Joy: Novos comerciais mostram Jennifer Lawrence como jovem empreendedora
A 20th Century Fox divulgou três comerciais de “Joy – O Nome do Sucesso”, que reposiciona o filme como uma história de empreendedorismo. Jennifer Lawrence tem o papel-título, uma dona de casa que, em meio a decepções da vida, dívidas e descrédito de sua própria família, encontra um projeto pessoal que pode lhe tirar do sufoco. Bradley Cooper vive o empresário que pode ajudá-la. E o diretor David O. Russell dá um clima divertido à trama, como fez nos dois filmes anteriores estrelados por seu casal favorito, “O Lado Bom da Vida” (2012) e “Trapaça” (2013). Escrito pelo próprio diretor em parceria com Annie Mumolo (“Missão Madrinha de Casamento”), o filme é baseado na história real de Joy Mangano, criadora do Miracle Mop, um esfregão de plástico com a cabeça feita a partir de algodão, que pode ser facilmente torcido sem molhar as mãos do usuário. O produto foi fabricado a partir das próprias economias de Mangano, com investimento de amigos e familiares em 1990, e em pouco tempo a transformou em milionária. O elenco inclui Robert De Niro, que também trabalhou nos dois filmes anteriores de O. Russell, além de Édgar Ramírez (“Livrai-Nos do Mal”), Diane Ladd (série “Enlightened”), Isabella Rossellini (“Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim”), Virginia Madsen (série “Hell on Wheels”) e Elisabeth Röhm (série “Stalker”). A estreia está marcada para 25 de dezembro nos EUA e apenas um mês depois, em 21 de janeiro, no Brasil.
Mulher Maravilha: Gal Gadot e Chris Pine aparecem nas primeiras fotos das filmagens
Surgiram as primeiras imagens das filmagens de “Mulher-Maravilha” no Reino Unido. Tiradas por paparazzi do jornal Daily Mail, as fotos mostram Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”) como Diana Prince e Chris Pine (franquia “Star Trek”) como o Capitão Steve Trevor, em uniformes militares e no meio de uma tropa de soldados britânicos. Além deles, é possível identificar Ewen Bremner (“Expresso do Amanhã”) com um quepe do Regimento Real Escocês. Por sinal, o figurino comprova que, pelo menos parcialmente, a história será ambientada na época da 1ª Guerra Mundial. O que é uma escolha curiosa, tendo em vista que a origem da personagem, criada pelo psicólogo William Moulton Marston em 1941, era originalmente ligada ao começo da 2ª Guerra Mundial. Nos quadrinhos, foi a queda do avião pilotado por Steve Trevor, abatido em combate próximo à Ilha do Paraíso, que fez com que a heroína se revelasse. O elenco do filme ainda inclui Robin Wright (série “House of Cards”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Lucy Davis (“Todo Mundo Quase Morto”). O roteiro é de Jason Fuchs (“Peter Pan”) e a direção está a cargo de Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”). “Mulher-Maravilha” já começou a ser filmado na Inglaterra e chega aos cinemas em 23 de junho de 2017.
