Abaixo de Zero, livro/filme sobre a juventude dos anos 1980, vai virar série
A plataforma de streaming Hulu anunciou que está desenvolvendo “Less Than Zero”, série dramática baseada no famoso romance homônimo de Bret Easton Ellis, um dos best-sellers que definiu os anos 1980, lançado no Brasil como “Abaixo de Zero”. O próprio Ellis se juntou ao roteirista Craig Wright (criador de “Tyrant”) para formatar a série, que vai manter a época original da trama. A produção é oficialmente descrita da seguinte forma: “Passado em Los Angeles no início dos anos 1980, ‘Less than Zero’ se tornou um clássico atemporal. Este romance hipnotizante é um retrato cru e poderoso de uma geração perdida que experimentou sexo, drogas e insatisfação em uma idade muito precoce. Vivem em um mundo moldado pelo niilismo casual, pela passividade e pelo excesso de dinheiro em um lugar desprovido de sentimento ou esperança. Ao voltar para casa para as férias de Natal, Clay reingressa em uma paisagem de privilégio ilimitado e entropia moral absoluta, onde todos dirigem Porches, jantam em restaurantes caros e cheiram montanhas de cocaína. Ele tenta renovar seu sentimentos por sua namorada Blair e por seu melhor amigo do colegial Julian, que está se envolvendo com crimes e heroína. O feriado de Clay se transforma em uma vertiginosa espiral de desespero que o arrasta das festas intermináveis em mansões reluzentes para bares decadentes e clubes de rock underground e também pelo mundo sombrio de LA depois do entardecer.” O filme de 1987 juntava ninguém menos que Robert Downey Jr., Jami Gertz, Andrew McCarthy e James Spader. E foi premonitório para Downey, que tinha a reputação de ser um dos “bad boys” de Hollywood e chegou a ficar um ano e três meses na prisão, após ser condenado por posse de drogas e de dirigir sob influência de drogas em 1996. O ator, claro, reabilitou-se e se reinventou, graças à Marvel, e foi perdoado pelo governador da Califórnia em 2015. Ellis também escreveu uma continuação do livro, publicada em 2010, sem a mesma repercussão. Mas, a esta altura, o escritor já tinha se tornado conhecido por outras obras, especialmente “Psicopata Americano”, que virou filme em 2000, e “Regras da Atração”, em 2002. Nos últimos anos, ele resolveu virar roteirista de cinema, assinando dois filmes trash: o suspense melodramático “Vale do Pecado” (2013), estrelado por Lindsay Lohan e o ator pornô James Deen, e o terror “A Maldição de Downers Grove” (2015), com Bella Heathcote e Lucas Till. Ambos péssimos. Salvo desistência diante do piloto, “Less Than Zero” será a primeira série baseada num livro de Ellis.
Christopher Robin: Adaptação com atores da fábula do Ursinho Pooh ganha novas fotos
A revista Entertainment Weekly divulgou duas fotos inéditas de “Christopher Robin”, nova fábula com atores reais da Disney. Uma das imagens traz o personagem-título, vivido por Ewan McGregor (série “Fargo”), carregando o Ursinho Pooh, enquanto a outra mostra Leitão, Bisonho e Tigrão pela primeira vez, tomando sol numa praia. O figurino também deixa claro que a trama se passa entre os anos 1940 e 1950. Apesar de trazer os personagens de “O Ursinho Pooh”, o filme não conta nenhuma história conhecida dos livros de A.A. Milne. Na verdade, a premissa remete a um filme de Steven Spielberg: “Hook” (1991), sobre o Peter Pan adulto. Para quem não lembra, Christopher Robin era o único personagem humano de Milne, inspirado no próprio filho do escritor. Nos livros originais e nos desenhos da Disney, ele é um menino curioso e de imaginação fértil. Mas, no filme, surge como um homem de negócios atormentado por ter que priorizar o trabalho à sua esposa e filha. Sofrendo por ter que demitir diversos funcionários, a última coisa que precisa é voltar a ver Pooh. Mas é exatamente o que acontece. O ursinho ressurge em sua vida, pedindo sua ajuda para encontrar seus amigos novamente. Segundo a sinopse, Robin terá que achar uma maneira de ajudar o velho amigo sem perder tudo o que conquistou como adulto. Ewan McGregor interpreta