William Blinn (1938 – 2020)
O roteirista-produtor William Blinn, que criou “Justiça em Dobro” (Starsky & Hutch), “Raízes” (Roots), escreveu o musical “Purple Rain”, de Prince, e diversos projetos de TV marcantes, morreu na quinta-feira (22/10) de causas naturais em Burbank, na Califórnia, aos 83 anos. Em sua longa carreira, Blinn abordou todo tipo de preconceito, assinando histórias sobre atletas doentes, negros vítimas de racismo e romance LGBTQIA+, encontrando sucesso com essas narrativas numa época bem menos tolerante. Tudo começou por impulso, quando o nativo de Ohio e seu colega de classe Michael Gleason (futuro criador de “Remington Steele”) vieram para Los Angeles no início dos anos 1960 com o projeto de vender ideias de histórias e/ou scripts para programas de sucesso da TV. A ousadia deu certo e Blinn escreveu para séries como “Couro Cru” (Rawhide), “Bonanza”, “Maverick”, “Laramie” e “Meu Marciano Favorito” (My Favorite Martian). Acabou convidado a se juntar à equipe de roteiristas oficiais de “Bonanza” em 1965, quando Pernell Roberts estava deixando a série. E em seguida serviu como editor de histórias para as duas temporadas (1968-70) de “E as Noivas Chegaram” (Here Comes the Brides). Sua primeira criação foi a série médica “Os Homens de Branco” (The Interns), estrelada por Broderick Crawford em 1970. E seu primeiro telefilme veio no ano seguinte – e marcou época. Trabalhando nos estúdios da Screen Gems, ele foi selecionado aleatoriamente para adaptar um capítulo da autobiografia “I Am Third”, escrita por Gale Sayers, um jogador do time profissional de futebol americano Chicago Bears. Após escrever o roteiro, ele o batizou de “Brian’s Song”. Rodado ao longo de 12 dias em Indiana, o telefilme – lançado no Brasil como “Glória e Derrota” (1971) – centrava-se no forte relacionamento entre Sayers (interpretado por Billy Dee Williams) e seu companheiro de equipe Brian Piccolo (James Caan), que foi diagnosticado com câncer terminal logo após se tornar jogador profissional. Exibido em 30 de novembro de 1971, o longa foi visto por 55 milhões de espectadores – metade das pessoas que possuíam uma TV nos Estados Unidos na época – , tornando-se uma das maiores audiências de telefilme de todos os tempos. Mas Blinn não conquistou apenas o público. Ele venceu o Emmy e um prêmio Peabody pelo roteiro. O sucesso lhe deu carta branca para criar novas produções. Ele concebeu a primeira série sobre policiais inexperientes, “Os Novatos” (The Rookies), que durou quatro temporadas (entre 1972 e 1976), com a futura Pantera Kate Jackson no elenco. Mas teve menos felicidade ao tentar lançar uma série de western, um dos gêneros que mais escreveu no começo da carreira. Apesar de estrelada por Kurt Russell e Bonnie Bedelia, “The New Land” foi cancelada após seis episódios em 1974. O roteirista voltou a emplacar um fenômeno em 1975, ao criar “Justiça em Dobro”. Série policial mais violenta dos anos 1970, influenciada pelo cinema blaxploitation, a produção acompanhava dois policiais durões de Nova York que só trabalhavam à noite, infiltrados em zonas infestadas de crimes. O programa transformou os atores David Soul e Paul Michael Glaser em astros, mas Blinn largou os trabalhos após dois meses, brigando com os produtores Aaron Spelling e Len Goldberg. “Tínhamos em mente duas coisas diferentes … Eu queria mais humanidade, menos perseguição de carros”, contou em 2004. Mas nada o preparou para o impacto de seu trabalho seguinte, também premiado com o Emmy. Ele foi o grande responsável pela minissérie “Raízes”, escrevendo os episódios iniciais e comandando a adaptação do livro de Alex Haley, que ainda não tinha sido lançado. 85% da população total dos EUA assistiu a série na rede ABC, que chegou a atrair 100 milhões de telespectadores ao vivo em seu capítulo final, exibido em 1977. “Raízes” ainda venceu 9 prêmios Emmy, incluindo o de Melhor Roteiro para Blinn. Em entrevista recente sobre o legado da atração, ele lembrou que os produtores estavam preocupadíssimos com o conteúdo do minissérie, que foi a primeira a abordar racismo na televisão e ser centrada em protagonistas negros. “Seria enorme ou terrível; ninguém pensou que seria mediana e ignorada”, disse ele. “Havia duas visões entre os produtores. Uma era mergulhar o país nesta história, que todos nós precisávamos ver, etc., etc. A outra era se livrar logo dessa maldita coisa, que poderia