Críticos cariocas elegem Mad Max: Estrada da Fúria o melhor filme do ano
A Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) divulgou sua lista de melhores filmes de 2015. O vencedor foi “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, numa seleção que consegue um bom equilíbrio entre blockbusters de qualidade, filmes indies e produções europeias. Mesmo assim, é curioso encontrar nela filmes como “O Abutre” e “Ida”, ambos excelentes, mas lançados no Brasil em 2014. Isto acontece devido à antecipação desnecessária da seleção, divulgada um mês antes do fim do ano. Aparentemente, os críticos cariocas tiram férias antes dos demais. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Top 10 dos Críticos do Rio de Janeiro [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 1. Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller 2. O Abutre, de Dan Gilroy 3. Mil e uma Noites: Volume 1, O Inquieto, de Miguel Gomes 4. Birdman, de Alejandro González Iñárritu 5. Divertida Mente, de Pete Docter e Ronnie Del Carmen 6. Ida, de Pawel Pawlikowski 7. Pele de Vênus, de Roman Polanski 8. Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert 9. Sono de Inverno, de Nuri Bilge Ceylan 10. Whiplash: Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle [/symple_column]
Second Chance: Série de Frankenstein moderno ganha novo trailer
A rede americana Fox divulgou o pôster e um novo trailer de sua série inspirada no romance clássico “Frankenstein”. Anteriormente conhecida como “The Frankenstein Code” e “Lookinglass”, a série finalmente firmou seu título definitivo e vai se chamar “Second Chance”. A prévia serve, inclusive, para reorientar a divulgação, destacando o tema das segundas chances presente na premissa. Na série, a experiência gótica de “Frankenstein” é reproduzida na era digital, sem relés, cabos, altímetros, fios condutores ou eletroimãs. Muito menos um monstro retalhado com parafusos no pescoço. Na trama, um velho xerife assassinado (Philip Baker Hall, de “Todo Poderoso”) é trazido de volta à vida no corpo de um homem mais jovem e mais forte (Rob Kazinsky, da série “True Blood”). Mas há problemas tecnológicos. Aparentemente, ele não pode passar muito tempo longe do tanque que lhe concedeu a eletricidade da vida. O que não irá lhe impedir de exercer sua vingança contra quem o matou e, no processo, aliar-se a seu filho (Tim DeKay, da série “White Collar”), que também é policial. Tudo isso enquanto mantém uma complicada relação com seus “criadores”, um bilionário antissocial da internet (Adhir Kalyan, da série “Rules of Engagement”) e sua irmã (Dilshad Vadsaria, da série “Greek”), que é uma engenheira biológica diagnosticada com câncer. O elenco também inclui a menina Ciara Bravo (série “Red Band Society”) como a filha de DeKay. A série foi criada pela dupla de produtores e roteiristas Howard Gordon (séries “24 Horas” e “Homeland”) e Rand Ravich (série “Crisis”) e teve seu piloto dirigido por Michael Cuesta (série “Homeland”). A estreia está marcada para 13 de janeiro nos EUA.
Teen Wolf: Veja o trailer da segunda metade da 5ª temporada
O canal pago americano MTV divulgou o trailer da segunda metade da 5ª temporada de “Teen Wolf”, que vem sendo a melhor fase da série. A prévia destaca a traição e a ameaça crescente – literalmente – de Theo (Cody Christian, da série “Pretty Little Liars”), a perseguição aos protagonistas e o retorno de antigos personagens, como o caçador Gerard Argent (Michael Hogan, da série “Battlestar Galactica”) e o lobisomem Deucalion (Gideon Emery, da série “Demolidor”). Criada por Jeff Davis (série “Criminal Minds”), a série tem a maioria de seus episódios dirigidos pelo cineasta australiano Russell Mulcahy (“Resident Evil 3: A Extinção”). “Teen Wolf” retorna em 5 de janeiro nos EUA, quando inicia a exibição de 10 episódios remanescentes, e já está renovada para sua 6ª temporada
The Shannara Chronicles: Veja a abertura e quatro teasers da nova série de fantasia
O canal pago americano MTV divulgou a abertura e quatro teasers da série de fantasia “The Shannara Chronicles”, que destacam os protagonistas e revelam que a trama fantasiosa vai se passar no futuro da Terra e não numa era medieval alternativa. A atração, porém, é repleta de criaturas místicas e guerreiros heroicos, e foi gravada nas mesmas montanhas da Nova Zelândia que serviram de ambiente para os filmes da Terra Média (trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”). “The Shannara Chronicles” traz para a TV uma das maiores franquia de livros de fantasia, escrita desde 1977 pelo escritor Terry Brooks. Por conta disso, ele é o 2º autor de fantasia mais vendido no mundo, perdendo apenas para J.K. Rowling (“Harry Potter”). A adaptação foi desenvolvida pelos criadores de “Smallville” Al Gough e Miles Millar, em parceria com o diretor Jon Favreau (“Homem de Ferro”), e a direção dos dois primeiros episódios ficou a cargo de Jonathan Liebesman (“Tartarugas Ninja”). O ator Austin Butler (série “The Carrie Diaries”) vive o protagonista juvenil da trama, Wil Ohmsford, que é metade humano e metade elfo, e o elenco ainda destaca Poppy Drayton (vista na série “Downton Abbey”), Ivana Baquero (“O Labirinto do Fauno”), Emilia Burns (série “Terra Nova”), Aaron Jakubenko (série “Neighbours”), Brooke Williams (série “Spartacus”) e dois integrantes dos filmes da Terra Média, John Rhys-Davies (Gimli na trilogia “Senhor dos Anéis”) e Manu Bennett (o temido orc Azog na trilogia “O Hobbit”). A 1ª temporada terá dez capítulos baseados no segundo livro da franquia, intitulado “The Elfstones Of Shannara”, com estreia marcada para 5 de janeiro nos EUA.