o Robin adulto e Hayley Atwell (a “Agent Carter”) vive sua esposa. Curiosamente, os dois já tinham participado de outras filmagens de fábulas da Disney. Ela viveu a mãe de Cinderela em, claro, “Cinderela” (2015), e ele foi Lumière em “A Bela e a Fera” (2017). Outra curiosidade é que este é o segundo filme recente sobre Christopher Robin. “Adeus Christopher Robin” mostrava a infância real do menino e trazia Domhnall Gleeson e Margot Robbie no papel de seus pais. Foi lançado direto em streaming no Brasil. Já a produção da Disney tem direção de Marc Forster (“Guerra Mundial Z”) e estreia marcada para 2 de agosto no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Ator de New Girl dublará Peter Parker no filme animado Homem-Aranha no Aranhaverso
O ator Jake Johnson (série “New Girl”) fará a voz de Peter Parker em “Homem-Aranha no Aranhaverso”. O personagem aparecerá mais velho na animação e, por isso, servirá como uma espécie de mentor para Miles Morales, o verdadeiro protagonista da produção. “Quando Miles o encontra, Peter não é o adolescente que costumamos ver. Ele é um super-herói velho, no fim de sua carreira, então ele tem uma perspectiva muito diferente do que significa ser um super-herói. Mas tanto quanto o Miles é influenciado por Peter e beneficiado por todos esses anos de experiência, Peter também aprende algo muito especial com Miles, que teve uma experiência de vida completamente diferente e enfrentou desafios que Peter nunca precisou”, disse o produtor e roteirista Phil Lord (“Uma Aventura Lego”), durante participação na Comic Con Experience do ano passado. Johnson se juntará ao elenco liderado por Shameik Moore (série “The Get Down”), que dará voz a Miles Morales, e que também inclui Mahershala Ali (que venceu o Oscar por “Moonlight”) como Aaron Davis, tio de Miles e mais conhecido como o Gatuno (Prowler), Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como o pai do jovem e Liev Schrieber (série “Ray Donovan”) como o vilão do filme, que ainda não teve a identidade divulgada. A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função – após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). E a estreia está marcada para 20 de dezembro no Brasil.
Samuel L. Jackson aparece no set de Capitã Marvel com visual rejuvenescido de Nick Fury
O ator Samuel L. Jackson foi flagrado no set do filme “Capitã Marvel” com o visual rejuvenescido de Nick Fury. As fotos tiradas na sexta (27/4) nas ruas de Los Angeles pelos paparazzi do site Hollywood Pipeline, mostram-no ao lado de Brie Larson (trajada com o uniforme da super-heroína do título). Além de maquiagem para parecer mais novo, seu rosto traz pontos brancos, que servirão de referência para acrescentar tratamento digital ao rejuvenescimento. Como a trama é um prólogo, passado nos anos 1990, o personagem também não aparece com o tapa-olho, a careca e o tradicional cavanhaque vistos nos primeiros filmes da Marvel. O primeiro filme de super-heroína da Marvel também inclui em seu elenco Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) como Walter Lawson/Mar-Vell, Gemma Chan (série “Humans”) como a vilã Dra. Minerva/Minn-Erva e trará de volta Clark Gregg aos filmes da Marvel, como o agente Coulson, da SHIELD. Além deles, o filme ainda contará com dois personagens que já morreram no Universo Cinematográfico da Marvel: os vilões Ronan (Lee Pace) e Korath (Djimon Hounsou), que enfrentaram os Guardiões da Galáxia no primeiro filme dos heróis, em 2014. A trama está sendo mantida em segredo, mas já se sabe que envolverá as raças alienígenas dos kree e dos skrulls. O roteiro foi finalizado por Geneva Robertson-Dworet (de “Tomb Raider”), a partir de uma premissa escrita por Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”). A direção está a cargo do casal Anna Boden e Ryan Fleck, responsável por dramas e comédias indies, como “Se Enlouquecer, Não Se Apaixone” (2010), “Parceiros de Jogo” (2015) e “Half Nelson: Encurralados” (2006). A estreia é prevista para 14 de março de 2019 no Brasil.
