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Cronos, vocalista do Venom, morre aos 63 anos
Músico britânico ajudou a definir o metal extremo e batizou o gênero black metal com o 2º álbum da banda, lançado em 1982
Venom confirma morte de Cronos
Conrad “Cronos” Lant, vocalista e baixista do Venom, morreu nesta quinta-feira (1/10), aos 63 anos. A banda confirmou a morte nas redes sociais, mas não informou a causa nem o local. Cronos permanecia à frente do grupo e havia lançado em maio “Into Oblivion” (2026), primeiro disco de inéditas do Venom em oito anos.
Disco batizou o black metal
Cronos entrou para o Venom em 1979, inicialmente como guitarrista, e assumiu depois o baixo e os vocais. Ao lado do guitarrista Jeff “Mantas” Dunn e do baterista Tony “Abaddon” Bray, formou o trio responsável pelos discos que estabeleceram a identidade da banda no início dos anos 1980.
O impacto veio primeiro com “Welcome to Hell” (1981), mas ganhou outra dimensão com “Black Metal” (1982). O título do 2º álbum acabou batizando um gênero inteiro, embora o som do Venom combinasse elementos que depois seriam separados entre black metal, thrash metal e outras vertentes extremas. A sequência da fase áurea ainda trouxe “At War with Satan” (1984) e “Possessed” (1985).
Do underground à influência mundial
O Venom surgiu em Newcastle no fim da explosão conhecida como New Wave of British Heavy Metal, mas levou a velocidade, a distorção e a imagem satânica a um território mais extremo do que contemporâneos como Iron Maiden e Def Leppard. Cronos dizia ter buscado no Motörhead a agressividade do rock e no punk a atitude de confronto.
A combinação abriu caminho para bandas que levariam o metal extremo a públicos muito maiores. Metallica e Slayer chegaram a abrir shows do Venom nos anos 1980, e músicos das duas bandas reconheceram posteriormente a influência do trio britânico. O próprio Cronos definia o Venom como um catalisador que havia dado a outros músicos “permissão para tentar coisas novas”.
O cantor deixou o grupo em 1986 e montou uma banda com seu próprio nome. A formação clássica ainda voltou a trabalhar junta nos anos 1990, mas a reunião não se sustentou. Cronos retomou depois o Venom com outros músicos e permaneceu como único integrante da fase original na formação mais recente, ao lado do guitarrista Stuart “Rage” Dixon e do baterista Danny “Danté” Needham.
O que disse o filho?
A nota publicada pelo Venom destacou que a voz, o baixo e a direção artística de Cronos permaneceram no centro da banda por mais de quatro décadas. O comunicado também citou os quatro primeiros discos e atribuiu ao músico papel decisivo na transformação do heavy metal.
Nathan, filho de Cronos, agradeceu o apoio dos fãs ao pai durante a carreira e encerrou sua homenagem com uma frase sobre seu legado: “A lenda de Cronos nunca morrerá”.