Revista Cahiers du Cinema divulga lista polêmica de melhores do ano
A tradicional revista francesa Cahiers du Cinema, berço do movimento nouvelle vague, publicou sua lista de melhores filmes do ano, como sempre deixando de fora os lançamentos de dezembro. E esta pode ser a pior seleção já feita pela publicação, escancarando os cacoetes da crítica mais afetada, na tentativa de valorizar a produção cinematográfica francesa e os queridinhos superestimados de outros carnavais. O vencedor foi a produção “Mia Madre”, dirigida pelo italiano Nanni Moretti, seguido por “Cemetery of Splendour”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul, e “L’Ombre des Femmes”, de Philippe Garrel. Todos os três são produções (ou coproduções) francesas. E, apesar de dirigidas por darlings da crítica, nenhum deles conquistou qualquer destaque no circuito dos festivais internacionais. Exibido em Cannes e no Festival do Rio, “Mia Madre” venceu apenas um prêmio paralelo, do júri ecumênico, no evento francês. Trata-se da velha história de uma cineasta em crise, que precisa lidar com um astro galanteador, o fim de um relacionamento e a doença da mãe. Mas o “ponto alto” da lista é o 4º colocado, “O Cheiro da Gente”, de Larry Clark, produção francesa do diretor de “Kids” (1995) que foi destruída pela crítica americana – chamado de “poser” pela revista Slant. O filme americano mais bem-colocado foi “Mad Max – Estrada da Fúria”, do australiano George Miller. E o único latino lembrado foi o argentino “Jauja”, uma coprodução francesa (claro) e das menos expressivas do ano em que o cinema latino-americano consagrou-se campeão dos festivais. A lista ainda traz “Vício Inerente”, de Paul Thomas Anderson, a obra-prima inevitável de Miguel Gomes “As Mil e uma Noites” e o superestimado “Para o Outro Lado”, de Kiyoshi Kurosawa, mas também a inclusão de uma boa surpresa do ano: “The Summer of Sangaile”, coprodução lituano-francesa premiada no Festival de Sundance, que tem motivos concretos para se tornar mais conhecida. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] TOP 10 CAHIERS DU CINEMA: Melhores filmes de 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 1. Mia Madre, de Nanni Moretti 2. Cemetery of Splendour, de Apichatpong Weerasethakul 3. L’Ombre des Femmes, de Philippe Garrel 4. O Cheiro da Gente, de Larry Clark 5. Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller 6. Jauja, de Lisandro Alonso 7. Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson 8. As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes 9. The Summer of Sangaile, de Alante Kavaite 10. Para o Outro Lado, de Kiyoshi Kurosawa [/symple_column]
Bilheteria: Final de Jogos Vorazes supera estreia de O Bom Dinossauro nos EUA
O feriado de Ação de Graças, tradicional data de lançamentos de blockbusters nos Estados Unidos, não foi muito festivo para as estreias da semana. “O Bom Dinossauro”, nova animação da Pixar, e o drama de boxe “Creed: Nascido para Lutar” tiveram um desempenho razoável, mas não conseguiram ultrapassar “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”, que se manteve no topo das bilheterias americanas pela segunda semana consecutiva. A sci-fi distópica estrelada por Jennifer Lawrence faturou US$ 51,6 milhões no fim de semana, chegando bem perto da marca dos US$ 200 milhões em seus primeiros dez dias de exibição no mercado doméstico. Em todo o mundo, a soma já está em US$ 440,7 