Zoe Saldana confirma o esperado: todos os atores vão voltar em Vingadores 4
A atriz Zoe Saldana soltou o anti-spoiler mais previsto dos últimos tempos. Sabe aquele final que a Marvel insiste que não pode ser revelado, pedindo para evitarem spoilers? Pois será desfeito em “Vingadores 4”. Perguntada por uma repórter do canal pago E! se tinha sido difícil dar adeus aos demais atores ao final das filmagens de “Vingadores: Guerra Infinita”, a intérprete de Gamora soltou esta: “Não parecia [um adeus], parecia mais um ‘ainda vai continuar’, pois sabia que todos voltaríamos em algum momento este ano para terminar o segundo – o quarto filme da franquia ‘Vingadores’. Então, foi mais um ‘te vejo depois’, não um adeus formal”, afirmou. Sentado a seu lado, Chris Pratt confirmou. Veja o vídeo abaixo. Quem acredita que os heróis morreram no filme – e no Papai Noel – pode imaginar que ela esteja se referindo a um flashback, em que todos ainda estavam vivos. Mas a situação é igual à “surpresa” que a DC Comics insistiu em fazer em “Liga da Justiça”: Superman estaria morto, só que não. Vale considerar que “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” estabeleceu uma fórmula muito interessante para apagar mortes trágicas e relançar uma franquia, e “Vingadores 4”, que ainda não tem título oficial, parece se encaminhar para uma solução parecida – com viagem no tempo.
Syfy desiste de produzir série baseada em O Ataque dos Vermes Malditos
O canal pago americano SyFy desistiu de transformar o filme “O Ataque dos Vermes Malditos” (Tremors, 1990) numa série. A atração seria uma continuação da história original, estrelada por Kevin Bacon, e contaria com o próprio ator como protagonista. Mas o piloto não foi aprovado. Kevin Bacon compartilhou a má notícia nas redes sociais. “Estou triste de relatar que meu sonho de revisitar o mundo da Perfection não se tornará uma realidade. Embora tenhamos feito um piloto fantástico (IMHO), a rede decidiu não aprovar. Agradeço ao nosso elenco matador e todos nos bastidores que trabalharam tão duro. E sempre fique de olho nos GRABOIDS!”, ele escreveu em seu Instagram. Interessante observar que a ilustração do texto contém uma caixa de bonecos do ator, com a inscrição, em inglês, “Faça uma oferta”, o que pode indicar que a produção será oferecida para outros interessados. Confira abaixo. O longa de 1990, produzido pela Universal Pictures, arrecadou apenas US$ 16 milhões nas bilheterias, mas se tornou cult ao sair em vídeo, a ponto de ganhar cinco sequências. O Syfy chegou a desenvolver uma série com as mesmas criaturas em 2003. Mas, sem Kevin Bacon ou ligação com o filme, “Tremors: The Series” foi cancelada após uma temporada de 13 episódios. “Este é o único personagem que já pensei em reviver”, disse Bacon, quando lançou o projeto. “Eu já cheguei a pensar: onde esse cara acabaria depois de 25 anos? Andrew Miller tem uma visão fantástica e esperamos criar uma série que seja divertida e assustadora para os fãs do filme e pessoas que ainda não o descobriram.” A equipe era ótima. Desenvolvida por Andrew Miller (criador da série “The Secret Circle”), a adaptação incluía, além de Bacon, os atores Hunter Parrish (série “Weeds”), Shiloh Fernandez (série “Gypsy”), Emily Tremaine (série “Vinyl”) e Megan Ketch (série “Jane the Virgin”). E o piloto tinha direção de Vincenzo Natali, responsável pelos filmes de terror “Cubo” (1997), “Splice” (2009) e “Assombrada Pelo Passado” (2013). A trama deveria se passar 25 anos após os eventos do filme, quando Valentine McKee (Bacon) volta a encontrar os vermes gigantes subterrâneos que se alimentam de carne humana. Além de estrelar, Bacon também era coprodutor do projeto, junto da produtora Blumhouse Television. #Tremors Sad to report that my dream of revisiting the world of Perfection will not become a reality. Although we made a fantastic pilot (IMHO) the network has decided not to move forward. Thanks to our killer cast and everyone behind the scenes who worked so hard. And always keep one eye out for GRABOIDS! Uma publicação compartilhada por Kevin Bacon (@kevinbacon) em 27 de Abr, 2018 às 2:50 PDT
