PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Procurar

Páginas

  • #336835 (sem título)
  • Anuncie na Pipoca Moderna
  • Política de Privacidade e Proteção de Dados – Pipoca Moderna
  • Termos de Serviço

Arquivos

  • outubro 2026
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • abril 2013
  • fevereiro 2011

Divulgação/Netflix

Filme,  Série|12 de setembro de 2026

Guia da Pipoca: Estreias do streaming destacam monstros e criminosos

Os 10 melhores lançamentos da semana trazem novidades da Netflix, Prime Video, Disney+, Paramount+, MGM+ e Globoplay

O Guia da Pipoca apresenta os 10 principais títulos que chegam ao streaming nos próximos dias. Os destaques da semana incluem lançamentos da Netflix, Prime Video, Disney+, Paramount+, MGM+ e Globoplay, com ênfase em séries criminais e sobrenaturais. A lista tem duas produções vampíricas, animação derivada de “Stranger Things”, espionagem britânica, violência de gângsteres e a nova temporada de “Monstro”, que mantém o clima sangrento. Confira mais detalhes.

 

Pipoque pelo Texto ocultar
1 📺 DONOS DO OESTE | MGM+
2 📺 A BONECA | Netflix
3 📺 NEAGLEY – DETETIVE PARTICULAR | Prime Video
4 📺 CIDADE DE SANGUE | Disney+
5 🎞️ SETEMBRO 5 | Paramount+
6 📺 SLOW HORSES – 6ª TEMPORADA | Apple TV
7 📺 MONSTRO – A HISTÓRIA DE LIZZIE BORDEN | Netflix
8 📺 STRANGER THINGS: HISTÓRIAS DE 85 – 2ª TEMPORADA | Netflix
9 📺 VERMELHO SANGUE – 2ª TEMPORADA | Globoplay
10 📺 TERRA DA MÁFIA – 2ª TEMPORADA | Paramount+

HOJE


 

📺 DONOS DO OESTE | MGM+

▶ Assista ao trailer

 

Nova York costuma vender a revitalização de Hell’s Kitchen como uma história urbana de sucesso. A série de Chris Brancato (“Narcos”) e Michael Panes (“Hotel Cocaine”) começa um pouco antes da limpeza, no início dos anos 1980, quando a construção do Jacob Javits Convention Center coloca milhões de dólares no território dos Westies. A gangue irlandesa, famosa pela violência, enxerga na obra pública uma oportunidade de expansão enquanto tenta preservar a convivência com as Cinco Famílias da máfia italiana.

J.K. Simmons (“Whiplash”) interpreta Eamon Sweeney, chefe da velha guarda que prefere conservar os acordos responsáveis pela sobrevivência do grupo. Seu protegido Jimmy Roarke, vivido por Tom Brittney (“Grantchester”), pertence a uma geração menos interessada em respeitar fronteiras. Titus Welliver (“Bosch”) completa o triângulo central como Glenn Keenan, policial cuja investigação aproxima o FBI de uma organização já ameaçada por suas próprias divisões. No horizonte ainda está John Gotti, interpretado por Hamish Allan-Headley (“O Dono de Kingstown”), mafioso real misturado aos personagens fictícios da trama.

Brancato conhece bem a diferença entre uma série de gângsteres e outra sobre a economia que permite a existência deles. A construção do centro de convenções não serve apenas como cenário: dinheiro público, sindicatos, contratos e valorização imobiliária transformam desenvolvimento urbano em território de guerra. Alan Taylor (“Família Soprano”) dirige parte dos episódios, e Simmons encontra um personagem adequado à sua especialidade em ameaças pronunciadas sem aumentar o volume da voz.


 

QUARTA


 

📺 A BONECA | Netflix

▶ Assista ao trailer

 

O romance de Bolesław Prus que serve de base à minissérie é um verdadeiro patrimônio nacional da Polônia. Mas o diretor Paweł Maślona (“Kos”) evita o caminho mais reverente: sua versão em seis episódios mistura drama de época, ironia, grotesco, mistério e melodrama para retirar do século 19 uma história de dinheiro, desejo e mobilidade social. A proposta não é ilustrar um clássico, mas desmontar a idealização romântica que costuma acompanhar a relação entre seus protagonistas.

