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Instagram/Levi's Brasil

Música|16 de setembro de 2026

Ludmilla relembra racismo no Multishow e apoio de Paulo Gustavo

Cantora diz que “estômago embrulha” ao lembrar vaias e ofensas racistas de 2019 e destaca intervenção imediata do humorista


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1 Ludmilla revive trauma de 2019
2 O que aconteceu naquela noite?
3 Paulo Gustavo interrompeu cerimônia
4 Racismo voltou ao palco no ano seguinte

Ludmilla revive trauma de 2019

Ludmilla voltou nesta quarta-feira (16/9) a uma das noites mais dolorosas de sua carreira ao relembrar os ataques racistas que sofreu no Prêmio Multishow de 2019. “Só de pensar nesse dia o meu estômago embrulha”, escreveu a cantora nos Stories do Instagram, lamentando que episódios semelhantes continuem ocorrendo sete anos depois.

O que aconteceu naquela noite?

Ludmilla chegou à premiação em meio ao rompimento público com Anitta por divergências sobre os créditos de “Onda Diferente”, parceria das duas com Snoop Dogg e Papatinho. A gravação venceu a categoria Música Chiclete, mas a cantora subiu ao palco sob vaias de parte da plateia, gritos relacionados à rivalidade entre as duas artistas e uma ofensa racista registrada em vídeo, na qual foi chamada de “macaca”.

Mais tarde, Ludmilla voltou ao palco como vencedora de Cantora do Ano, superando Anitta, Ivete Sangalo, IZA e Marília Mendonça. A conquista fez dela a primeira mulher negra a vencer a categoria. Emocionada, ela relacionou o choro à trajetória que havia percorrido e pediu que outras mulheres não permitissem que ninguém determinasse até onde poderiam chegar.

Paulo Gustavo interrompeu cerimônia

Ao recuperar o episódio, Ludmilla destacou principalmente a atitude de Paulo Gustavo (“Minha Mãe É uma Peça”), que apresentava a premiação. Segundo a cantora, o humorista percebeu o que estava acontecendo e decidiu intervir imediatamente. “Ele não ficou calado. Ele interrompeu tudo e me protegeu”, recordou.

Naquela noite, Paulo Gustavo tomou a palavra fora do roteiro para exaltar a trajetória da cantora. “Você é uma mulher negra, gay, periférica. Não é fácil chegar aonde você chegou. Você inspira milhares de pessoas”, afirmou diante da plateia.

Ludmilla disse agora que a reação ganhou ainda mais importância com o passar dos anos. O humorista morreu em 2021, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19. “Nunca vou esquecer disso”, afirmou a cantora ao dizer que guarda a atitude dele entre as lembranças que o tempo não apagou.

Racismo voltou ao palco no ano seguinte

A artista transformou o episódio em parte de sua apresentação no Prêmio Multishow de 2020. Durante a performance de “Rainha da Favela”, colocou na transmissão áudios com ofensas racistas que havia recebido e explicou posteriormente que queria mostrar ao público apenas uma parte das agressões enfrentadas nos bastidores.

A relação de Ludmilla com a premiação também mudou nos anos seguintes. Em 2023, quatro anos depois das vaias, ela voltou ao Prêmio Multishow como uma das apresentadoras da edição de 30 anos, ao lado de Tata Werneck (“Lady Night”) e Tadeu Schmidt (“Big Brother Brasil”).

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