Marvel ajuda Disney a quebrar recorde de faturamento na América do Norte em 2018
Graças a “Pantera Negra” e à abertura de “Vingadores: Guerra Infinita”, duas produções da Marvel, o estúdio Disney se tornou o primeiro a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão de faturamento na América do Norte em 2018. E isto no tempo mais curto já registrado, durante o quarto mês do ano. O recorde anterior pertencia à própria Disney, atingido em 7 de maio de 2016. Os valores que possibilitaram este recorde incluem os US$ 683,6M (milhões) de “Pantera Negra”, os US$ 105,9M das primeiras 24 horas de exibição de “Vingadores: Guerra Infinita” e um residual de US$ 3M de “Thor: Ragnarok” (cuja maior parte do faturamento aconteceu em 2017). Outros filmes que aumentaram a receita foram “Star Wars: Os Últimos Jedi” (com “apenas” US$ 102,9M, já que a maior parte da bilheteria deste filme também entrou no cômputo do ano passado), “Viva – A Vida É uma Festa” e “Uma Dobra no Tempo”. Este é o terceiro ano consecutivo que a Disney supera os concorrentes no show do bilhão de Hollywood. Por coincidência, desde que passou a somar produções da Marvel, Pixar e Lucasfilm entre seus lançamentos. A partir de 2019, a Disney também deverá contar com as produções da Fox – se não houver veto do governo dos Estados Unidos à negociação entre os dois estúdios.
Vingadores: Guerra Infinita registra maior bilheteria de estreia da Marvel na América do Norte
Os primeiros dias de exibição de “Vingadores: Guerra Infinita” já registram recordes atrás de recordes para a Disney, deixando para trás os números de “Pantera Negra”, que tanto tinham impressionado. O filme abriu na sexta (27/4) nos Estados Unidos e Canadá com US$ 105,9M – uma conta que inclui sessões noturnas de quinta, que renderam US$ 39M – , pulverizando o desempenho de “Vingadores: Era de Ultron”, que arrecadou US$ 84,4M em 2015, e “Pantera Negra”, com US$ 75,9M neste ano. A estreia só foi menor que a de “Star Wars: O Despertar da Força”, que abriu com US$ 119,1M em 2015. O estúdio esfrega as mãos, já que, graças a “Pantera Negra” e a abertura de “Vingadores: Guerra Infinita”, duas produções da Marvel, se tornou o primeiro de Hollywood a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão de faturamento na América do Norte em 2018. E isto no tempo mais curto já registrado, durante o quarto mês do ano. O recorde anterior pertencia à própria Disney, atingido em 7 de maio de 2016. O mercado internacional também vem acompanhando esse desempenho. Após a estreia de US$ 39M (milhões) na quarta (25/4), que quebrou recordes na Coreia do Sul, França e outros países, “Vingadores: Guerra Infinita” somou mais 22 mercados na quinta e outros US$ 55M de arrecadação estrangeira para elevar seu faturamento a US$ 95M nos primeiros dois dias nas bilheterias internacionais. Na sexta, a soma quase dobrou, com mais US$ 83,5M, totalizando a soma internacional em US$ 178,5M em três dias. E isto sem o mercado chinês, onde o filme só chegará em 11 de maio. Juntando os valores da América do Norte, o longa já soma, entre quarta e sexta-feira, US$ 284,4M em todo o mundo. Diante dessa largada, o desempenho do fim de semana está sendo acompanhado com expectativa pelo mercado, já que o filme deve atingir mais de US$ 200M na bilheteria doméstica e US$ 500M mundial. Resta saber se conseguirá quebrar o recorde de “O Despertar da Força”, que estreou com US$ 247,9M na América do Norte há dois anos, e de “Velozes e Furiosos 8”, que abriu com US$ 532,5 milhões mundiais no ano passado. De todo modo, são valores que somente um punhado de produções conseguiu materializar.
