Star Trek: Sem Fronteiras ganha novo trailer, em versões dublada e legendada
A Paramount Pictures divulgou dois pôsteres e o segundo trailer de “Star Trek: Sem Fronteiras”, em versão legendada e dublada. A prévia é marcada por tom sombrio e ação intensa, e volta a apresentar a destruição da nave Enterprise, que sobreviveu intacta durante toda a série original, mas vira sucata a cada novo filme. As cenas de luta pela sobrevivência da tripulação são intensas e ainda destacam dois novos personagens alienígenas: a aliada vivida por Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”) e o inimigo interpretado por Idris Elba (“Beasts of No Nation”). Ambos estão irreconhecíveis sob camadas de maquiagem. Simon Pegg, que também interpreta o engenheiro Scotty, é um dos roteiristas do filme, em parceria com Doug Jung, que criou a série policial “Dark Blue”. O elenco também traz de volta Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Anton Yelchin e John Cho, vistos nos dois filmes do reboot. Mas a bela Alice Eve, que viveu a importante Carol Marcus em “Além da Escuridão – Star Trek”, ficou de fora. Com direção de Justin Lin (“Velozes & Furiosos 6”), a estreia acontece em 22 de julho nos EUA, mas foi adiada para 1 de setembro no Brasil.
Capitão América: Guerra Civil atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Capitão América: Guerra Civil” tornou-se o primeiro filme do ano a atingir a marca de US$ 1 bilhão de arrecadação em bilheteria mundial, tornando-se o 25º longa-metragem a integrar o clube dos bilionários do cinema, sem considerar a inflação. A marca, superada na sexta-feira (20/5), após 24 dias de exibição, ainda ajudou o Marvel Studios a cruzar a barreira dos US$ 10 bilhões de bilheteria desde o lançamento de seu primeiro filme, “Homem de Ferro” (2008), há oito anos. É difícil imaginar agora, mas quando a Disney comprou a Marvel por US$ 4 bilhões, em 2009, analistas de mercado chegaram a dizer que o estúdio estava jogando dinheiro fora, pois nenhuma editora de quadrinhos poderia valer tanto. A Disney, claro, não comprou uma editora de quadrinhos. Comprou uma indústria de franquias, que rendem filmes, séries, brinquedos e diversos produtos derivados, movimentando bilhões anuais. Mais que pago, o negócio se provou extremamente lucrativo. Mas o estúdio também vem se dando bem com aquilo que sempre soube fazer de melhor, animações e produções infantis. “Zootopia” pode se juntar em breve ao clube dos bilionários, já que soma atualmente US$ 972,1 milhões, e “Mogli, o Menino Lobo” continua sua ascensão com US$ 836,1 milhão. Com o impulso dos três filmes citados, mais o sucesso de “Star Wars: O Despertar da Força”, a Disney se tornou o primeiro estúdio do ano a atingir US$ 1 bilhão de arrecadação no mercado doméstico (apenas as bilheterias dos EUA). A marca foi conquistada em tempo recorde, em 128 dias.