milhões. Principal estreia do feriadão, “O Bom Dinossauro”, arrecadou US$ 39,1 milhões no fim de semana, mas chegou a US$ 55,5 milhões com a renda de seu lançamento antecipado na quinta-feira (26/11). “O Bom Dinossauro” é a segunda animação lançada pelos estúdios Pixar a abrir em 2º lugar nos EUA neste ano. As estreias anteriores sempre entraram no topo do ranking, mas até o recente “Divertida Mente” se recuperou após o lançamento, subindo para o 1º lugar em sua terceira semana de exibição. Em 3º lugar, “Creed”, spin-off da veterana franquia “Rocky”, faturou US$ 30,1 milhões, atingindo US$ 42,6 milhões na soma de quatro dias com sua estreia antecipada. O valor superou as expectativas do estúdio Warner Bros., que produziu o longa com baixo orçamento (não revelado) e se surpreendeu com o apoio recebido de uma imprensa entusiasmada. Com 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “Creed” obteve algumas das melhores críticas do ano. Logo em seguida, aparece “007 Contra Spectre”, cujos US$ 176 milhões somados nos EUA não refletem seu desempenho mundial. Ao todo, o novo filme do espião James Bond já conta com US$ 749,5 milhões, o que representa a segunda maior arrecadação da franquia, atrás apenas do bilionário “007 – Operação Skyfall” (2012). Fechando o Top 5, a animação “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” atingiu US$ 116,7 milhões após quatro semanas em cartaz, numa aritmética de prejuízo – custou US$ 99 milhões em produção e não se sabe quanto mais em marketing. Para piorar, a estratégia da Fox mira um lançamento nos principais mercados internacionais apenas para dezembro, decisão que coloca sua estreia na rota de “Star Wars: O Despertar da Força”, com quem irá competir diretamente em vários países, inclusive no Brasil. Com essa ajuda, Charlie Brown deve manter incólume sua fama de grande perdedor. BILHETERIA: TOP 10 EUA [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] 1. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Fim de semana: US$ 51,6 milhões Total EUA: US$ 198,3 milhões Total Mundo: US$ 440,7 milhões 2. O Bom Dinossauro Fim de semana: US$ 39,1 milhões Total EUA: US$ 55,5 milhões Total Mundo: US$ 84,2 milhões 3. Creed: Nascido para Lutar Fim de semana: US$ 30,1 milhões Total EUA: US$ 42,6 milhões Total Mundo: US$ 44,8 milhões 4. 007 Contra Spectre Fim de semana: US$ 12,8 milhões Total EUA: US$ 176 milhões Total Mundo: US$ 749,5 milhões 5. Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, O Filme Fim de semana: US$ 9,7 milhões Total EUA: US$ 116,7 milhões Total Mundo: US$ 126 milhões [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 6. Sexo, Drogas e Jingle Bells Fim de semana: US$ 8,2 milhões Total EUA: US$ 24,1 milhões Total Mundo: US$ 24,1 milhões 7. Olhos da Justiça Fim de semana: US$ 4,5 milhões Total EUA: US$ 14 milhões Total Mundo: US$ 14 milhões 8. Spotlight Fim de semana: US$ 4,4 milhões Total EUA: US$ 12,3 milhões Total Mundo: US$ 12,3 milhões 9. Brooklyn Fim de semana: US$ 3,8 milhões Total EUA: US$ 7,2 milhões Total Mundo: US$ 7,2 milhões 10. Perdido em Marte Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 218,6 milhões Total Mundo: US$ 545,1 milhões [/symple_column]
Setsuko Hara (1920 – 2015)
