e encontrar um certo Wookiee. E o filme também revelará qual é seu nome verdadeiro.” Assim como “Rogue One”, o filme de Han Solo se passa antes do clássico “Guerra nas Estrelas” (1977). O elenco conta com Alden Ehrenreich (“Ave César”) como o protagonista, além de Woody Harrelson (franquia “Jogos Vorazes”), Donald Glover (série “Atlanta”), Emilia Clarke (série “Game of Thrones”) e Thandie Newton (série “Westworld”). Com direção de Phil Lord e Chris Miller (“Uma Aventura Lego”), a previsão de estreia é para maio de 2018.
Veja 63 fotos em alta resolução de A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell
A Paramount divulgou 63 fotos em alta resolução de “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”. As imagens incluem todos os personagens e até bastidores das filmagens, com destaque para Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), que dá vida à cenas extraídas do mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e também vistas no cultuado anime (longa animado) feito em 1995 por Mamoru Oshii, além de uma sequência que referencia a série animada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” (2002–2005). Na trama, Scarlett surge com o mesmo visual do anime/mangá, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. O elenco ainda inclui o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como uma cientistas, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia acontece em 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las em tela inteira.
Novos teaser e pôster da Liga da Justiça destacam a Mulher-Maravilha
Depois dos pôsteres e teasers de Aquaman (Jason Momoa), Batman (Ben Affleck) e Flash (Ezra Miller), chegou a vez da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) receber a sua prévia e cartaz. O vídeo é uma antecipação do primeiro trailer oficial de “Liga da Justiça”, filme que juntará os principais heróis da DC Comics. Além dos citados, o grupo de justiceiros ainda inclui Ciborgue (Ray Fisher) e Superman (Henry Cavill). Dirigido por Zack Snyder (de “Batman vs. Superman”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Amy Schumer não vai mais estrelar o filme da boneca Barbie
A comediante Amy Schumer (“Descompensada”), que vinha enfrentando forte rejeição nas redes sociais após ter sido escalada para viver a boneca Barbie no cinema, resolveu não fazer mais o filme. Em declaração à revista Variety, ela deu a explicação tradicional: conflito de agenda. “Infelizmente, eu não posso mais me comprometer com ‘Barbie’ devido a conflitos de agenda. O filme tem um grande potencial, e a Sony e a Mattel foram excelentes parceiros. Estou chateada, mas ansiosa para ver a ‘Barbie’ chegar aos cinemas”, disse. A Sony estaria determinada a fazer um filme não convencional desde que contratou a roteirista Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos”) para realizar a adaptação em 2015. Entretanto, os executivos do estúdio não gostaram muito do que Diablo escreveu e encomendaram três novos roteiros para escritores diferentes, na esperança de que surgisse algo melhor. A ideia vencedora foi a de Hillary Winston (criadora da série “Bad Teacher”). Mas, mesmo assim, seria reescrita por Schumer e sua irmã, Kim Caramele. As duas trabalhavam no roteiro para começar as filmagens em junho, enquanto a Mattel já desenvolvia novas bonecas para acompanhar o lançamento do filme em 2018. Tudo isso precisará ser reajustado, mas a Sony não desistiu da produção. “Nós respeitamos e apoiamos a decisão de Amy”, disse um porta-voz da Sony em um comunicado. “Estamos ansiosos para trazer ‘Barbie’ para o mundo e compartilhar atualizações sobre elenco e cineastas em breve.”
