
Instagram/Bia Miranda
Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagar R$ 211 mil por acidente
Influenciador dirigia sob efeito de álcool e drogas, enquanto ex-companheira foi responsabilizada por expor e ofender as vítimas nas redes sociais
Condenação por acidente com Porsche
A Justiça de São Paulo condenou os influenciadores Gato Preto e Bia Miranda a pagar mais de R$ 211 mil em indenizações a pai e filho envolvidos num acidente de trânsito em agosto de 2025. A sentença, proferida em 16 de setembro e revelada nesta segunda-feira (19/10) pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, responsabilizou Gato Preto pela colisão provocada enquanto dirigia sob efeito de álcool e drogas. Bia, que estava no carro, foi condenada por expor e ofender as vítimas nas redes sociais depois do acidente.
Quanto cada um terá que pagar?
Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, deverá pagar R$ 100 mil por danos morais a Ivan Bartalot Pereira Maiorano e R$ 60 mil ao pai dele, Edilson Maiorano. A sentença também estabeleceu aproximadamente R$ 1,3 mil por danos materiais ao jovem. As indenizações do influenciador ultrapassam R$ 161 mil, sem considerar juros e correção monetária.
Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, a Bia Miranda, terá que desembolsar R$ 50 mil, divididos em R$ 30 mil para Edilson e R$ 20 mil para Ivan. O juiz Gustavo Coube de Carvalho considerou que a ex-participante de “A Fazenda 14” violou os direitos das vítimas ao divulgar imagens e comentários ofensivos após a colisão. Embora não tenha sido responsabilizada por provocar o acidente, Bia participou da exposição pública dos envolvidos.
O que aconteceu no acidente?
Gato Preto dirigia um Porsche em alta velocidade quando avançou um sinal vermelho e atingiu um Hyundai HB20 ocupado por Edilson e Ivan, na zona oeste de São Paulo. Câmeras registraram a colisão. Pai e filho ficaram feridos, enquanto os ocupantes do carro de luxo deixaram o local sem prestar socorro. Um exame toxicológico posterior identificou álcool etílico, MDA e THC no organismo do motorista.
Ivan sofreu uma fratura na mandíbula e outras lesões que exigiram acompanhamento médico durante meses. O juiz também considerou as consequências psicológicas do acidente. Edilson presenciou o filho ferido e preso ao airbag, sem receber ajuda do responsável pela batida, e relatou ter sido ameaçado por Gato Preto ainda no local.
Após a colisão, Bia publicou gravações que mostravam as vítimas e seus prejuízos, chamando Edilson de “senhorzinho” e o automóvel atingido de “lixo”. Em sua defesa, alegou que apenas pretendia informar os seguidores sobre seu estado de saúde. O magistrado rejeitou a justificativa e considerou que as publicações ultrapassaram esse objetivo, com exposição indevida dos envolvidos.
Justiça rejeita outros pedidos
A sentença não acolheu o pedido de indenização apresentado por Débora Bartalot Pereira, mãe de Ivan e mulher de Edilson, por entender que ela não sofreu um dano próprio diretamente relacionado às condutas julgadas. Também rejeitou uma nova reparação pelo HB20, considerado perda total, porque a seguradora já havia pago R$ 50.411,91 pelo veículo.
O juiz recusou ainda a solicitação para obrigar Gato Preto e Bia Miranda a publicar retratações nas redes sociais e estabeleceu que eventuais indenizações concedidas às mesmas vítimas na esfera criminal deverão ser descontadas dos valores fixados na ação civil.
O Ministério Público denunciou Gato Preto por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, hipótese em que o autor assume o risco de provocar a morte. O processo criminal ainda está em andamento separado da condenação por danos morais e materiais.
Aberto para posicionamentos
As defesas dos influenciadores não apresentaram manifestação pública sobre a sentença.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.