Tomasz Schuchardt (“O Naufrágio do Heweliusz”) interpreta Stanisław Wokulski, comerciante enriquecido que tenta atravessar a barreira da aristocracia para conquistar Izabela Łęcka, vivida por Sandra Drzymalska (“EO”). A obsessão amorosa se confunde desde o princípio com ascensão social: desejar Izabela significa também desejar o mundo ao qual ela pertence. A adaptação amplia a perspectiva da jovem, presa às regras da própria classe, e acrescenta investigações, conflitos familiares e segredos que expõem interesses escondidos sob a etiqueta da elite de Varsóvia.

O deslocamento mais interessante está em recusar Wokulski como simples herói romântico incompreendido. Amor e capitalismo passam a falar quase a mesma língua, com pessoas, sobrenomes e relações avaliados pelo poder que podem comprar. Maślona assume a liberdade de mexer num texto canônico justamente para recuperar algo que adaptações excessivamente respeitosas costumam perder: a crueldade da sátira social. É uma abordagem particularmente adequada a um romance em que subir na vida não significa realmente ser aceito por quem já nasceu no andar de cima.


 

📺 NEAGLEY – DETETIVE PARTICULAR | Prime Video

▶ Assista ao trailer

 

Criar um derivado de “Reacher” parece uma contradição: a principal característica do protagonista é justamente não precisar de ninguém. Frances Neagley resolve boa parte desse problema porque nunca funcionou apenas como coadjuvante. Maria Sten (“Monstro do Pântano”) retoma a ex-integrante da 110ª Unidade de Investigações Especiais, agora estabelecida em Chicago como investigadora particular, com métodos tão eficientes quanto os do antigo comandante e uma relação muito menos hostil com computadores, telefones e vida em sociedade.

A morte de um velho amigo, inicialmente tratada como acidente, leva Neagley a desconfiar das circunstâncias e iniciar uma investigação própria. O caso recupera conexões de seu passado militar e coloca em circulação personagens interpretados por Greyston Holt (“Bitten”), Adeline Rudolph (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Matthew Del Negro (“City on a Hill”) e Damon Herriman (“Justified”). Alan Ritchson também reaparece como Jack Reacher, mas em participação especial, numa decisão importante para não transformar o derivado numa extensão disfarçada da série principal.

A mudança de protagonista altera a própria mecânica da franquia. Reacher percorre cidades como um corpo estranho, sem endereço, telefone ou vínculos permanentes. Neagley tem escritório, clientes, contatos e uma profissão baseada em descobrir informação. O material inicial explora essa oposição em vez de simplesmente trocar o sexo do brutamontes no centro da história. É justamente aí que o projeto encontra razão para existir: ela sabe quebrar ossos quando necessário, mas também consegue trabalhar com gente.


 

📺 CIDADE DE SANGUE | Disney+

▶ Assista ao trailer

 

Vampiros sempre funcionaram como metáfora de classe. A produção alemã criada por Elena Lyubarskaya e Philipp Kadelbach elimina qualquer sutileza desnecessária: numa Berlim castigada pelo colapso climático, os ricos vivem protegidos sob uma cúpula climatizada, os pobres enfrentam calor e violência do lado de fora e o sangue se tornou literalmente moeda. Para completar a alegoria, criaturas que já controlam o crime organizado decidem que chegou a hora de conquistar também o poder político.

A trama se organiza em torno das irmãs Bea e Phoebe, separadas ainda crianças e reunidas numa cidade à beira de uma eleição decisiva. Lea Drinda (“Onde Está a Wanda?”) e Soma Pysall (“Para – We Are King”) encabeçam o elenco que ainda destaca Lars Eidinger (“Personal Shopper”), Jördis Triebel (“A Imperatriz”) e Franz Hartwig (“Dark”). O reencontro familiar atravessa os dois lados dessa Berlim dividida, em que humanos e vampiros disputam o controle de uma estrutura social capaz de lhes garantir poder e sobrevivência.

O terror alemão troca castelos, névoa e romantismo gótico por ar-condicionado, desigualdade urbana e crise ambiental. Não é exatamente uma metáfora discreta: a versão contemporânea do vampiro deixa de lado os signos de aristocracia decadente para adotar os ternos bem cortados de uma elite que controla o mercado e agora quer controlar a política.


 

🎞️ SETEMBRO 5 | Paramount+

▶ Assista ao trailer

 

Poucos filmes sobre jornalismo entendem tão bem que um deadline também pode ser uma cena de ação. Tim Fehlbaum (“Tides”) reconstrói o massacre das Olimpíadas de Munique de 1972 quase sem sair da sala de controle da ABC Sports, onde uma equipe acostumada a transmitir competições percebe que terroristas do grupo Setembro Negro mantêm atletas israelenses como reféns a poucos metros dali. O acontecimento histórico já é conhecido. A tensão nasce de outra pergunta: como transmitir ao vivo uma notícia para a qual ninguém havia criado regras?