matar a rede, apenas livrar-se dela assim que puder. Eu acredito mais na segunda versão. Acho que eles pensaram que seria um desastre”, completou. Ele também desenvolveu “Oito É Demais” (Eight Is Enough), comédia sobre uma família com oito filhos, que durou cinco temporadas entre 1977 e 1981, e depois disso voltou a se consagrar como roteirista, produtor e diretor do aclamado “A Question of Love” (1978), um dos primeiros teledramas de tema lésbico, estrelado por Gena Rowlands e Jane Alexander. Suas realizações ainda incluem roteiros e produção da série musical “Fama” (1982-1987), que ele ajustou antes da estreia na NBC, recebendo novas indicações ao Emmy, roteiros da série de comédia “Our House” (1986–1988), estrelada por Wilford Brimley, e a criação da atração militar “Pensacola: Wings of Gold” (1997-2000). Apesar de uma carreira movimentada carreira de quatro décadas, Blinn teve apenas um crédito no cinema, que ele compartilhou com o diretor Albert Magnoli. Ele escreveu o filme “Purple Rain” (1984), grande sucesso de Prince, a partir das músicas do cantor. Blinn disse que foi escolhido devido a seu trabalho em “Fama” e sentou-se com Prince em um restaurante italiano em Hollywood para trocar ideias sobre o que seria o filme, mas só soube que história desenvolver quando saiu para dar uma volta no carro do músico e ouviu “When Doves Cry”. “Ele tocou a música para mim e tinha um sistema de alto-falantes do céu. Quem sabe quantos alto-falantes havia naquele carro?” Blinn lembrou. “Para alguém da minha idade, gosto de rock, mas não tão alto. Mesmo assim, [a música] era melódica e tocada com grande intensidade. Eu disse: ‘Cara, você certamente tem uma base. Isso pode render no final.'” Em 2009, ele recebeu um troféu especial do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) pelas realizações de sua carreira.
Arnold Schwarzenegger revela ter passado por nova cirurgia no coração
O ator Arnold Schwarzenegger revelou ter passado recentemente por uma nova cirurgia cardíaca. Schwarzenegger publicou na sexta-feira (23/10) no Twitter uma foto em que aparece fazendo um sinal de positivo em seu leito hospitalar na Cleveland Clinic, acompanhada por imagens de um passeio posterior, para demonstrar que já se recuperou e está se sentindo “fantástico” aos 73 anos de idade. Ele agradeceu à equipe médica do local e acrescentou: “Tenho um novo aórtico para acompanhar minha nova válvula pulmonar da minha última cirurgia. Estou me sentindo fantástico e já andei pelas ruas de Cleveland”. O astro da franquia “O Exterminador do Futuro” e ex-governador da Califórnia nasceu com um defeito no coração e já tinha passado por duas cirurgias. A primeira foi em 1997 e a segunda em 2018, realizada para substituir a válvula pulmonar incluída na operação inicial. Thanks to the team at the Cleveland Clinic, I have a new aortic valve to go along with my new pulmonary valve from my last surgery. I feel fantastic and have already been walking the streets of Cleveland enjoying your amazing statues. Thank you to every doc and nurse on my team! pic.twitter.com/hmIbsEMHtA — Arnold (@Schwarzenegger) October 23, 2020
Marcius Melhem reconhece “erros”, mas nega acusações de abuso sexual
O comediante e ex-diretor do departamento de humor da Globo, Marcius Melhem, escreveu um texto para rebater as acusações da assédio sexual, trazidas à tona neste sábado (24/10) pela advogada de atrizes da emissora. Publicado no jornal Folha de S. Paulo como “o outro lado” da entrevista da criminalista Mayra Cotta, que detalhou supostos abusos, o texto fala em “reconhecer erros”, “pedir desculpas”, mas também nega as “acusações tão graves”. Leia a íntegra abaixo. “Como escrever uma nota pra comentar acusações dessa gravidade? Culpados e inocentes dizem a mesma coisa. ‘Sou inocente’. ‘Vou provar na justiça’. Por isso qualquer coisa que eu diga pode soar falsa de cara. Mas preciso falar e com o tempo mostrar minha sinceridade no que vou dizer aqui. Estou disposto a reconhecer meus erros, pedir desculpas e, se possível, reparar pessoas que eu tenha de qualquer forma magoado. Quero enfrentar isso com verdade e humanidade e me expor se for preciso. Fazer jus a todos esses anos em que pautas como as do feminismo foram abraçadas pelo humor transformador em que eu acredito. Fiz parte de um grupo de homens e mulheres que se orgulha de usar o humor como um instrumento contra o