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Rise Against tocou no Rock in Rio com instrumentos emprestados
Banda quase perdeu estreia no festival após extravio de equipamento a caminho do Brasil
Emergência antes do palco
O Rise Against só conseguiu realizar sua estreia no Rock in Rio nesta sexta-feira (4/9) graças a instrumentos emprestados pela produção do festival e por outras bandas. Tim McIlrath revelou durante o show no Palco Mundo que todo o equipamento do grupo foi extraviado antes da chegada ao Rio de Janeiro, criando uma corrida para conseguir às pressas o material necessário para a apresentação.
O que aconteceu com os instrumentos?
A banda não soube explicar onde o equipamento ficou pelo caminho. “Nosso equipamento foi deixado em algum lugar”, contou McIlrath durante o show. A situação chegou a colocar a participação no festival em risco.
A solução envolveu reunir guitarras, baixo, bateria e outros equipamentos disponíveis no Rio. “Esses caras providenciaram tudo para estarmos aqui hoje”, agradeceu o vocalista. “Todo mundo aqui foi mais legal do que em qualquer outro festival do mundo.”
Músicos estrearam instrumentos no show
A improvisação foi além de simplesmente trocar uma guitarra por outra. Zach Blair nunca havia tocado no instrumento que recebeu para a apresentação. Joe Principe sequer tinha experimentado o baixo que usou, enquanto Brandon Barnes conheceu a bateria apenas cerca de uma hora antes de subir ao Palco Mundo, segundo a Rolling Stone Brasil.
McIlrath expôs a situação ao público durante “Swing Life Away”, tocada com outro instrumento emprestado. “Nunca tinha visto esse violão na minha vida”, contou. Em seguida, transformou o contratempo numa declaração sobre a natureza da banda: “Aqui não tem computador e não tem metrônomo — são só quatro pessoas tocando. Se vocês colocarem instrumentos nas nossas mãos, a gente toca”.
O improviso chegou a ser percebido no começo da apresentação, quando as guitarras apareceram mais baixas na mixagem. O problema foi corrigido ao longo do show, que ganhou força com “Ready to Fall”, “Like the Angel” e “Satellite” e terminou com uma sequência que incluiu “Prayer of the Refugee”, “Make It Stop (September’s Children)” e “Savior”.
Sonho começou com Iron Maiden
A estreia no Rock in Rio também fechou um ciclo que começou quando o Rise Against ainda atravessava estradas em turnês de van. McIlrath contou que, cerca de 25 anos atrás, uma das trilhas dessas viagens era “Rock in Rio” (2002), álbum ao vivo do Iron Maiden registrado na edição de 2001 do festival.
“Ouvíamos Iron Maiden e o Rio de Janeiro, sonhando que um dia tocaríamos aqui”, disse o vocalista. A lembrança surgiu antes de “The Good Left Undone”, quando McIlrath associou o refrão “It’s all because of you” à realização daquela apresentação.
O Rise Against levou 15 anos entre sua primeira visita ao Brasil e a estreia no festival. A banda desembarcou no país pela primeira vez em fevereiro de 2011, quando tocou no Curitiba Master Hall e no Carioca Club, em São Paulo. Desde então, retornou diversas vezes e, em 2025, abriu os shows do Offspring no país.
Show antecedeu Foo Fighters
Formado em Chicago em 1999, o Rise Against ocupa há mais de duas décadas uma faixa entre o punk rock e o hardcore melódico, com letras ligadas a temas políticos e sociais. O grupo atualmente reúne McIlrath, Blair, Principe e Barnes.
No Rock in Rio, a banda ocupou o terceiro horário do Palco Mundo, depois de Nova Twins e The Hives, e imediatamente antes de Foo Fighters, que encerrou a 1ª noite do festival na madrugada deste sábado (5/9).