Power Rangers alonga história de origem e frustra fãs que esperavam mais ação
Para crianças e adolescentes que viveram nos anos 1990, “Power Rangers” era um verdadeiro evento. Quem estudava no período matutino, o desejo era de que as aulas acabassem imediatamente para assistir a 20ª reprise de um episódio. Já para os alunos do período vespertino, abandonar a etiqueta para almoçar em frente à TV era uma infração diária. Além do mais, era uma opção de entretenimento voltado tanto para garotos quanto para meninas com sobrevida fora da tela, pois os brinquedos dos personagens eram itens obrigatórios na casa de toda família. Portanto, a tentativa de resgate dos Power Rangers nos cinemas – 20 anos após o fiasco de “Power Rangers: Turbo” – tinha tudo para agradar. No entanto, o diretor Dean Israelite (“Projeto Almanaque”), com base em um roteiro escrito por John Gatins (indicado ao Oscar por “O Voo”), parece mais preocupado em atrair novos fãs do que contar com o benefício de já ter um público assegurado pelo poder da nostalgia. De tão preocupado em entregar uma história de origem, essa versão de 2017 parece menos um filme sobre os Power Rangers e mais uma ficção científica teen qualquer, confundível com diversos exemplares do gênero. O desregrado Jason (Dacre Montgomery, um Zac Efron genérico e simpático que o orçamento permitiu contratar) é o protagonista e inevitável Ranger Vermelho aqui. Preso em um programa de reabilitação após se envolver em um acidente automobilístico, o rapaz acaba fazendo amizade rapidamente com Billy (RJ Cyler) e Kimberly (Naomi Scott), também fãs de algumas transgressões. As habilidades sobre-humanas são herdadas quando invadem uma mina abandonada local, cada um levando consigo uma pedra preciosa com colorações diferentes que os transformam em guerreiros em luta para salvar o planeta que habitam. Simultaneamente, caem de paraquedas nesse balaio Zack (Ludi Lin) e Trini (Becky G.), outros jovens que formarão o quinteto esperado de rangers. Mesmo com um primeiro ato em que nem todos são contemplados com a mesma atenção, é possível dizer que “Power Rangers” encaminha sua intenção de fincar as suas garras em uma geração moderna. Mas tudo cai por terra quando o filme finalmente mostra as novas faces de Zordon (Bryan Cranston), o robô Alpha 5 (voz de Bill Hader) e a vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks). Extremamente tedioso, o segundo ato de “Power Rangers” peca principalmente por alongar as informações sobre as responsabilidades que esses jovens precisarão assumir, preparando um processo de adequação em forma de treinamento que só adia a ação que os fãs tanto querem ver. É como se o filme ignorasse os atrativos do material original, preferindo andar em círculos. Só lá nos 25 minutos finais as engrenagens entram em seus lugares para dar algum movimento a “Power Rangers”, com todas as criaturas bizarras ganhando vida pelo cajado de Rita Repulsa, enquanto os rangers vão descobrindo o potencial de destruição de seus veículos, que unidos formam o Megazord. Muitos fãs vão vibrar nesse clímax, mas a sensação é de que, com a duração de um longa-metragem, fizeram o equivalente a meio episódio da série original. O produto final não se compara com a ilustração atrativa de sua embalagem.
Fragmentado evidencia talento de M. Night Shyamalan para assustar com competência e classe
M. Night Shyamalan, o diretor de “O Sexto Sentido” (1999), sai do buraco depois “O Último Mestre do Ar” (2010) e “Depois da Terra” (2013), e faz um suspense a altura de seu talento. “Fragmentado” é sobre um sequestrador que sofre de transtorno de múltipla personalidade (James McAvoy, o professor Xavier jovem da franquia “X-Men”), e acua e aterroriza três mocinhas num covil subterrâneo. A mais esperta das vítimas, Casey (Anya Taylor-Joy, de “A Bruxa”), estabelece um diálogo com o captor, mas a cada momento ele se transforma. De homem severamente autoritário, como num passe de mágica ele passa a um menino de nove anos, depois veste uma saia e vira uma dama inglesa estilosa, seguido por um jovem obcecado por moda. Ao todo, o homem desenvolve 23 identidades, o que torna qualquer tipo de trato com a figura sutil como um jogo de xadrez. Um cineasta menor poderia ficar satisfeito com os sobressaltos proporcionados a cada reação do vilão, mas Shyamalan não fica nesse registro superficial. O cinema deste indiano, radicado nos Estados Unidos, é baseado em seu próprio senso de observação. A forma como ele capta as paranoias em pequenas atitudes do cotidiano e as amplifica em seus filmes, no fundo são engraçadas. Shyamalan, na verdade é um sátiro. Desde “A Vila” (2004), ele vem ridicularizando os EUA, mostrando o quanto o empenho de uma sociedade puritana é capaz de pregar peças em si mesma. Em “Fim dos Tempos” (2008), por exemplo, as pessoas correm de medo do vento. E em “A Dama da Água” (2006), o horror se esconde não no fundo de um lago escuro, mas de uma piscina limpa, cristalina e segura de um condomínio de classe média. O senso de ridículo não vem do lugar ou da natureza, mas do comportamento social. Buñuel já tinha nos mostrado antes que em situação de desespero o pequeno burguês revela seus instintos mais baixos, e Shyamalan cutuca a mesma ferida. Ele não é tão ácido quanto o cineasta catalão, mas compartilha de igual cinismo. Em “Fragmentado”, o medo vem das inesperadas reações mentais do doente. O personagem de McAvoy, seja como “Barry”, “Hedwig”, “Patricia”, “Dennis”, “Kevin” e outras personalidades menos identificáveis, está inclusive passando por sessões de terapia com uma psiquiatra (Betty Buckley, de “Fim dos Tempos”), mas a mulher flerta com o perigo por conta de uma tese que está desenvolvendo e usa o paciente como cobaia. Segundo ela, as 23 personalidades estão compondo uma 24ª e, como médica, ela acredita que é capaz de inibir o sujeito. Claro, será um erro de cálculo. No terceiro ato, quando começa a carnificina, “Fragmentado” fica mais previsível, porque Shyamalan acaba caindo nas armadilhas fáceis do suspense. Ainda assim, recorrendo a poucos efeitos visuais e se valendo da atuação rica e realmente complexa de McAvoy, ele cria um novo bicho-papão que assusta com competência e classe. E ainda inclui uma surpresa final, em referência a “Corpo Fechado” (2000).