Arlequina pode protagonizar um filme derivado de Esquadrão Suicida
O filme do “Esquadrão Suicida” só estreia em agosto, mas o sucesso da personagem Arlequina, interpretada por Margot Robbie (“Golpe Duplo”), já é uma realidade, que pode ser avaliada pela disparada de cosplays inspirados na vilã. A Warner teria percebido e já planeja um filme centrado nela. Segundo o site The Hollywood Reporter, Margot Robbie negocia estrelar e produzir um longa derivado do “Esquadrão Suicida”, que teria, inclusive, roteirista definida, indicada pela própria atriz, embora seu nome não tenha sido revelado. Mas não será um filme solo. A ideia é juntar outras personagens femininas dos quadrinhos da DC Comics, como Batgirl e a equipe de heroínas Aves de Rapina (que já incluiu Katana, presente em “Esquadrão Suicida”), além de algumas vilãs. Arlequina, Mulher-Gato e Hera Venenosa já compartilharam um título de quadrinhos, “Gotham City Sirens”, escrita por Paul Dini, o criador da vilã vivida por Robbie. A Warner, por sua vez, também fez uma websérie animada centrada no universo feminino dos quadrinhos de Batman, intitulada “Gotham Girls”, que juntava o trio de vilãs, além de Batgirl e Zatanna. A Warner recusou-se a comentar a notícia. Por enquanto, o único lançamento marcado é do “Esquadrão Suicida”. Escrito e dirigido por David Ayer (“Corações de Ferro”), o filme estreia em 4 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Novo clipe do Coldplay é uma apoteose surreal
A banda Colplay lançou seu novo clipe, “Up&Up”, povoado de gigantes e miniaturas vivas. O vídeo é uma apoteose surreal, onde é possível mergulhar num prato de massa, fazer pipoca num vulcão e dirigir sobre os anéis de saturno. Composto inteiramente de justaposições de imagens, a obra mistura cenas de filmes, imagens históricas e gravações inéditas de forma única, bela e atordoante, que subvertem dimensões para criar cenas de poesia sci-fi. É o melhor clipe de toda a carreira da banda inglesa. O surpreendente clipe da Terra de Gigantes é o quarto vídeo extraído do disco “A Head Full of Dreams” e reforça a proposta da banda de trabalhar com diferentes e inovadores artistas visuais em cada canção. Desta vez, a obra foi criada por dois israelenses de 30 anos, Vania Heymann e Gal Muggia. Ambos trabalham em publicidade e já dirigiram clipes. Heymann, por sinal, assinou um bem famoso, a nova versão de “Like A Rolling Stone”, de Bob Dylan, em 2013. Já Muggia vinha trabalhando com artistas do pop israelense, como Ester Rada e Adi Ulmansky.
X-Men: Apocalipse é o blockbuster da vez no circuito de estreias
Mais uma semana, mais um blockbuster para ocupar cerca de 40% de todos os cinemas disponíveis no Brasil. Desta vez, a iniciativa é da Fox, que lança “X-Men: Apocalipse” em 1.276 salas nesta quinta (19/5), com 814 telas 3D e domínio do circuito IMAX (12 salas). O longa completa o reboot da franquia – um reinicio que rendeu trilogia, com “X-Men: Primeira Classe” (2011) e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) – e reintroduz, em suas versões juvenis, alguns dos mutantes mais famosos da Marvel, Cíclope, Jean Grey, Tempestade e Noturno, interpretados por jovens em ascensão – respectivamente, Sophie Turner (série “Game of Thrones”), Tye Sheridan (“Amor Bandido”), Alexandra Shipp (“Straight Outta Compton”) e Kodi Smit-McPhee (“Planeta dos Macacos: O Confronto”). O elenco é impressionante, com James McAvoy (“Victor Frankenstein”), Michael Fassbender (“Macbeth”), Nicholas Hoult (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”) e, desta vez, faz bom uso do status de estrela de Jennifer Lawrence (franquia “Jogos Vorazes”) como líder dos X-Men. O que atrapalha é o tema que se repete pelo terceiro filme de super-herói consecutivo do ano: o conflito entre os “mocinhos” – justificando os 49% (melhor que “Batman vs. Superman”) de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme só estreia na próxima semana nos EUA. Espera-se que, esgotado o assunto, Fox, Marvel e Warner descubram logo outras histórias. Como ainda há salas lotadas com a briga de “Capitão América: Guerra Civil”, a sequência de outro sucesso tem que se contentar com módicas 250 salas. É o tamanho da distribuição reservada para a comédia “Vizinhos 2”, que volta a juntar Seth Rogen e Zac Efron, desta vez contra uma república de garotas bagunceiras comandada por Chlöe Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”). O humor é grosseiro como o filme anterior, mas tem seu apelo. 