Michael Anderson (1920 – 2018)
Morreu o cineasta britânico Michael Anderson, diretor de clássicos como “1984” (1956), “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957), “As Sandálias do Pescador” (1968) e “Fuga do Século 23” (1976). Ele faleceu no sábado (27/4) em Vancouver, no Canadá, aos 98 anos. Anderson teve uma longa carreira cinematográfica, que durou exatos 50 anos de atividade. Dentre seus trabalhos, estão alguns filmes que o fizeram ser considerado um dos melhores diretores de sequências de guerra de sua época. Seu grande clássico do gênero, “Labaredas do Inferno” (1955), entrou na lista dos principais filmes britânicos do século 20, organizada pelo British Film Institute, mas também é celebrado pelas novas gerações sem que tenham consciência, já que serviu de inspiração assumida para o combate aéreo do final de “Guerra nas Estrelas” (1977). Por coincidência, ele também era saudado como mestre da sci-fi. O diretor foi pioneiro do gênero das distopias, ao realizar “1984” (1956), a primeira adaptação cinematográfica da obra-prima de George Orwell – livro que sintetiza o subgênero distópico e deu origem à expressões como duplipensar, novilíngua e Big Brother. Ele também filmou o herói pulp “Doc Savage: O Homem de Bronze” (1975), uma das inspirações originais dos quadrinhos de Superman (“o homem de aço”). E deu vida a “Fuga no Século 23” (1976), mais conhecido pelo título original “Logan’s Run”. Baseado no livro escrito por William F. Noland e George Clayton em 1967, “Fuga no Século 23” se passava num futuro distópico e seu protagonista chamado Logan (Michael York, no filme) era um caçador de foragidos de uma rígida lei populacional, que não permitia a ninguém viver mais que 30 anos. Entretanto, quando está prestes a completar 30 anos, ele também decide escapar. A produção se tornou cult, rendeu até uma série de TV e há mais de uma década Hollywood anuncia planos de remake. Sua filmografia de fôlego inclui ainda bons suspenses, comédias, dramas e até dois filmes sobre papas – o famoso “As Sandálias do Pescador” (1968) e o efêmero “Joana, a Mulher que Foi Papa” (1972). Mas a obra que definiu sua carreira foi uma aventura épica, “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957), adaptação do clássico de Jules Verne com três horas de duração. Além da narrativa ambiciosa, a produção virou uma aula de logística, estabelecendo recordes para utilizações de câmeras, cenários, figurinos, participações especiais e locações. O filme trazia David Niven no papel de Phileas Fogg, acompanhado pelo lendário comediante mexicano Catinflas como seu ajudante Passepartout. Graças a uma aposta para estabelecer um recorde da era vitoriana, os dois embarcavam numa viagem ao redor do planeta a bordo de um balão movido a gás. E, pelo meio do caminho, encontravam um verdadeiro quem é quem da indústria do entretenimento da época, incluindo Frank Sinatra, Shirley MacLaine, John Gielgud, Noel Coward, Charles Boyer, Marlene Dietrich, Buster Keaton e Red Skelton, entre outros, no maior número de estrelas famosas reunidas num filme até então. “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957) foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Direção para Anderson. O cineasta não conquistou o troféu, mas seu trabalho resultou no Oscar de Melhor Filme, derrotando nada menos que “Assim Caminha a Humanidade” e “Os Dez Mandamentos”. Ele também dirigiu minisséries para a televisão, incluindo as aclamadas “Planeta Vermelho” (The Martian Chronicles, 1980), baseada na obra sci-fi de Ray Bradbury, “A Hora da Vingança” (Sword of Gideon, 1986), que é basicamente a história que Steven Spielberg filmou em “Munique” (2005) e “A Jovem Catarina” (Young Catherine, 1991), sobre a juventude da imperatriz Catarina, a Grande. Casado três vezes, Anderson passou seus anos finais no Canadá com a esposa, a atriz canadense Adrianne Ellis (“Torvelinho de Paixões”), e era incentivador da carreira de atriz da enteada, Laurie Holden, intérprete de Andrea em “The Walking Dead”.