Era o Hotel Cambridge é ficção, mas parece documentário
“Era o Hotel Cambridge” é um filme de ficção, porém, tão colado à realidade dos fatos e situações que representa, que, muitas vezes, é difícil distinguir a encenação do documentário. A história que o filme conta é a da ocupação de um prédio abandonado no centro de São Paulo, na avenida 9 de julho, que foi, era, o hotel Cambridge, pelo Movimento dos Sem-Teto do Centro. O filme foi feito lá mesmo, com os ocupantes representando seus papéis, sua história e a de outros, ao lado de atores profissionais. A diretora Eliane Caffé (“Narradores de Javé”), com sua equipe de filmagem, frequentou a ocupação por dois anos, conviveu e se envolveu com a vida dos moradores até criar sua ficção, que é uma interação entre personagens e situações daquele espaço e de relatos que vieram deles. Eliane descobriu, ao lado dos chamados sem-teto, refugiados estrangeiros vindos do Congo, da Síria e da Palestina, recém chegados ao Brasil. Buscou também registrar o convívio desses refugiados com os “refugiados” do próprio país, ou seja, os “refugiados da falta de direitos”. Aqui, o cinema não observou a realidade, se envolveu com ela (e ainda se envolve, diga-se de passagem). Mergulhou na situação vivida pelas pessoas que ocupam aquele prédio, mostrou fatos relativos a outras ocupações, à repressão policial, e se envolveu também com os aspectos psicológicos, humanos, daquelas pessoas sofridas, mas ativas e lutadoras. Mostrou o comando e a força do gênero feminino nessa batalha diária e constante que é a ocupação. Carmen Sílvia desponta como liderança popular, forte e decidida, e acaba se revelando como atriz. José Dumont (novela “Velho Chico”) e Suely Franco (“Minha Mãe é uma Peça 2”) estão muito integrados à situação, vivendo tudo aquilo junto com os ocupantes sem-teto, como se fossem eles próprios moradores e integrantes do movimento de moradia. “Era o Hotel Cambridge” reflete o amálgama de fatos, situações, encenações, personagens, que se confundem no real e no imaginário, oriundos do mundo interno ou da dimensão sociológica, sem delimitações claras. Toma o partido da FLM – Frente de Luta Pela Moradia – e dos demais movimentos a ela associados. Realiza uma imersão comprometida com a questão social que retrata. É um filme emocionante e envolvente. Um filme de luta, eu diria. A produção recebeu muitos prêmios pelo Brasil. O público da 40ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o do Festival do Rio 2016 o elegeu como melhor longa brasileiro. Venceu também o Festival Aruanda, de João Pessoa, e foi premiado no Festival Cinema de Fronteira em Bagé, além de se destacar em festivais internacionais, como os de San Sebastian e Roterdã.
Flash ganha pôster e teaser da Liga da Justiça
Depois dos pôsteres e teasers de Aquaman (Jason Momoa) e Batman (Ben Affleck), chegou a vez do Flash (Ezra Miller). O vídeo é uma antecipação do primeiro trailer oficial de “Liga da Justiça”, filme que juntará os principais heróis da DC Comics. Além dos citados, o grupo de justiceiros ainda inclui a Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Ciborgue (Ray Fisher) e Superman (Henry Cavill). Dirigido por Zack Snyder (de “Batman vs. Superman”), “Liga da Justiça” estreia em 16 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