preconceito. Mas mesmo abraçando profissionalmente a causa feminista, ainda combato o machismo dentro de mim, erro, posso ter relações que magoem. Tento melhorar e aprender. E queria muito falar sobre isso. Mas diante de acusações tão graves que eu de forma alguma cometi, o que eu posso fazer? Negar. Eu coloco à disposição toda minha comunicação que tenho arquivada, com qualquer pessoa que tenha trabalhado ou se relacionado comigo nesses anos. E peço que ouçam as pessoas que trabalharam comigo, que acompanharam muitas situações de perto e que podem falar bastante sobre isso tudo. Peço por favor que apurem a verdade e não apoiem mentiras. Há alguns meses, tive que sair do país para um importante tratamento médico de minha filha e não acreditei quando essa viagem passou a ser divulgada como uma fuga. Qualquer pessoa que me conheça, que tenha convivido minimamente comigo sabe que é impossível eu praticar alguma violência, especialmente contra as mulheres. Jamais seria capaz de emparedar alguém à força. Até hoje eu fiquei calado porque as acusações não apareceram aqui fora. No compliance da Rede Globo tudo foi apurado e investigado rigorosamente. Saí pela porta da frente da emissora que trabalhei por 17 anos. Sei que num caso desses, ainda mais no momento que vivemos, de tanto ódio, serei culpado até provar o contrário. Então quero que tudo seja colocado às claras, expor a minha inocência e os meus erros. Quero poder pedir desculpas e cobrar responsabilidades. Vou em busca da verdade.”
Advogada de atrizes da Globo acusa Marcius Melhem de assédio sexual
O afastamento de Marcius Melhem, antigo diretor do departamento de humor da Globo, voltou a virar notícia neste sábado (24/10), após a entrevista de uma advogada que representa atrizes da emissora confirmar os boatos de assédio que envolviam o comediante. Falando à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a criminalista Mayra Cotta afirmou que existem seis vítimas de assédio sexual, seis testemunhas e ainda vítimas de assédio moral, que teriam denunciado Melhem na Globo. “Todas elas denunciaram os fatos internamente [na TV Globo]. Foram ao compliance da empresa. Tomaram as medidas cabíveis”, disse a advogada. Mas a história acabou abafada. “O processo foi encerrado e elas estavam sem saber muito bem como se organizar para que essa história tivesse um desfecho que reconhecesse tudo o que elas passaram e toda a gravidade do comportamento que o Marcius Melhem teve enquanto ele foi chefe”, acrescentou. Ela detalhou o comportamento denunciado. “É um chefe que se vale de sua posição para tentar usar o poder que tinha de contratar ou demitir para as constranger a se envolver com ele”, apontou. “Houve um comportamento recorrente, de trancar mulheres em espaços e as tentar agarrar, contra a vontade delas. De insistir e ficar mandando mensagem inclusive de teor sexual para mulheres que ele decidia se iam ser escaladas ou não para trabalhar, se ia ter cena ou não para elas [nos programas de humor]. De prejudicar as carreiras de mulheres que o rejeitaram. De ficar obcecado, perseguindo mesmo. Foi um constrangimento sistemático e insistente, muito recorrente”. “Foram casos de assédio sexual mesmo. De mulheres falando não, não quero, me solta, não vou beijar, não vou ficar com você. E ele tentando, agarrando. Não tem zona cinzenta, isso é violência. E aí tem algo muito sério: ele era chefe delas. Ele tinha uma posição de poder”, continuou. Segundo Cotta, as vítimas não querem ser identificadas por receio da repercussão do caso em suas carreiras. “Sabemos como mulheres que denunciam homens por assédio sexual às vezes são tratadas no tipo de sociedade em que a gente vive. Nenhuma mulher quer ser definida para sempre como uma vitima de assédio sexual. Por isso [surgiu] a ideia de eu falar em nome desse grupo”, explicou. Na ocasião da demissão de Melhem, a Globo não se manifestou sobre as denúncias, dizendo apenas que a decisão tinha acontecido “em comum acordo” e que encerrava uma “parceria de 17 anos de sucesso”. O comunicado ainda aludiu às várias dispensas que a emissora vinha realizando. “Como todos sabem, a Globo tem tomado uma série de iniciativas para se preparar para os desafios do futuro e, com isso, adotado novas dinâmicas de parceria com atores e criadores em suas múltiplas plataformas”, afirmou o texto. Melhem era responsável pela coordenação de todos os conteúdos de