Agildo Ribeiro (1932 – 2018)
Morreu Agildo Ribeiro, um dos comediantes de maior sucesso no Brasil. Ele faleceu neste sábado (28/4) em sua casa no Leblon, no Rio de Janeiro, aos 86 anos. O humorista sofria de um grave problema vascular e, após um tombo recente, estava com dificuldades de se manter muito tempo em pé. Nascido em 26 de abril de 1932, Agildo sempre foi associado ao bom humor, tanto que seu apelido era o “Capitão do Riso”. Fez rádio, teatro, cinema, mas ficou mais conhecido com seus inesquecíveis personagens da TV, nos programas “O Planeta dos Homens” (1976), “Estúdio A…Gildo!” (1982), “Escolinha do Professor Raimundo (1994) e “Zorra Total”. O talento para a comédia foi desenvolvido ainda no Colégio Militar, com imitações dos professores que faziam muito sucesso entre os colegas, mas não com a direção. Acabou aconselhado a sair da escola. Para frustração do pai, o tenente comunista Agildo Barata, foi fazer teatro. Agildo enveredou pelo teatro de revista e não demorou a se juntar à turma da Cinelândia para aparecer em meia dúzia de chanchadas com Ankito. A filmografia inaugurada com “O Grande Pintor”, em 1955, também incluiu uma comédia de Mazzaropi, “Fuzileiro do Amor” (1956), e uma chanchada da Atlântida, “Esse Milhão É Meu” (1959), com Oscarito. Foram uma dezena de comédias até Agildo participar do thriller americano “Sócio de Alcova” (1962) e da espionagem francesa “O Agente OSS 117” (1965), ambos filmados no Rio e entremeados por um curto desvio pelo cinema dramático – fase que incluiu o clássico criminal “Tocaia no Asfalto” (1962), de Roberto Pires, e o pioneiro filme de favela “Esse Mundo é Meu” (1964), de Sérgio Ricardo. Aos poucos, porém, as comédias voltaram a prevalecer, com participações no clássico infantil “Pluft, o Fantasminha” (1965), o musical da Jovem Guarda “Jerry – A Grande Parada (1967), “A Espiã Que Entrou em Fria” (1967), “A Cama Ao Alcance de Todos” (1969) e “Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva” (1971). Este último marcou época por incluir alguns dos colegas que acompanhariam Agildo por parte da carreira, como os comediantes Costinha e Renata Fronzi, futuros “alunos” da “Escolinha do Professor Raimundo”. Sua estreia na telinha foi numa série da rede Globo, “TNT”, em 1965, no qual interpretava um repórter que narrava a história de três jovens modelos, Tânia (Vera Barreto Leite), Nara (Márcia de Windsor) e Tetê (Thais Muiniz Portinho). Em 1969, virou apresentador do programa “Mister Show”, contracenando com o famoso ratinho fantoche Topo Gigio. Mas foi só nos anos 1970, a partir de “Uau, a Companhia” (1972), que a Globo o escalou em programas de esquetes humorísticas. Agildo virou presença marcante de humorísticos desde então. Emplacou papéis em “Chico City” (1973) e “Satiricom” (1973), mas foi em “Planeta dos Homens” (1976) que estourou, graças ao esquete do professor de mitologia Acadêmico, que possuía um mordomo ao qual chamava de múmia paralítica, toda vez que ele tocava uma sineta. Isso acontecia quando o professor frequentemente desviava-se dos temas das suas aulas e passava a suspirar pela atriz Bruna Lombardi, ou então fazia alguma piada em analogia à situação política do Brasil. Ele também participou de um punhado de pornochanchadas da época e filmou a comédia “O Pai do Povo” (1976), único filme dirigido por Jô Soares, seu colega nos programas da Globo. Mas, ao fim de “Planeta dos Homens”, Agildo tentou se estabelecer como protagonista