
RecordPlus/A Fazenda
Ministério Público quer intimar Rayane Figliuzzi pelo Instagram
Ex-Fazenda responde a processo criminal por irregularidades em clínica de estética interditada
Ministério Público tenta notificar ex-Fazenda
O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça autorização para intimar Rayane Figliuzzi por meio dos contatos eletrônicos disponíveis em seu perfil no Instagram. A ex-participante de “A Fazenda 17” responde a um processo criminal por irregularidades numa clínica de estética e bronzeamento interditada em dezembro de 2025. A Justiça determinou sua intimação em março para que ela avaliasse uma proposta de acordo, mas a notificação não foi efetivada. A defesa da empresária contesta a informação de que ela não teria sido localizada.
O que prevê o acordo?
A informação foi revelada nesta sexta-feira (23/10) pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles. Em 19 de março, a 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá determinou que Rayane fosse intimada para responder a uma proposta de acordo de não persecução penal. O Ministério Público ofereceu a possibilidade de encerrar o caso sem condenação caso ela confesse o crime, pague R$ 50 mil e preste serviços comunitários durante um ano, com carga de seis horas semanais.
Como a intimação não foi concluída, a promotoria solicitou em 17 de agosto que fossem utilizados os endereços eletrônicos divulgados pela influenciadora no Instagram. A representante do MP argumentou que Rayane é uma pessoa pública e mantém mais de um e-mail de contato em seu perfil. O pedido ainda não foi analisado pelo juiz responsável.
Por que a clínica foi interditada?
Rayane se tornou ré em janeiro, quando a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público por crime contra as relações de consumo. O caso já havia sido noticiado pela Pipoca Moderna e começou com uma operação realizada em 11 de dezembro de 2025 na clínica Espaço VIP Bronze, no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A fiscalização foi motivada pela denúncia de uma cliente que relatou queimaduras após realizar um procedimento estético no estabelecimento. Agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária encontraram produtos considerados impróprios para uso, materiais armazenados irregularmente, equipamentos sem identificação e descarte inadequado de resíduos infectantes. Também foram apreendidas duas câmaras de bronzeamento artificial, cujo uso para fins estéticos é proibido pela Anvisa.
A operação resultou na interdição do imóvel e na prisão em flagrante de uma esteticista que estava no local. Rayane não estava presente. A empresária e a profissional foram denunciadas por crime contra as relações de consumo, cuja pena prevista é de dois a cinco anos de detenção ou multa.
O que diz a defesa de Rayane?
A advogada Márcia Passalini negou que sua cliente esteja desaparecida ou tenha dificultado sua localização. “Não houve tentativa de citação ou intimação de Rayane nos autos mencionados”, afirmou em nota enviada ao Metrópoles. A representante também declarou que a influenciadora já possui defesa constituída no processo, habilitada a receber as comunicações judiciais cabíveis.
A defesa também contesta as acusações relativas ao funcionamento da clínica. Desde a operação de dezembro, sustenta que o estabelecimento estava desativado havia meses e era utilizado exclusivamente como depósito e showroom da marca de moda praia UZZI. A advogada afirmou que as máquinas estavam desligadas e que a esteticista detida era uma ex-funcionária que havia comparecido ao endereço para retirar pertences pessoais. Rayane também declarou desconhecer a origem dos materiais apontados como irregulares pelo Ministério Público.
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.