humor da Globo desde 2018 e, com sua saída, os programas humorísticos foram cancelados. Antes de ser demitido, ele pediu uma licença para cuidar de um problema de saúde de sua filha de 10 anos, e viajou com a família para os Estados Unidos, onde a menina deveria passar por uma cirurgia. Esta viagem foi precedida pelo vazamento da notícia de que ele teria sido denunciado por assédio. Apesar de ter sido realmente investigado pela Globo, o comitê de ética e compliance da emissora o considerou inocente. O processo, iniciado em janeiro, levou dezenas de funcionários e ex-funcionários a testemunharem sobre o caso. Eles também assinaram um abaixo-assinado em defesa de Melhem, descrevendo a acusação como uma “maldade” contra o ex-diretor do Departamento de Humor da emissora. O esforço de abafa, contudo, não evitou sua demissão. Mas a situação continua envolta em segredo. Vale lembrar que quem revelou a confusão foi o colunista Leo Dias, que em dezembro passado publicou que as atrizes Dani Calabresa, Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros haviam denunciado Melhem. As duas últimas negaram a informação no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Após o anúncio da demissão de Melhem, ela postou no Twitter uma imagem da série “The Morning Show”, que aborda o assédio dentro de uma emissora de televisão, e apareceu assistindo ao documentário “Harvey Weinstein: Assédios em Hollywood” em seu Instagram. Dani Calebresa continua na Globo e não sofreu, aparentemente, nenhuma retaliação, embora sua situação esteja no ar com a decisão recente de cancelamento dos programas humorísticos da emissora. Será que quem denunciou vai continuar contratado após a mexida na programação, que transformará quatro programas numa única produção? Questionada pela Folha, a Globo emitiu uma nota em que diz que “não comenta assuntos da área de compliance, mas reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento”. O comunicado também reforça que “a Globo não tolera comportamentos abusivos em suas equipes”, e que as investigações podem levar ao desligamento do colaborador abusivo. Mas, “mesmo nas hipóteses de desligamento, as razões de compliance não são tornadas públicas”.
007: Sem Tempo para Morrer teve lançamento negociado em streaming
Netflix, Apple e Amazon teriam tentado comprar os direitos exclusivos de exibição de “007: Sem Tempo para Morrer” para lançamento em streaming. Quem apurou as negociações foi a agência de notícias Bloomberg. E ao ir atrás de confirmação, a revista Variety descobriu que o negócio não aconteceu porque a MGM pediu muito caro: US$ 600 milhões. As empresas de streaming teria buscado a MGM após o primeiro adiamento do filme, que inicialmente estava previsto para abril deste ano e foi atrasado por seis meses em março, tornando-se o primeiro grande lançamento de cinema afetado pela pandemia. No início de outubro, porém, o filme sofreu nova mudança de calendário e agora só será lançado um ano após a data original. Oficialmente, porém, a MGM informou que “Não comentamos boatos”. “O filme não está à venda. O lançamento do filme foi adiado até abril de 2021 para preservar a experiência cinematográfica dos espectadores”, diz um comunicado da empresa. O filme custa mais de US$ 250 milhões para ser produzido e, devido aos adiamentos causados pela pandemia do coronavírus, o estúdio teria desperdiçado mais US$ 50 milhões em campanhas promocionais que não serviram para nada, pois, com a nova data, o filme ainda está longe de estrear. Por outro lado, “007: Sem Tempo para Morrer” tem várias parcerias promocionais para ajudar a abater esses custos – entre elas com os carros Land Rover, relógios Omega e cervejas Heineken. Essas empresas esperam que o filme chegue aos cinemas e poderiam argumentar não ter investido para um lançamento por streaming. A negociação, porém, tem precedentes. Após a pandemia, vários estúdios venderam seus filmes para serviços de streaming. A Sony, em particular, conseguiu aval de seus parceiros publicitários, McDonald’s e Crown Royal, para levar “Um Príncipe em Nova York 2” para a Amazon. “007: Sem Tempo Para Morrer” será o último filme de Daniel Craig como James Bond e trará com Rami Malek como o grande vilão da vez. Com direção de Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), o lançamento está marcado para 1 de abril no Brasil – data que, ironicamente, parece uma pegadinha.
