
Instagram/Rafa Viti, Marjorie Estiano, Deborah Bloch, Sophie Charlotte
Famosos fazem o L com camisa da Seleção em onda pró-Lula
Chico Buarque, Pabllo Vittar, Rafa Vitti, Deborah Bloch, Alanis Guillen, Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Xamã e dezenas de artistas aderem à campanha para recuperar o verde-amarelo
Camisa da Seleção vira símbolo pró-Lula
Milhares de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inundaram as redes sociais neste sábado (17/10) com fotos vestindo a camisa da Seleção Brasileira e fazendo o sinal de L com as mãos. A campanha, que contou com a adesão de centenas de famosos, levou a hashtag #NossaBandeiraEVerdeEAmarela ao primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do X no Brasil, numa mobilização para recuperar as cores nacionais apropriadas pelo bolsonarismo.
Quais atores e cantores vestiram amarelo?
Entre os artistas que aderiram estão Caetano Veloso, Chico Buarque, Pabllo Vittar, Daniela Mercury, Diogo Nogueira, Alceu Valença, Maria Bethânia, Fernanda Takai, Paulo Miklos, Edgard Scandurra, Marina Lima, Simone, Lexa, Xamã, MC Cabelinho, Tati Quebra-Barraco, a dupla Ana Caetano e Vitória Falcão (Anavitória), a banda Black Pantera, Aline Wirley e o marido Igor Rickli, além de Plínio, o cachorro de Anitta, e muita gente das escolas de samba.
As publicações também reuniram dezenas de atores e atrizes como Alanis Guillen, Rafa Vitti, Giovanna Grigio, Sophie Charlotte, Mell Muzzillo, Marcello Melo Júnior, Renata Sorrah, Gloria Pires, Marjorie Estiano, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Klara Castanho, Débora Falabella, Claudia Abreu, Debora Bloch, Camila Pitanga, Bianca Bin, Bella Campos, Leticia Spiller, Malu Mader, Leandra Leal, Reynaldo Gianecchini, Humberto Carrão, Carolina Dieckmmann, Andrea Beltrão, Alexandre Nero, Ingrid Guimarães, Ana Hikari, Eliane Giardini, Paloma Duarte, Eduardo Moscovis, Thiago Lacerda, Isabela Garcia, Lucélia Santos, Letícia Sabatella, Aline Moraes, Emilio Dantas, Duda Santos, Ronald Sotto, Alana Cabral, Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, José de Abreu, Julia Lemmertz, Matheus Nachtergaele, Drica Moraes, Reginaldo Faria e até Sonia Braga.
Quem mais apareceu?
Como não poderiam faltar, diversos ex-BBBs marcaram presença, incluindo Thelma Assis, Gleici Damasceno, Marcela McGowan, Bruna Griphao, Lumena, Linn da Quebrada, Gil do Vigor, Marciele Albuquerque, Samira Sagr, Juliano Floss, Milena Lages (que se arrepende de já ter votado 22) e a estreia da atriz e ex-BBB 25 Victoria Strada na campanha eleitoral. Não faltaram sequer as rivais de A Fazenda, a atriz e campeã Barbara Borges e Bia Miranda.
A mobilização também teve a participação do cineasta Kleber Mendonça Filho, do ex-jogador Raí, da jogadora de vôlei Julia Bergmann, da escritora Carla Madeira, dos apresentadores Fernanda Gentil, MariMoon e Marcelo Tas, dos humoristas Marcelo Adnet e Antonio Tabet, jornalistas, influenciadores e até o jurista Miguel Reale Júnior, autor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A relação, claro, está longe de ser completa, tamanha a adesão demonstrada, e isso sem contar os milhões de anônimos.
Como Janones organizou a mobilização?
A iniciativa partiu do deputado federal André Janones (Rede-MG), que convocou os integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula” a publicar fotos simultaneamente às 9h deste sábado. “Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos. Nesse sábado às 9h você vai postar uma foto de verde e amarelo, mas fazendo o L. A partir desse momento, o Brasil vai saber que o verde e amarelo é nosso”, afirmou numa mensagem em vídeo enviada aos seguidores.
O próprio Lula participou da campanha, aparecendo de camisa amarela ao lado da primeira-dama Janja. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também posou com a esposa, Lu Alckmin. A mobilização reuniu ainda Simone Tebet, Marina Silva, Fernando Haddad, Erika Hilton, Tabata Amaral, João Campos e outros políticos. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e a ministra Margareth Menezes também vestiram as cores nacionais.
A hashtag principal chegou ao topo das tendências do X, acompanhada por outras expressões como #RetomamosNossasCores, #RetomamosANossaBandeira e #ExercitoDoLula. A mobilização coincidiu com outro marco da campanha digital de Janones: o “Exército do Lula” alcançou 5 milhões de seguidores no WhatsApp neste sábado, segundo levantamento do Poder360.
Exército do Lula supera duas suspensões do TSE
O crescimento aconteceu apesar de duas decisões do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que determinaram a suspensão do canal durante a semana. A primeira, no domingo (11), atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o grupo de espalhar informações falsas. Entretanto, a área técnica do tribunal não encontrou as publicações apontadas pela acusação, cuja documentação não havia sido apresentada pelos advogados do candidato. O corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão poucas horas depois.
Na terça-feira (13), Nunes Marques voltou a determinar restrições, desta vez exigindo o registro formal do canal na Justiça Eleitoral. Mesmo depois de a campanha de Lula providenciar o registro, a liberação ficou condicionada inicialmente a um prazo de 48 horas. O ministro antecipou a reativação na quarta-feira (14), após a coligação petista pedir tratamento igual para o canal adversário “Tropa do Flávio”, que não havia sofrido a mesma punição.
A disputa levou o TSE a aprovar novas regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais. A coligação de Lula também solicitou que o “Exército do Lula” seja reconhecido como uma iniciativa independente de Janones, argumentando que não recebe recursos, estrutura ou orientação operacional da campanha. Enquanto a controvérsia judicial prossegue, o canal se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital dos apoiadores do presidente.
Disputa pela bandeira começou antes das eleições
A campanha deste sábado ampliou uma disputa simbólica que já se desenvolvia havia anos. A camisa amarela da Seleção e a bandeira brasileira passaram a ser fortemente associadas aos apoiadores de Jair Bolsonaro durante as manifestações políticas da década passada. A identificação levou parte dos brasileiros contrários ao ex-presidente a evitar o uniforme nacional para não serem confundidos com bolsonaristas.
A tentativa de recuperar esses símbolos não começou com Janones. Lula já havia incentivado o uso do verde-amarelo na campanha de 2022 e voltou a explorar a identidade nacional durante a Copa do Mundo de 2026. Na cultura pop, a tendência também ganhou força com a moda Brazilcore e com artistas como Pabllo Vittar, que apareceu vestindo a camisa da Seleção no show de Madonna em Copacabana, em 2024.
O que Janones conseguiu neste sábado foi transformar uma tendência cultural e política preexistente numa ação coordenada de grandes proporções. A participação simultânea de artistas, políticos e eleitores comuns mostrou a capacidade de mobilização de seu canal, além de romper nas redes a associação exclusiva entre a camisa amarela e o bolsonarismo.