
RecordPlay/A Fazenda
Grupo de Jottapê é comparado a “seita” em A Fazenda 18
Uivos, cerimônias de iniciação, religiosidade e crença na própria popularidade provocam críticas ao comportamento da Alcateia dentro e fora do reality
Alcateia ganha contornos de seita
O grupo liderado por Jottapê em “A Fazenda 18” passou a ser comparado a uma seita, após transformar sua aliança em uma organização de “lobos”, com uivos coletivos, cerimônias de iniciação, religiosidade e convicção de que seus integrantes são os favoritos do público. A Alcateia, como os participantes se autodenominam, virou alvo de críticas nesta quarta-feira (14/10), especialmente depois de promover a entrada de novos membros e discutir quem seria “digno” de participar da aliança. O comportamento também reforçou a resistência dos adversários, que se uniram para enfrentar o domínio do grupo no reality da Record.
Como surgiu a Alcateia?
Convertido ao evangelicalismo em 2025 e atualmente dedicado à música gospel, Jottapê já buscava montar um grupo com conexão religiosa desde o início do reality. Ainda na primeira semana do confinamento, ele buscou reunir Igor Monteiro, Mônica Fonseca e Rikardo Negro para cultos e orações na casa da árvore. “A gente compartilha da mesma fé. Vamos para a casinha, para orar, para guerrear”, afirmou em 18 de setembro. A afinidade religiosa também entrou no cálculo das alianças e da proteção mútua durante o jogo.
A transformação em Alcateia começou após o rompimento de Jottapê com Alfredo Amaral, que descobriu não fazer parte dos seis participantes prioritários do cantor, apesar de integrar sua aliança. Durante a discussão, Alfredo chamou o antigo aliado de “lobo em pele de cordeiro”. Jottapê adotou a provocação e criou a Alcateia com seus cinco escolhidos: Thaíde, Igor Monteiro, Rikardo Negro, Mônica Fonseca e Fran Almeida.
Os integrantes passaram a uivar para comemorar conquistas e até durante as interações ao vivo com Adriane Galisteu. O comportamento ganhou força depois que Thaíde voltou de uma Roça contra Ariela Carasso e Renê Thristan, resultado interpretado pelos aliados como uma confirmação da popularidade do grupo. A Alcateia também passou a funcionar como um bloco de votação, capaz de exercer pressão sobre participantes de outras alianças.
Ritual de iniciação e novos integrantes
A organização ganhou um elemento adicional nesta quarta-feira, quando Giovanna Gold e Renata Del Bianco foram recebidas como novas lobas. O grupo decidiu realizar uma cerimônia de iniciação para oficializar a entrada das atrizes, ampliando para oito o número de participantes da aliança.
A expansão não parou por aí. Jottapê convocou uma reunião para discutir a possível incorporação de Catherine Bascoy, Murilo Dias e Daniel Erthal, que haviam demonstrado insatisfação com seus aliados depois da votação da Roça. Ao avaliar os candidatos, o cantor questionou: “Será que eles são dignos?”. A entrada dos três poderia elevar a Alcateia a 11 integrantes.
Críticas à soberba dos lobos
O comportamento chamou a atenção do colunista Chico Barney, do UOL, que dedicou uma análise ao grupo sob o intertítulo “A seita que dói menos”. O jornalista comparou a organização dos participantes a uma seita e ironizou a combinação de uivos, rituais e demonstrações coletivas de superioridade, classificando as cenas como um “festival de vergonha alheia”.
A ex-participante Ana Paula Marquez também criticou o comportamento da Alcateia durante o podcast oficial “Aquecendo o Feno”, apresentado por Christina Rocha. “Esses uivos ridículos”, disparou, antes de apontar a atitude arrogante dos integrantes. “Aqui fora as pessoas não estão aprovando, está irritando. Eles estão com muita soberba”, afirmou.
Adryana Ribeiro, que também participou do programa, observou que o confinamento pode distorcer a percepção dos competidores sobre sua imagem pública. “Lá dentro eles estão achando que estão abalando”, comentou.
A convicção dos participantes foi reforçada por Jottapê durante uma reunião após a formação da 4ª Roça. “Quando Thaíde voltou, a gente sentiu que o Brasil viu verdade. A gente está confiante nisso, não tem motivo para debater”, afirmou. O cantor interpretou a permanência do rapper como aprovação ao comportamento da Alcateia, embora a votação apenas tenha determinado sua continuidade no jogo diante de outro desafeto do público daquela semana.
Rebelião expõe limites do poder
A influência do grupo começou a enfrentar resistência na terça-feira (13/10), quando Darlin Ferrattry rompeu uma trégua com Jottapê e se uniu a Mayk Leão para organizar uma reação coletiva contra a Alcateia. A articulação reuniu participantes de diferentes grupos, inclusive adversários que haviam discutido entre si poucas horas antes.
O estopim foi uma exigência atribuída a Jottapê durante as negociações com Darlin: caso Mayk utilizasse o Poder do Lampião para beneficiar Alfredo, Duda ou Gabriel Torres, os integrantes da Alcateia votariam na empresária. Ao conhecer a condição, Maíra Charken resumiu a avaliação dos opositores: “Isso não é negociação, é ameaça”.
A mobilização colocou Igor na Roça com 22 votos, depois que Darlin utilizou o Poder do Lampião para transferir a ele os votos recebidos por Tina Calamba. Renata também acabou na berlinda, apesar de ter se aproximado da Alcateia. O resultado levou Jottapê a reunir seus aliados e pedir que evitassem provocações. “Eles querem colocar a gente como monstros”, reclamou.
Mônica aconselhou o grupo a abandonar os ataques e agir apenas em defesa própria. “Não vamos provocar, vamos nos defender. Não temos por que jogar baixo”, declarou. Horas depois, porém, a jornalista se envolveu numa nova discussão com Ariela e jogou água no rosto da adversária, antes de começar a uivar para provocá-la.