62% dos críticos americanos aprovaram. Todos os demais lançamentos disputam o já saturado circuito limitado. Mas não são exatamente clássicos, exceto por um, que é de, de fato, um marco de 1982. Os maiores entre os pequenos são dois dramas com astros famosos, o australiano “A Vingança Está na Moda”, estrelado por Kate Winslet (“O Leitor”), que venceu diversos prêmios em seu país de origem, e “Pais & Filhas”, em que Russell Crowe (“Noé”) e Amanda Seyfried (“Ted 2”) enfrentam seus demônios pessoais, separados por uma geração. Ambos ocupam em torno de 45 telas, mas apenas o primeiro vale o ingresso. Para se ter noção, “Pais & Filhas”, dirigido pelo ex-superestimado Gabriele Muccino (“Sete Vidas”), foi considerado podre, com 18% no Rotten Tomatoes. Dois filmes brasileiros entram na faixa seguinte, com 19 e 17 salas, respectivamente. “Amores Urbanos”, estreia na direção de Vera Egito (assistente de “A Deriva”), tenta retratar as crises da geração que cresceu com a MTV, com roqueiros indies atrás e diante das câmeras, mas a cenografia supera a dramaturgia, deixando sua história de adultos imaturos muito abaixo de, por exemplo, “Califórnia”, sobre o amadurecimento de uma adolescente, feito por uma ex-VJ com sangue de cineasta. Já o documentário “Espaço Além – Marina Abramovic e o Brasil” explora a relação artística e espiritual da artista com o país. Os menores lançamentos inéditos são o drama francês de época “Os Anarquistas” (em 12 salas), mais um romance convencional que uma obra sobre o assunto de seu título, e o exercício sul-coreano “Certo Agora, Errado Antes” (3 salas), em que o diretor Hong Sang-soo se mostra mais Hong Sang-soo que nunca, contando duas vezes a mesma história com pequenas diferenças. Seriam dois filmes pelo preço de um único ingresso? Meio filme pelo preço de um ingresso inteiro? Uma lição sobre contemplação zen? Uma pegadinha que deixa críticos teorizando como trouxas? Ah, as reflexões filosóficas profundas que Hong Sang-soo enseja… Fãs paulistas e cariocas de clássicos ainda tem a opção de assistir à versão remasterizada do imponente “Fitzcarraldo”, de Werner Herzog, um desastre amazônico com tantas histórias de bastidores quanto as que foram eternizadas na tela. O relançamento chega a duas salas, uma em São Paulo e outra no Rio.
Game of Thrones: Trailer e fotos revelam nova Sacerdotisa Vermelha e a volta dos Caminhantes Brancos
O canal pago HBO divulgou o trailer do próximo episódio de “Game of Thrones”, intitulado “The Door”, que traz cinco sequências distintas, sendo quatro bem importantes. Há o questionamento de Sansa (Sophie Turner) às intenções de Baelish (Aidan Gillen) ao enviá-la para os braços de Ramsay (Ewan Rheon), uma nova conversa mística entre Arya (Maisie Williams) e Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha), o momento de definição de quem reinará nas Ilhas de Ferro, a introdução de uma nova Sacerdotisa Vermelha (vivida pela russa Ania Bukstein) na corte de Mareen e o encontro astral entre Bran (Isaac Hempstead Wright) e o temido líder dos Caminhantes Brancos. O episódio também ganhou fotos (clique para ampliá-las) e uma sinopse, que revela que Tyrion (Peter Dinklage) procura uma estranha aliança, Bran descobra uma grande ameaça, Brienne (Gwendoline Christie) sai em uma nova missão e Arya ganha a chance de se provar digna. “The Door” será exibido no domingo (22/5).
Série baseada em O Exorcista ganha primeiro trailer cinematográfico
A rede americana Fox divulgou o primeiro trailer de sua nova série baseada em “O Exorcista”. Após um começo meio bobo – o diabo é responsável por depressão juvenil! – , a prévia ganha contornos de terror, com imagens fortes, que se alternam entre a possessão demoníaca e sinais apocalípticos mais característicos de outra franquia, “A Profecia”. O clima é até mais cinematográfico que alguns filmes do gênero lançados recentemente, resultado da direção do cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que imprime grande intensidade nas cenas do piloto aprovado. A vídeo também revela que a história é bem diferente daquela filmada em 1973. Trata-se de uma trama inédita e não uma recriação do longa original. A narrativa acompanha a preocupação de uma mãe católica, vivida pela atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”), cuja filha teria voltado da faculdade possuída. Ao sentir outros sinais demoníacos em sua casa, ela pede ajuda ao padre de sua paróquia (o mexicano Alfonso Herrera, ex-“Rebelde” e atualmente na série “Sense8”) , que, por sua vez, sente sinais do diabo e procura se consultar com um exorcista experiente (o inglês Ben Daniels, da série “House of Cards”). O elenco ainda inclui Alan Ruck (o eterno Cameron, de “Curtindo a Vida Adoidado”) e as jovens Hannah Kasulka (série “The Fosters”) e Camille Guaty (série “Scorpion”) Desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”), “The Exorcist” (o título original) vai estrear durante a temporada de outono, entre setembro e novembro, nos EUA.
