
Instagram/Julio Iglesias
Julio Iglesias volta a ser denunciado por ex-funcionárias
Mulheres pedem investigação na Espanha por supostas agressões sexuais, trabalho forçado e condições degradantes
Mulheres apresentam nova ação
Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentaram uma nova ação na Espanha para que sejam investigadas acusações de violência sexual, trabalho forçado e condições degradantes. A iniciativa foi anunciada na sexta-feira (4/9) pela ONG Women’s Link Worldwide, que representa as duas mulheres e informou que o documento foi protocolado na quinta-feira (3).
O que elas denunciam?
As mulheres, identificadas pelos pseudônimos Rebeca e Laura, afirmam que os episódios ocorreram em 2021, quando trabalharam em propriedades de Iglesias nas Bahamas e na República Dominicana.
A Women’s Link afirma que os relatos incluem situações contínuas de assédio e agressões sexuais, além de condições de trabalho que a entidade classifica como forçadas e degradantes. Se comprovados, os fatos poderiam enquadrar diferentes crimes previstos pela legislação.
Caso anterior foi arquivado
As duas já haviam recorrido às autoridades espanholas em janeiro, após uma investigação jornalística de três anos realizada pela Univision e pelo site espanhol elDiario.es. A primeira iniciativa foi arquivada por uma questão de competência territorial, já que os fatos denunciados teriam ocorrido fora da Espanha.
O arquivamento não representou uma análise sobre a veracidade das acusações. A própria Procuradoria da Audiência Nacional informou que a decisão não impedia as mulheres de buscar outras vias judiciais.
A nova ação tenta justamente utilizar outro fundamento de jurisdição. A Women’s Link sustenta que a legislação espanhola permite investigar determinados crimes cometidos no exterior por cidadãos espanhóis quando a conduta também é considerada criminosa no país onde teria ocorrido.
ONG defende competência espanhola
Agora caberá ao tribunal avaliar se admite a ação e abre uma investigação. A entidade também pede medidas específicas de proteção para as duas denunciantes.
“O Estado espanhol tem a obrigação de garantir o acesso à Justiça em condições de igualdade, independentemente de quem seja a pessoa denunciada”, afirmou Jovana Ríos Cisnero, diretora-executiva da Women’s Link Worldwide.
Cantor nega as acusações
Julio Iglesias, de 82 anos, já se manifestou sobre as denúncias originais e rejeitou os relatos das duas ex-funcionárias.
“Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e me causam grande tristeza”, declarou em janeiro.
Um dos artistas espanhóis de maior projeção internacional, Iglesias vendeu mais de 300 milhões de discos ao longo de uma carreira iniciada nos anos 1960.