de humorísticos, o que levou ao distanciamento de Jô, Chico Anísio e outras estrelas da comédia televisiva brasileira, em sua busca por estrelar seu próprio programa. Entretanto, ao contrário dos dois colegas famosos, sua carreira “solo” não decolou. Enquanto “Viva o Gordo” (1981-87), de Jô Soares, e “Chico Anysio Show” (1982-90) ocuparam a programação da Globo por praticamente uma década, “Estúdio A… Gildo” (1982) não teve a repercussão pretendida e foi cancelado após o primeiro ano. Agildo foi deslocado para programas de humor coletivo, como “A Festa É Nossa” (1983) e “Humor Livre” (1984), que também não emplacaram, embora fossem protótipos do que virou “Zorra Total”. Desencantado, Agildo mudou de canal. Foi para a rede Bandeirantes, onde estrelou “Agildo no País das Maravilhas”, contracenando com fantoches que representavam políticos brasileiros. Foi um sucesso, até os produtores decidirem levar o programa para a rede Manchete em 1989, rebatizando-o de “Cabaré do Barata”. Sem o nome de Agildo, a audiência sumiu. Ele ainda fez um humorístico para a TV portuguesa, “Isto É o Agildo” (1994), mas a atração também foi cancelada ao final de uma temporada. Assim, voltou para a Globo como integrante da “Escolinha do Professor Raimundo”, assumindo o papel de Andorinha. Seu arsenal de “tipos”, porém, ficou guardado até o lançamento de “Zorra Total” em 1999, no qual tirou do baú inúmeros personagens, como Ali Babaluf, Manoel, Chapinha, Professor Laércio Fala Claro, Gaspar, Rubro Chávez, Don Gongorzola e Aquiles Arquelau. Ao mesmo tempo em que fazia o humorístico, Agildo também participou de novelas do canal, como “A Lua Me Disse” (2005) e “Escrito nas Estrelas” (2010), desempenhou um papel importante na série infantil “Sítio do Pica-Pau Amarelo” em 2007, filmou três bons longa-metragens – a sátira “O Xangô de Baker Street” (2001), baseada num livro do velho amigo Jô Soares, o drama criminal “O Homem do Ano” (2003), roteirizado pelo escritor Rubem Fonseca, e a comédia “Casa da Mãe Joana” (2008), de Hugo Carvana – e rodou o país em sucessivos espetáculos de humor teatral. Até que, em 2015, “Zorra Total” virou “Zorra”, numa repaginada completa, marcando o fim de uma era no humor televisivo brasileiro, com a substituição de comediantes veteranos por uma nova geração, que propunha outro tipo de humor, no qual as esquetes de “tipos” seriam ultrapassadas. Agildo resistiu apenas aos primeiros episódios do novo programa, afastando-se da TV em 2016. Em março, ele foi o grande homenageado do prêmio Prêmio do Humor 2018, promovido por Fábio Porchat, ocasião em que deu entrevistas relembrando a carreira e também a vida pessoal, chegando a comentar sobre seus três casamentos – com Consuelo Leandro (“Era ótimo, mas dois humoristas casados não dá muito certo. Tem hora que pede seriedade”), Marília Pera (“A Marília era foda, né?”) e Didi Ribeiro (“Foi o amor da minha vida”), todas já falecidas. O presidente Michel Temer se pronunciou sobre o tamanho da perda sofrida pelo humor brasileiro. “É triste perder um talento do humor do porte de Agildo Ribeiro, que tantas gerações alegrou. Profissional do riso que não perdia a elegância e inteligência jamais. Um mestre. Meus sentimentos à família e amigos”, escreveu no Twitter. “A comédia brasileira perde mais um Grande! Triste pensar num mundo sem as piadas do Agildo. Obrigado por tudo o que fez por nós!”, resumiu Fábio Porchat, o último a lhe render homenagens durante a vida.