Morreu Setsuko Hara, lenda do cinema japonês, que estrelou os filmes mais famosos do grande mestre Yasujirō Ozu. Ela faleceu aos 95 anos em 5 de setembro, após passar um mês internada num hospital, mas a notícia só foi divulgada nesta semana pela imprensa japonesa. Seu verdadeiro nome era Masae Aida e ela nasceu em 17 de junho de 1920 em Yokohama, no Japão. Sua irmã mais velha era casada com o cineasta Hisatora Kumagai, o que aproximou sua família da indústria do cinema – até seu irmão virou assistente de fotografia. Sonhando em virar atriz, ela passou num teste no estúdio Nikkatsu e fez sua estreia em 1935, aos 15 anos, no curta “Tama o Nagero”, seguido no mesmo ano pela comédia “Do Not Hesite Young Folks!” O primeiro papel de destaque veio no drama “O Filho do Samurai” (1937), uma coprodução alemã, em que ela interpretou uma donzela que tentava, em sacrifício, jogar-se em um vulcão. O sucesso foi tanto que Setsuko continuou a viver heroínas trágicas em diversos filmes até a 2ª Guerra Mundial, que diminuiu o ritmo de lançamentos do país. Quando a produção cinematográfica foi retomada, Akira Kurosawa a convidou a estrelar o clássico “Não Lamento Minha Juventude” (1946), como a filha de um professor universitário que cai em desgraça política, representando as contradições, angústias e sentimentos de culpa da geração do pós-guerra. Ela também trabalhou com o diretor Kimisaburo Yoshimura em “A Ball at the Anjo House” (1947) e com Keisuke Kinoshita em “Here’s to the Girls” (1949), nos quais foi retratada como a “nova mulher japonesa”, além de voltar a filmar com Kurosawa na adaptação japonesa de “O Idiota” (1951), clássico literário de Fiódor Dostoiévski. No entanto, foi a parceria com Yasujirō Ozu, iniciada em 1949, que teve maior impacto em sua carreira. No primeiro longa da parceria, “Pai e Filha” (1949), ela viveu Noriko, uma mulher adulta que se recusava a se casar e sair de casa, preferindo dedicar sua vida a cuidar do pai, apesar dos esforços da família para convencê-la a noivar. O filme tornou-se um dos maiores clássicos japoneses, considerado um dos mais perfeitos dramas de estudo de personagens já realizados e o 15º melhor filme de todos os tempos (segundo a eleição mais recente do British Film Institute). O sucesso do filme consolidou a imagem de Setsuko como uma filha dedicada a seus pais, inspirando o apelido pelo qual ela ficou conhecida: a Virgem Eterna. Até certo ponto, a realidade espelhava esse papel. Em uma sociedade que considerava o casamento e a maternidade quase obrigatórios, ela permaneceu solteira e sem filhos, sobrevivendo às controvérsias apenas porque era popular o suficiente para evitar as fofocas. Ozu, entretanto, quis mostrar uma Noriko diferente no segundo filme da parceria. Mantendo o nome da personagem em “Também Fomos Felizes” (1951), a atriz mostrou que a relutância em se casar não representava uma devoção paterna equivocada. Era um ato de independência. Na trama, a família se preocupava por Noriko se manter solteira aos 28 anos de idade. Mas a jovem era uma típica representante do Japão do pós-guerra, em que as mulheres trabalhavam e não dependiam de homens para sustentá-las, optando por se casar apenas se quisessem e não por conveniência ou tradição. Setsuko também mostrou que o casamento não era essa maravilha toda, ao estrelar o drama “Vida de Casado” (1951), de Mikio Naruse, no qual se mostrava infeliz ao perceber que, após o matrimônio, sua vida resumira-se a cozinhar e limpar a casa. O terceiro filme que estrelou para Ozu, “Era uma Vez em Tóquio” (1953), ilustrou outro ângulo dos temas anteriormente visitados. Nele, a