
Instagram/Simone Mendes
Simone Mendes é processada em R$ 1,3 milhão por guitarrista do Tihuana
Ação envolve muro que desabou durante obra da cantora e provocou enxurrada de lama e entulhos na propriedade vizinha
Muro desabou durante temporal
Simone Mendes está sendo processada numa ação de R$ 1,3 milhão relacionada ao desabamento de seu muro durante uma obra sobre uma propriedade vizinha em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. O processo foi movido pela Black Diamond Holding, empresa administrada pelo guitarrista Leonardo Stuart Martinussi, conhecido como Léo Stuart, integrante do Tihuana. O incidente ocorreu em 6 de novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas.
O que foi destruído?
Segundo a ação, água, lama e escombros avançaram sobre as áreas externas e o piso térreo da residência. Os prejuízos relatados incluem danos a estruturas, pomar, canil, piscina, lago de carpas, sistema de abastecimento de água e um piano avaliado em aproximadamente R$ 400 mil.
Léo sustenta que sua casa existe há cerca de 28 anos e já havia atravessado outros períodos de tempestades sem sofrer ocorrência semelhante. O processo reúne pedidos de reparação material, reconstrução das estruturas atingidas e indenização por danos morais.
Laudo aponta falhas no muro
Um laudo elaborado pelo engenheiro Walmir Pereira Modotti identificou falta de drenagem e estrutura insuficiente no muro do terreno de Simone para suportar esforços horizontais. Segundo a perícia, a saturação do solo provocada pela chuva fez a estrutura funcionar como uma espécie de barragem, aumentando a pressão até o colapso.
O detalhe chama atenção porque a perícia foi realizada numa ação de produção antecipada de provas ajuizada pela própria cantora. As conclusões passaram posteriormente a ser usadas pela Black Diamond Holding para sustentar sua versão no processo e também foram consideradas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo ao analisar recurso da artista.
A assessoria de Simone atribui o episódio às condições climáticas e afirma que a execução da obra estava a cargo de uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e pelas medidas de segurança. “O caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva até o momento”, informou.
Justiça mandou interromper obra
A Justiça concedeu uma medida de urgência determinando a paralisação da construção, a reconstrução dos muros e a restauração das partes atingidas da propriedade vizinha. Os reparos deveriam ser realizados em até 30 dias úteis, sob multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil.
Na decisão, revelada pelo UOL, a juíza Daniela Nudeliman Guiget Leal apontou “perigo concreto aos ocupantes do imóvel” e risco de novos desmoronamentos em caso de chuvas.
Simone recorreu, mas a 36ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP manteve a medida por unanimidade em abril deste ano. A defesa continuou recorrendo e apresentou um Recurso Especial na tentativa de levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça.
Segundo Marcelo Fernandes Madruga, advogado de Léo, a ordem de reconstrução não foi cumprida. Ele também afirma que a defesa da cantora não compareceu a uma audiência de conciliação marcada para julho e diz estar adotando as medidas processuais cabíveis diante dos novos recursos.
Músico relata impacto emocional
Além dos danos materiais, Léo afirma no processo que o episódio afetou sua saúde emocional. O músico sustenta que passou a sofrer com depressão após o desabamento e incluiu esse quadro entre os argumentos usados no pedido de indenização.
A ação ainda não resultou em condenação definitiva de Simone ao pagamento dos R$ 1,3 milhão pedidos. As decisões existentes até agora dizem respeito principalmente às medidas emergenciais de paralisação da obra e reparação das estruturas.
Quem é Léo Martinussi?
Leonardo Stuart Martinussi é um dos fundadores do Tihuana, banda paulistana formada em 1999. Conhecido artisticamente como Léo Stuart, atua como guitarrista, pianista e vocalista de apoio e integrou o grupo desde sua formação até a pausa anunciada em 2017. Ele retornou em 2024 para a turnê de 25 anos.
O Tihuana ganhou projeção no começo dos anos 2000 com o álbum “Ilegal” (2000), que trouxe músicas como “Pula!”, “Eu Vi Gnomos” e “Tropa de Elite”. Esta última ganhou nova popularidade ao integrar a trilha de “Tropa de Elite” (2007), de José Padilha.
Léo também ficou conhecido por suas participações no “Rockgol”, programa da MTV que reunia músicos e artistas em partidas de futebol.
Aberto para posicionamentos
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