Robin Wright diz que recorreu a ameaças para receber o mesmo que Kevin Spacey em House of Cards
A atriz Robin Wright revelou que chegou a ameaçar seus produtores para receber o mesmo salário de seu companheiro de cena Kevin Spacey na 4ª temporada de “House of Cards”. Robin detalhou a negociação em uma entrevista realizada na noite de terça-feira (17/5), na Fundação Rockefeller Foundation, e compartilhada pelo site Huffington Post. Na série do Netflix, ela interpreta a principal protagonista feminina, a Primeira Dama Claire Underwood, parceira de caráter igualmente duvidoso do presidente Frank Underwood, papel de Spacey. E usou estatísticas que apontavam a popularidade da personagem como argumento para receber aumento. Ela ainda afirmou que teria ameaçado “ir a público” se não recebesse o que pedia. Ironicamente, ela “foi a público” mesmo recebendo. Estilo vingança de Claire Underwood. A exigência se alinha com o protesto de outras estrelas de Hollywood e que já rendeu discurso no Oscar, durante a vitória de Patricia Arquette como Melhor Atriz Coadjuvante por “Boyhood” no ano passado. Na indústria cinematográfica contemporânea, apenas Jennifer Lawrence (franquia “Jogos Vorazes”) consegue salários superiores a de seus colegas masculinos. A situação, porém, deve ser um pouco diferente na televisão, já que há muitas séries centradas em protagonistas femininas.
Série derivada de 24 Horas ganha primeiro trailer repleto de ação
A rede americana Fox divulgou o trailer de “24: Legacy”, série derivada do sucesso “24 Horas”. A prévia revela que a ligação com a série original se resume à menção da CTU (Unidade de Contra-Terrorismo), a organização ficcional de onde saiu o agente Jack Bauer. Uma ex-diretora da agência, vivida por Miranda Otto (que estrelou a última temporada de “Homeland”), é acionada pelo novo protagonista, um militar de elite em fuga (Corey Hawkins, o Dr. Dre de “Straight Outta Compton”), que sofre retaliação de terroristas após voltar de uma missão no Oriente Médio. Assim como a série original, a ação é trepidante e acontece em tempo real, com produção da mesma equipe, liderada por Howard Gordon, Manny Coto e Evan Katz. O elenco ainda inclui Jimmy Smits (série “Sons of Anarchy”), Dan Bucatinsky (série “Scandal”), Anna Diop (série “The Messengers”), Teddy Sears (série “The Flash”), Ashley Thomas (série “Beowulf: Return to the Shieldlands”) e Charlie Hofheimer (série “Mad Men”). A série vai estrear nos EUA em 5 de fevereiro, com apenas 13 episódios.
Prison Break: Primeiro trailer da 5ª temporada revela destino de Michael e nova fuga de prisão
A Fox divulgou o primeiro trailer do revival de “Prison Break”. A prévia apresenta uma nova fuga da prisão e revela como a “morte” do protagonista, que aconteceu na final da trama original da série, será revertida na 5ª temporada. Nos novos capítulos, Sarah (Sarah Wayne Callies) e Lincoln (Dominic Purcell) descobrem que Michael (Wentworth Miller) está vivo numa prisão que, pelo que dá a entender o trailer, fica no Oriente Médio. Para realizar uma nova fuga espetacular, eles contarão novamente com a ajuda de antigos comparsas, como C-Note (Rockmond Dunbar) e Sucre (Amaury Nolasco). A prévia ainda mostra uma aparição do vilão Theodore “T-Bag” Bagwell (Rober Knepper), como o responsável por revelar o destino do “herói” da série. O time da produção original, que durou quatro temporadas e um telefilme entre 2005 e 2009, também está de volta, incluindo o criador Paul T. Scheuring e os produtores Neal Moritz (franquia “Velozes e Furiosos”), Mary Adelstein (série “Aquarius”) e Dawn Olmstead (série “The Whispers”). As gravações começaram em abril em Vancouver, no Canadá, para uma estreia na midseason nos EUA, entre janeiro e março de 2017. Veja abaixo o trailer original e uma versão legendada pelos fãs brasileiros da série.