Boneca Annabelle vai ganhar terceiro filme
A boneca Annabelle vai voltar a assombrar o cinema. Segundo o site The Hollywood Reporter, o roteirista Gary Dauberman, que escreveu os dois filmes anteriores, está desenvolvendo a história de um terceiro filme da franquia, que faz parte do universo cinematográfico de “Invocação do Mal”. A terceira aparição “solo” de Annabelle, que surgiu pela primeira vez em “Invocação do Mal” (2013), antes de estrelar seu spin-off, será novamente produzida por James Wan, diretor de “Invocação do Mal”. Os detalhes estão sendo mantidos em segredo, mas a história se concentrará mais uma vez na boneca de porcelana que é possuída por uma força demoníaca. O primeiro “Annabelle” (2014) foi orçado em apenas US$ 6,5 milhões e rendeu US$ 257 milhões. Já “Annabelle 2: A Criação do Mal” (2017) teve um orçamento de US$ 15 milhões e rendeu US$ 306,5 milhões. Ainda não há diretor definido para a continuação, mas a estreia foi marcada para 3 de julho de 2019. O próximo filme desse universo compartilhado será “A Freira”, derivado de “Invocação do Mal 2”, que também foi escrito por Dauberman. Com direção de Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”), estreia em 6 de setembro no Brasil.
Michelle Pfeiffer será rainha na continuação de Malévola
A atriz Michelle Pfeiffer, que recentemente estrelou “O Assassinato no Expresso Oriente” e estará em “Homem-Formiga e a Vespa”, incluiu outro blockbuster em sua agenda. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela vai interpretar uma rainha na sequência de “Malévola” (2014). Pfeiffer vai se juntar a Angelina Jolie, que retorna no papel-título, e Elle Fanning, novamente como a Princesa Aurora, além de Ed Skrein (“Deadpool”) e a brasileira Fernanda Diniz (série “Hollyoaks”), outras novidades do elenco em papéis ainda não identificados. A trama da continuação foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”). A direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). E a Disney ainda não divulgou maiores detalhes, nem marcou a data da estreia.
Trailer de Animal Kingdom destaca estreia de Dennis Leary na 3ª temporada da série
O canal pago americano TNT divulgou o pôster e um novo trailer da 3ª temporada de “Animal Kingdom”, que apresenta a estreia de Dennis Leary (“O Espetacular Homem-Aranha”) na série, como o pai ausente da família de criminosos. Na trama, ele se aproveita que matriarca, vivida por Ellen Barkin (“Treze Homens e um Novo Segredo”) foi parar atrás das grades para começar a influenciar os filhos. A série é inspirada no filme “Reino Animal” (2010), de David Michôd, mas já ultrapassou a trama cinematográfica. Assim como no filme, o ponto de partida é a chegada do parente mais jovem de uma família de criminosos, Joshua, um garoto de 17 anos que passa a morar com a avó (Barkin) e os tios após a morte da mãe, vítima de uma overdose de heroína. Mas assim que mergulha na rotina familiar, ele descobre que seu novo cotidiano é bancado por atividades criminosas. Além de Ellen Barkin como a matriarca impiedosa, papel que consagrou Jacki Weaver no cinema, o elenco destaca Scott Speedman (franquia “Anjos da Noite”) no papel do brutamontes vivido por Joe Edgerton em 2010, que ficou entre a vida e a morte no final da 2ª temporada – e não aparece no novo trailer. Os demais atores são Shawn Hatosy (série “Southland”), Ben Robson (série “Vikings”), Jake Weary (série “Pretty Little Liars”), Daniella Alonso (série “Revolution”), Molly Gordon (série “Orange is the New Black”) e o jovem Finn Cole (série “Peaky Blinders”) como o protagonista Joshua. David Michôd, que escreveu e dirigiu o filme original, participa da produção, mas o projeto é do roteirista Jonathan Lisco (de “Southland”), com supervisão de John Wells (responsável também pelo remake de “Shameless”). A 3ª temporada estreia em 29 de maio nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago AMC.