Donald Trump diz ser o único que Sacha Baron Cohen não consegue enganar
Donald Trump disse neste sábado (24/10) que não é fã de Sacha Baron Cohen e que não se deixa enganar pelo comediante. Ele contou que Cohen já teria tentado fazê-lo cair numa pegadinha, mas não conseguiu. O assunto surgiu por causa da repercussão do filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, em que Cohen flagra o advogado de Trump, Rudolph Giuliani, em situação imprópria durante uma pegadinha. Alvo de uma falsa “entrevista”, Giuliani foi gravado deitando-se numa cama num quarto de hotel e colocando as mãos dentro de sua calça diante da “jornalista” (a “filha” de Borat, Maria Bakalova), antes de ser interrompido por Borat/Cohen. O chefe do bureau de imprensa da Casa Branca (Voice of America), Steve Herman, relatou a resposta do presidente no Twitter. “Não sei o que aconteceu”, disse Trump, ao ser questionado pela imprensa, a bordo do Air Force One. “Mas, sabe, há muitos anos ele tentou me enganar. E eu fui o único que disse ‘de jeito nenhum’. Ele é um impostor. E eu não o acho engraçado”, afirmou. “Ele veio disfarçado como um âncora da BBC. Para mim, ficou claro que era um cara bizarro”, completou Trump. O incidente teria ocorrido há 15 anos, segundo o presidente americano. Mas, na verdade, data de 2003, quando Cohen – no papel do aspirante a gangster Ali G, outro de seus personagens de ficção – propôs um negócio a Trump: luvas especiais para tomar sorvete. Veja abaixo a entrevista com Trump, feita para o programa “The Ali G Show”, exibido pelo Channel 4 britânico entre 2000 e 2004.
Jane di Castro (1947 – 2020)
A atriz Jane di Castro morreu na sexta-feira (23/10) de câncer no Hospital de Ipanema, no Rio, aos 73 anos. Batizada como Luiz de Castro, filha de mãe evangélica e pai militar, sofreu desde cedo e na própria casa repressão por sua identidade social. Ao se assumir Jane Di Castro, começou a trabalhar como cabeleireira, em Copacabana, e logo tornou-se uma das pioneiras dos espetáculos de transformistas do Rio, chegando a ser perseguida durante a ditadura militar, nos anos 1960, por fazer shows nos teatros Rival e da Praça Tiradentes. Mas ela resistiu. Foi dirigida nos palcos por Ney Latorraca, Bibi Ferreira, Miguel Falabella e chegou a se apresentar no Lincoln Center, nos EUA, antes de integrar o espetáculo “Divinas Divas” em 2004, que celebrou a trajetória de travestis e transformistas de Copacabana. Em 2016, Leandra Leal lançou o documentário homônimo, que contou com sua participação. A projeção nos palcos a levou à televisão. Ela fez sua primeira aparição na rede Globo em 1995, na novela “Explode Coração”, de Gloria Perez, interpretando a si mesma. Mas foi só a partir deste século que passou a ser vista de forma mais habitual. Sempre como ela mesma, Jane apareceu em “Paraíso Tropical” (2007), “Salve Jorge” (2013) e “A Força do Querer” (2017), atualmente reprisada na TV, além de ter interpretado Patricia Swanson na série “Pé na Cova” (2014). Na vida pessoal, Jane encontrou a felicidade com Otávio Bonfim, com quem viveu por meio século, formalizando a união em 2014, num casamento coletivo que reuniu 160 casais LGBTQIA+. Infelizmente, o marido morreu em 2018, de câncer, e ela só sobreviveu mais dois anos como viúva. Jane faleceu na véspera da estreia de seu primeiro filme, “De Perto Ela Não É Normal”, escrito e protagonizado por Suzana Pires (“Louca para Casar”) e com lançamento marcado para quinta-feira (29/10). Na trama, ela interpretava a funcionária pública Geralda Maltêz. “Ela é a chefe que toda mulher gostaria de ter. Afetuosa, firme e cheia de sororidade. E assim também era a Jane. Esse filme será lançado em sua homenagem”, disse Suzana Pires.