atriz interpretava uma viúva, também chamada Noriko, cujo marido morreu na guerra. Sua devoção ao falecido, porém, já persistia por mais de uma década, a ponto de preocupar os familiares por sua recusa em se casar novamente. Ela era, entretanto, a única que dava atenção aos pais idosos de seu marido, que viajaram do interior para Tóquio, numa rara visita aos filhos distantes, apenas para serem recebidos com indiferença. Os cunhados de Noriko, tão absorvidos em suas próprias vidas, preferiam ignorar os sentimentos dos pais, enquanto a viúva lhes recebia com o respeito e a devoção de uma filha de verdade, num retrato da degradação das famílias, alimentada pela correria da vida moderna. “Era uma Vez em Tóquio” encerrou a chamada “trilogia Noriko” sob elogios e aplausos ainda mais retumbantes que os de “Pai e Filha”, atingindo status de obra-prima mundial. Considerado um dos trabalhos mais importantes do cinema, ocupa atualmente o 3º lugar na lista do British Film Institute dos melhores filmes de todos os tempos, além de liderar uma lista alternativa do mesmo instituto, com votação exclusiva de cineastas. A atriz ainda estrelou mais três longas de Ozu, “Crepúsculo em Tóquio” (1957), “Dia de Outono” (1960) e “Fim de Verão” (1961), sempre lidando com problemas de família, envolvendo especialmente os pais. O final de sua filmografia também teve espaço para duas aventuras dirigidas por Hiroshi Inagaki, vivendo uma deusa em “A Idade dos Deuses” (1959), sobre a origem do xintoísmo, e seu papel final em “Os Vingadores” (1962), a versão mais bem-sucedida da lenda espadachim dos 47 ronins. Em 1963, logo após a morte de Ozu, ela entrou em depressão e decidiu se afastar da indústria cinematográfica. Aos 43 anos, e no auge de sua popularidade, recusou-se a estrelar novos papeis, irritando seus fãs, a indústria e a imprensa do país, ao declarar que não fazia mais sentido continuar a carreira, pois nos últimos anos só filmava para sustentar seus parentes. Ela se mudou para uma pequena casa no litoral, em Kamakura, antiga capital do Japão, onde permaneceu, vivendo sozinha o resto de sua vida. A imprensa, porém, não se conformou com a decisão e passou a chamá-la de “Greta Garbo do Japão”, pela súbita reclusão. Segundo um sobrinho de 75 anos, ela cultivava a simplicidade e a humildade, e não queria chamar atenção para si, mesmo diante da perspectiva da própria morte.
Constantine pode voltar na série Legends of Tomorrow
O sucesso alcançado pela aparição de John Constantine em “Arrow” está levando os produtores a considerar o personagem como integrante fixo da vindoura série “Legends of Tomorrow”, que juntará vários heróis da DC Comics. Pelo menos, é o que afirma o site Bleeding Cool, após ouvir fontes ligadas ao canal CW. Não há nenhuma confirmação oficial da emissora ou dos produtores, mas o próprio Bleeding Cool joga a possibilidade para a 2ª temporada de “Legends”. Segundo o site, a ideia dos produtores é promover uma renovação anual entre os integrantes do grupo central de heróis da atração, abrindo, assim, as portas para Constantine, interpretado por Matt Ryan na série homônima cancelada. Por sinal, outros heróis devem surgir em breve. Também de acordo com o site, os produtores de “Legends of Tomorrow” também querem adicionar Steven R. McQueen (o Jeremy de “The Vampire Diaries”) ao elenco da 2ª temporada. O problema é que o ator atualmente participa de “Chicago Fire”.