Carrossel 2 ganha primeiro trailer em clima de programa de competição
A Paris filmes divulgou o pôster e o trailer de “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. A prévia mostra uma trama ainda mais infantil que a do primeiro filme, grande sucesso de bilheterias do ano passado. Desta vez passada na cidade, a continuação resgata os vilões de “Carrossel – O Filme”, que resolvem se vingar das crianças raptando Maria Joaquina e exigindo que elas participem de várias provas para resgatá-la. A história, assim, vira o registro de uma gincana. Basicamente, um programa de competição filmado em cenários reais, com direito à participação de convidados em cada etapa, como a ex-jurada do “Show de Calouros” Elke Maravilha, o craque de futebol de salão Falcão e o chef Carlos Bertolazzi. A presença mais importante, porém, pertence à Rosanne Mulholland, a intérprete da professora Helena na novela do SBT. Ela ficou de fora do primeiro filme, devido às gravações da novela “Alto Astral”, da Globo, mas já está de volta para a continuação da franquia. A trama vai, inclusive, mostrar que ela tem uma amiga fora da escola, vivida por Miá Mello (“Meu Passado Me Condena”). O filme ainda inclui as voltas de Paulo Miklos e Oscar Filho como os vilões Gonzales e Gonzalito, além de todo o elenco infantil da novelinha, com destaque para Larissa Manoela como Maria Joaquina. Os diretores Alexandre Boury e Maurício Eça retornam para comandar a sequência, que foi novamente escrita por Mirna Nogueira e Márcio Alemão. Tudo, porém, foi produzido às pressas, com cerca de cinco meses entre o início das filmagens e a estreia, marcada para 7 de julho.
Trainspotting 2 ganha primeiro teaser oficial
A Sony Pictures do Reino Unido divulgou o primeiro teaser de “Trainspotting 2”, que começou a ser filmado nesta semana. A iniciativa dá ideia do quanto a continuação é aguardada. O vídeo só traz cenas do filme original, mas confirma o título, abreviado para “T2”, e a participação do quarteto central, Renton (Ewan McGregor), Sick Boy (Jonny Lee Miller), Spud (Ewen Bremner) e Begbie (Robert Carlyle), além de adiantar a data de estreia da sequência nos cinemas. Além deles e do diretor Danny Boyle, o roteirista John Hodge, que escreveu a adaptação do romance original de Irvine Welsh, também retorna à produção. Mas desta vez ele não vai se prender à trama literária – no caso, o livro “Porno”, escrito por Welsh, que continua a trama de “Trainspotting”. O filme vai mostrar uma nova história, revelando o que aconteceu com os personagens após duas décadas. Welsh, por sinal, estará no Brasil em junho. Ele é uma das principais atrações da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Infelizmente, a continuação não ficará pronta a tempo de marcar os 20 anos do filme original. Mas por pouco. A estreia está marcada para 27 de janeiro no Reino Unido.