Roteiristas se demitem da série de José Padilha sobre Marielle Franco
Quatro roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco (1979-2018) pediram demissão por divergências sobre a condução do projeto, idealizado por Antônia Pellegrino (“Bruna Surfistinha”) e dirigido por José Padilha (“Tropa de Elite”). A notícia foi publicada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo. A equipe de apoio do projeto é formada por duas pesquisadoras, quatro roteiristas e um diretor, todos negros. Dos sete, deixaram o trabalho os quatro roteiristas. A composição desta equipe teria sido resultado de questionamentos nas redes sociais, porque os três principais envolvidos na série, a criadora do projeto, Antonia Pellegrino, o diretor Padilha e o autor indicado pela Globo para supervisionar os trabalhos, George Moura, são brancos. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social. As divergências dos roteiristas seriam sobre os caminhos narrativos escolhidos para a produção, que ainda está em fase inicial e não tem nenhum capítulo completamente escrito. Mas a crise também acrescenta mais questionamento à produção, incluindo a prática do “tokenismo”, ou seja, uma ação apenas simbólica (no caso, a contratação de roteiristas negros) destinada a responder à crítica de falta de diversidade racial e inclusão na produção. Além da questão racial, houve muitas críticas ao envolvimento de Padilha no projeto, especialmente após a realização da série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011). A série será lançada na plataforma Globoplay, que teria atravessado a Amazon na negociação do projeto.
Shang-Chi: Filme da Marvel encerra filmagens
O diretor Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) anunciou pelo Instagram que as filmagens de “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” foram encerradas. Na foto em que diz apenas que “terminamos”, Cretton aparece com a mulher Nikki Chapman, a irmã Joy Cretton (que é figurinista do filme) e a atriz Zhang Meng (“Ice Fantasy”). Em outra foto, publicada no Instagram de Simu Liu (da série “Kim’s Convenience”), o astro aparece ao lado do diretor para comemorar: “Nós fizemos um bebê! Mal podemos esperar para introduzi-lo ao mundo em nove meses!”. “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” foi um dos filmes que enfrentou paralisação no começo de seus trabalhos em março, devido a pandemia de coronavírus. O próprio diretor chegou a passar por suspeita de ter contraído o vírus. As filmagens foram retomadas em no final de julho na Austrália e, desde então, não registraram nenhum incidente relacionado à covid-19. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu como o herói do título, e o elenco também conta com Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e o astro de filmes de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”), que terá o papel do vilão Mandarim. Em suas origem clássica, concebida por Steve Englehart e Jim Starlin em 1973, Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu, era filho do lendário Fu Manchu, vilão da literatura pulp e primeiro grande gênio do mal da ficção, responsável por popularizar o clichê do vilão oriental com bigodinho e planos de dominação mundial que se tornaria lugar-comum, seja nos quadrinhos de Flash Gordon (o Imperador Ming) quanto nos filmes de James Bond (o “satânico” Dr. No). Nas publicações da Marvel dos anos 1970, Fu Manchu se apresentava como um grande filantropo para o filho, enquanto o treinava para se tornar uma arma letal. Tudo muda quando Shang-Chi é enviado em sua primeira missão e descobre que o pai não era quem dizia ser. A partir dessa reviravolta, alia-se aos inimigos dele – os mesmos dos livros de Rohmer, com algumas criações inéditas, inclusive um suposto filho de James Bond. A Marvel, porém, não tem os direitos sobre Fu Manchu, que pertencem aos herdeiros do escritor inglês Sax Rohmer. Apesar disso, fontes da revista The Hollywood Reporter dizem que o filme preserva a trama da rebelião do filho altruísta contra o pai maligno. Por conta disso, o pai de Shang-Chi no filme seria o Mandarim. O Mandarim já foi citado no Universo Cinematográfico da Marvel, quando um ator (vivido por Ben Kingsley) foi