Veja 45 fotos e o trailer do filme sobre a vida do Papa Francisco
A distribuidora italiana Medusa divulgou o pôster, 45 fotos e o trailer de “Chiamatemi Francesco”, cinebiografia de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco. A prévia mostra Bergoglio na juventude, interpretado pelo argentino Rodrigo de la Serna (“Diários da Motocicleta”), como um padre em defesa dos direitos humanos durante os anos de chumbo da ditadura argentina. O chileno Sergio Hernandez (“Glória”) vive o cardeal e futuro pontífice em seus anos mais recentes. O filme é baseado no livro “Francisco – Vida e Revolução”, da jornalista argentina Elisabetta Piqué, e tem direção do italiano Daniele Luchetti (“Meu Irmão é Filho Único”). A estreia acontece em 3 de dezembro na Itália, após uma premiére mundial marcada para terça, 1 de dezembro, no Vaticano. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Após polêmica, diretor e estúdio pedem desculpas por Deuses do Egito
O trailer de “Deuses do Egito” pegou tão mal que diretor e estúdio vieram à publico pedir desculpas. A Lionsgate, inclusive, praticamente assumiu que o filme dará prejuízo, desejando a si mesma melhor sorte no próximo. A polêmica se deu por conta da escalação de um elenco majoritariamente branco para encenar uma trama passada no Egito antigo. A mesma controvérsia já havia sido ensaiada na época do lançamento de “Êxodo: Deuses e Reis” (2014), mas “Deuses do Egito” chamou ainda mais atenção pela predominância de atores loiros e ruivos – Brenton Thwaites (“O Doador de Memórias”), Nikolaj Coster-Waldau (série “Game of Thrones”), Abbey Lee (“Mad Max: A Estrada da Fúria”), Bryan Brown (“Austrália”), Emma Booth (“Parker”), Goran D. Kleut (“Frankenstein: Entre Deuses e Demônios”), entre outros. O diretor Alex Proyas fez seu mea culpa em comunicado endereçado à revista Forbes. “O processo de lançar um filme tem muitas variáveis complicadas, mas é claro que as nossas escolhas de elenco deveriam ter sido mais diversas. Eu sinceramente peço desculpas aos que estão ofendidos com as decisões que tomamos”, afirmou. O mesmo tom permeou a nota oficial do estúdio Lionsgate. “Nós reconhecemos que é nossa responsabilidade ajudar a garantir que as decisões de elenco reflitam a diversidade e a cultura dos períodos retratados. Neste caso, nós não conseguimos fazer jus aos nossos próprios padrões de sensibilidade e diversidade, pelo qual pedimos sinceras desculpas. A Lionsgate está profundamente empenhada em fazer filmes que refletem a diversidade das nossas audiências. Na próxima, faremos melhor”. “Deuses do Egito” estreia em 25 de Fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Trailer de Zoolander 2 registra recorde de visualizações
O trailer de “Zoolander 2” surpreendeu as expectativas e obteve o maior número de visualizações já registrado por uma prévia de filme de comédia em sua primeira semana de exibição. Segundo o site Deadline, foram nada menos que 52,2 milhões de visitas ao endereço oficial do vídeo, superando o antigo recordista, o trailer de “Debi & Lóide 2”, que em 2014 alcançou 49 milhões na primeira semana. A curiosidade pode ter sido despertada por uma campanha online pelo boicote ao filme, disparada justamente pelo trailer, que mostra Benedict Cumberbatch como transexual de forma caricata. A continuação traz de volta os modelos masculinos Derek Zoolander (Ben Stiller) e Hansell (Owen Wilson, de “Meia Noite em Paris”), que precisam lidar com o fato de terem saído de moda desde a década passada. Só que eles não pretendem descer das passarelas sem uma boa briga, providenciada pela CIA, que volta a procurá-los, após o filme original, para alistá-los numa nova missão, visando a captura de um assassino de pessoas bonitas. A parceria tem um motivo: antes de morrer, os bonitões registram selfies com o look mais famoso de Zoolander, o biquinho Blue Steel. Entre as vítimas está o cantor Justin Bieber, mas a maior novidade do elenco é a participação de Penélope Cruz (“O Conselheiro do Crime”) como espiã de roupa colante. Curiosamente, a Paramount Pictures tinha dúvidas sobre o investimento na produção, protelando o projeto por vários anos. Afinal, o filme original, lançado em 2001, não foi um estouro de bilheterias, tornando-se cultuado apenas ao sair em DVD. Com direção de Stiller e roteiro de Justin Theroux, que trabalharam juntos no hilário “Trovão Tropical” (2008), “Zoolander 2” estreia em 11 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