Cannes: Brasileiros levam protestos de esquerda para a terra do caviar
Elenco e diretor de “Aquarius”, filme brasileiro em competição no Festival de Cannes, aproveitaram o tapete vermelho para mostrar ao mundo o que é a chamada “esquerda caviar” nacional. Os artistas que usam “black-tie” (para ficar na expressão da peça de Gianfrancesco Guarnieri) marcaram sua passagem pela terra do caviar empunhando cartazes contra o “golpe” no Brasil, escritos em inglês. Muito chiques e politizados, chamaram atenção internacional para a República de Bananas, onde golpes vitimam a liberdade da expressão e por isso resulta imprescindível sair do país para denunciá-los. “Brazil is not a democracy anymore”, dizia um dos cartazes mais estarrecedores, erguidos de forma heroica pelos novos exilados da ditadura brasileira. Outro defendia o repúdio mundial ao estado de exceção: “The world cannot accept this illegitimate government”. The world. E Cuba e Venezuela já se manifestaram em coro, países onde os sabiás não gorjeiam como cá. “We will resist”, prometeram os guerrilheiros de grife. 68% da população brasileira não vê golpe algum, segundo pesquisa do Datafolha, mas ir à França e não se deixar levar pela “imaginação ao poder” seria como ir ao Rio e não passear pela poluída Copacabana, achando-se chique no último. A esquerda no país do caviar deve se imaginar em maio de 1968, uma época em que as tensões políticas levaram o próprio Festival de Cannes a ser interrompido. Azar se a principal liderança brasileira daquela época hoje esteja na cadeia, amargando duas sentenças consecutivas por corrupção. O guerreiro do povo brasileiro. The warrior from the brazilian people. Em Cannes, teve até punho erguido. O gesto que guerreiro faz quando vai pra prisão por roubar dinheiro do the people. “Eu moro nos Estados Unidos, mas também no Brasil, tenho família e amigos lá e penso que o que está acontecendo, a manipulação da tomada do poder, tem que ser exposto ao mundo inteiro”, disse Sonia Braga, estrela de “Aquarius”, às principais agências internacionais de notícias. Mas logo adiante, um ato falho surge em seu caminho. “Tudo o que se fez desde o fim da ditadura, desde a abertura do Brasil, fizemos juntos. Temos que entender que em dois anos, de todas as formas, vamos votar para presidente. Temos que voltar a fazer as coisas juntos”, ela apela, esquecendo que “Brazil is not a democracy anymore”. O diretor de “Aquarius”, contudo, não vê essa contradição. “O que está acontecendo é um golpe de Estado”, definiu Kleber Mendonça Filho, imperativo, segurando um cartaz com o texto “Un coup d’état a eu lieu au Brésil”, em francês para ficar tão chique quanto seu black-tie. Dressed so sharp, dressed so neat, como descrevia a letra punk de “Coup d’État”, o clássico do Circle Jerks que falava em militares nas ruas e prisões políticas indiscriminadas, o provável retrato do Brasil atual, conforme representam os brasileiros canninos. Por certo, não voltarão ao país, temerosos que devem estar de serem presos e torturados por sua denúncia contundente. Como é elegante ser guerreiro de black-tie e protestar à vontade sem receio. A liberdade de expressão é garantia da desacreditada, mas felizmente real democracia brasileira. Curioso é que não se viu cartazes contra a extinção do Ministério da Cultura. Talvez porque esta questão não possa ser expressada por palavras de ordem dos anos 1960 e seja realmente de interesse nacional. Uma discussão, ressalte-se, plenamente justificada, que até foi abordada em entrevistas, como “um reflexo do grande retrocesso que está acontecendo no Brasil”, no dizer de Eryk Rocha, que trouxe seu documentário “Cinema Novo” ao festival. “Há dois erros gravíssimos. O primeiro é desarticular um ministério da Cultura que em todos os países do mundo – como na França – é um eixo fundamental do desenvolvimento. O outro é desarticular o da Educação”, ele disse, de forma racional, ainda que, ao cometer generalização, desconheça que a França não tenha um Ministério da Cultura exclusivo – é integrado com a Comunicação – , como também não tem os EUA, o Reino Unido e a maioria dos países do Primeiro Mundo. A extinção do MinC também foi evocada como um paradoxo, nas palavras de Maeve Jinkins em entrevista ao UOL, o “paradoxo tão grande (de) estar em Cannes representando o cinema nacional nesse momento”. “Existe um trabalho colossal por trás dessa seleção do filme em Cannes. O cinema só está produzindo uma média de 130 longas por ano porque tivemos leis de incentivo”, disse a atriz, acreditando que isso possa mudar, embora o governo garanta que não será o caso. “Na última vez em que sofremos um grande baque, na era Collor, produzimos um ou dois filmes por ano apenas. Não podemos nunca voltar a isso”, manifestou-se Maeve, provavelmente referindo-se ao fim da Embrafilme, sucata-símbolo da época em que o Estado patrocinava o cinema. Porém, ai porém… O fim da Embrafilme e a era Collor, por outro lado, também legaram a Lei Rouanet, responsável pela “retomada” do cinema nacional e os incentivos que agora são defendidos pela própria atriz tão apaixonadamente. A falta de sentido entrega a fragilidade do discurso ideológico.