contratado para lhe dar rosto durante ataques contra o Homem de Ferro (em “Homem de Ferro 3”), mas sua verdadeira identidade permanece um mistério até aqui inexplorado no cinema. O filme do Mestre do Kung Fu (como Shang-Chi era conhecido nos anos 1970) tem estreia marcada para julho de 2021, após várias mudanças no calendário da Marvel provocadas pela covid-19. Ver essa foto no Instagram WE. ARE. WRAPPED! Uma publicação compartilhada por Destin Yori Daniel Cretton (@destindaniel) em 24 de Out, 2020 às 12:50 PDT Ver essa foto no Instagram We made a baby!!! We can’t wait to introduce him to the world in 9 months… 😍😍😍 #WRAPPED Uma publicação compartilhada por Simu Liu (刘思慕) (@simuliu) em 24 de Out, 2020 às 6:24 PDT
Maya Hawke vai ter companhia do irmão na 4ª temporada de Stranger Things
Levon Thurman-Hawke foi fotografado no set de produção da 4ª temporada de “Stranger Things”. O filho de 18 anos dos atores Uma Thurman e Ethan Hawke vai viver o irmão mais novo de Robin, o personagem de sua irmã na vida real, Maya Hawke, de 22 anos. Robin foi introduzida na 3ª temporada como colega de trabalho de Steve (Joe Keery) na sorveteria do shopping center de Hawkins, cidadezinha fictícia em que se passa a série. Seu irmão entra em cena com um visual punk rock/glam metal, conforme pode ser visto nas imagens flagradas por fãs. Enquanto isso, ela assume um visual andrógino nos novos episódios, refletindo o fato de ter se assumido lésbica na trama. Ao contrário de Maya, que já tinha alguma experiência como atriz, “Stranger Things” marcará o início da carreira de Levon como ator. Por conta da pandemia do coronavírus, as gravações da 4ª temporada tiveram que ser interrompidas em seu começo, atrasando a estreia dos novos episódios. Um dos criadores da série, Ross Duffer, afirmou que este hiato proporcionou tempo para que ele e seu irmão Matt Duffer refletissem mais sobre os caminhos que querem dar para o enredo. Ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios. a new character was spotted filming at the video store pic.twitter.com/Fx0J1lIjC0 — best of stranger things (@sthingstuff) October 22, 2020 more pics of levon hawke on set pic.twitter.com/jP4yypg2kS — best of stranger things (@sthingstuff) October 22, 2020 maya hawke and joe keery on set of stranger things 4 earlier today pic.twitter.com/eQiTbHG8nJ — best of stranger things (@sthingstuff) October 21, 2020
Giovanna Antonelli se livra de penhora judicial em suas contas
Giovanna Antonelli se livrou de sofrer uma penhora judicial em suas contas. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a Justiça determinou a penhora de R$ 8.243,32 das contas da atriz para pagar uma dívida decorrente de uma ação de 2015, que ela perdeu em instâncias superiores. Mas durante a tarde de quinta-feira (22/10), uma segunda decisão da 3ª Vara Cível de Itaboraí revogou a penhora, porque a intimação para que a atriz fizesse o pagamento da dívida foi feita em nome de um advogado que não a representa mais. O juiz entendeu que isso pode ter prejudicado sua intimação. O valor, segundo o Tribunal de Justiça do Rio, diz respeito a honorários advocatícios a que ela foi condenada a pagar à empresa SPE 23 Global Prêmio, de quem havia comprado um apartamento. A atriz acabou desistindo do negócio e foi à Justiça cobrar a devolução de 90% dos valores pagos, mas perdeu. “Defiro o pedido de indisponibilidade de ativos financeiros existentes em nome do devedor (…) Proceda-se desde logo à transferência do numerário para a conta judicial que será responsável pela atualização e encerramento da mora”, afirmou o juiz Rubens Soares Sá Viana Júnior na primeira decisão. Agora, porém, Giovanna será notificada oficialmente e terá um novo prazo para o pagamento. Procurada, a assessoria da atriz afirmou que “a penhora somente ocorreu face ao erro do cartório da 3ª Vara Cível de Itaboraí que endereçou a publicação em nome de advogado errado, gerando todos esses chatos equívocos”. A assessoria afirma ainda que já esclareceu o problema com o juiz responsável. Giovanna Antonelli está no ar atualmente na reprise de “Laços de Família” (Globo, 2000-2001), onde deu vida à garota de programa Capitu, que ela considera “um divisor de águas” em sua carreira.
Trailer da volta Animaniacs ironiza reboots e inclui Pinky e Cérebro
A plataforma americana Hulu divulgou o pôster e o trailer oficial da volta de “Animaniacs”. Bastante criativo, o vídeo traz os irmãos Warner ironizando os reboots, “sintoma de falta de originalidade”, e mostra o dinheirão que fez os personagens mudarem de discurso para reviver a série. Inspirada nos célebres cartoons “Looney Tunes” da Warner, “Animaniacs” gira em torno de personagens que tinham sido esquecidos nos arquivos do estúdio: os verdadeiros irmãos Warner – o tagarela Yakko, o guloso e sagaz Wakko e a fofa Dot – , estrelas da era de ouro da animação, que após sua fase de sucesso e fama foram trancados no estúdio, por serem considerados perigosamente malucos, e agora moram na famosa torre d’água da sede da Warner Bros. “Animaniacs” também introduziu os populares ratinhos Pinky e Cérebro, que também voltam com a nova animação e, como demonstra a prévia, continuam querendo dominar o mundo. A cultuada série animada dos anos 1990 vai ganhar capítulos inéditos em 20 novembro, data que marca 22 anos da exibição de seu último episódio. A equipe contará com os dubladores originais e o famoso produtor da animação, ninguém menos que Steven Spielberg (“Jurassic Park”).
Ariana Grande rouba “estátua” de Borat em tamanho real
A cantora Ariana Grande entrou na brincadeira. O perfil oficial de Borat no Instagram divulgou um vídeo em que ela aparece roubando um cartaz de papelão com a figura recortada do personagem. Na legenda da postagem, Borat pede que seus seguidores “ajudem a identificar o ladrão cigano responsável por roubar uma estátua minha”. O roubo aconteceu de fato. Foi durante uma première do filme em Los Angeles, em que Ariana brincou muito com a “estátua”, ao lado de Katy Perry e seu marido, Orlando Bloom, além do ator Josh Gad e outros. O alter-ego do comediante Sacha Baron Cohen também compartilhou em seu Instagram uma foto da festa em torno do cartaz, alarmado com “os liberais de Hollywood”. “Acham que me pegaram, mas esses pervertidos estão cometendo ataques sexuais contra uma farsa! Grande sucesso!”, ele escreveu ao lado da imagem. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” foi lançado nesta sexta (23/10) na Amazon, mas já está nos trending topics do Twitter desde a véspera, devido a uma cena polêmica, envolvendo Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, que atualmente é advogado e conselheiro do presidente dos EUA, Donald Trump. Saiba mais. O filme de Sacha Baron Cohen é o mais comentado dos últimos dias e atingiu 83% de aprovação entre os críticos, segundo a média do Rotten Tomatoes. Pelas resenhas publicadas, é possível deduzir que os 17% que não gostaram votam em Trump. A aposta agora é para ver se o lançamento se torna o maior sucesso da Amazon Prime Video em todos os tempos. Ver essa foto no Instagram Please help identify this Gypsy criminal responsible for theft of statue of me during night. Approach him with caution!! Uma publicação compartilhada por Borat (@boratsagdiyev) em 22 de Out, 2020 às 1:26 PDT Ver essa foto no Instagram Hollywood liberals think they catch me, but these perverts actual committing sex attack on a fake! Great success! Uma publicação compartilhada por Borat (@boratsagdiyev) em 19 de Out, 2020 às 9:42 PDT