John Magaro (“Vidas Passadas”) vive o jovem produtor Geoff Mason, que assume progressivamente o comando da cobertura sob a supervisão de Roone Arledge, interpretado por Peter Sarsgaard (“A Filha Perdida”). Leonie Benesch (“Sala dos Professores”) é Marianne, tradutora alemã que se transforma em fonte indispensável dentro da redação, e Ben Chaplin (“A Escavação”) interpreta Marvin Bader. Telefones, câmeras de 16 mm, monitores e horários de satélite viram peças de suspense à medida que a equipe precisa confirmar informações enquanto milhões de espectadores esperam imagens imediatas.

A grande questão não é apenas quem chegará primeiro à notícia, mas o que significa chegar primeiro quando os sequestradores também podem assistir à televisão. O filme transforma decisões hoje elementares do jornalismo ao vivo — confirmar uma morte, escolher uma palavra, decidir se determinada imagem pode ir ao ar — em dilemas ainda sem protocolo. A precisão desse mecanismo rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. É um thriller sobre terrorismo em que a arma mais perigosa são câmeras.


 

📺 SLOW HORSES – 6ª TEMPORADA | Apple TV

▶ Assista ao trailer

 

Seis temporadas depois, a série britânica continua sustentada pela mesma ideia de sua história inicial: agentes descartados pelo MI5 ainda conseguem salvar o país apesar da própria instituição. Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) volta como Jackson Lamb, espião brilhante escondido atrás de roupas imundas, hábitos repulsivos e uma capacidade quase científica de insultar subordinados. A fórmula permanece uma espécie de anti-James Bond, onde espionagem significa burocracia, erro humano, arquivos esquecidos e profissionais trabalhando em salas que ninguém gostaria de visitar.

A nova história funde “Joe Country” e “Slough House”, 6º e 7º livros da série de Mick Herron. Diana Taverner, vivida por Kristin Scott Thomas (“O Paciente Inglês”), envolve a equipe numa cadeia de vingança que coloca os agentes em fuga e recupera assuntos deixados para trás em temporadas anteriores. Jack Lowden (“Dunkirk”), Saskia Reeves (“Luther”), Christopher Chung (“Minha Carreira Bilhante”), Rosalind Eleazar (“A História Pessoal de David Copperfield”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”) e Hugo Weaving (“Matrix”) continuam no elenco, enquanto Olivia Cooke (“A Casa do Dragão”) retorna como Sid Baker, cuja ausência pairava sobre a trama desde a 1ª temporada.

A combinação de dois romances deixa a temporada mais carregada de fantasmas do passado, sem abandonar o humor corrosivo que impede a espionagem de adquirir glamour. Mas há uma mudança importante nos bastidores: a roteirista Gaby Chiappe (“Sua Melhor História”) assume a adaptação depois da longa passagem de Will Smith pelo comando criativo. As primeiras avaliações mantiveram a sequência rara de unanimidade crítica, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.


 

QUINTA


 

📺 MONSTRO – A HISTÓRIA DE LIZZIE BORDEN | Netflix

▶ Assista ao trailer

 

Ryan Murphy resolve com um machado o mistério que a Justiça americana deixou aberto há mais de 130 anos. Lizzie Borden foi acusada de matar o pai e a madrasta em Fall River, Massachusetts, em 1892, mas acabou absolvida e jamais houve condenação pelos crimes. A 4ª parte da antologia criada por Murphy e Ian Brennan abandona essa ambiguidade histórica e parte diretamente para a ideia de Lizzie como assassina. É uma decisão muito característica de um projeto que nunca tratou true crime como documento, mas como matéria-prima para melodrama, sexo, violência e mitologia pop.

Ella Beatty (“Feud: Capote vs. The Swans”) assume a personagem central, apresentada como uma jovem reprimida dentro da casa dominada pelo pai Andrew, vivido por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”), e pela madrasta Abby, papel de Rebecca Hall (“Christine”). Vicky Krieps (“Trama Fantasma”) interpreta Bridget “Maggie” Sullivan, empregada irlandesa cuja relação com Lizzie ganha dimensão íntima na releitura. Billie Lourd (“American Horror Story”) aparece como a irmã Emma, enquanto Jessica Barden (“The End of the F***ing World”) vive a atriz Nance O’Neil.

A presença mais reveladora é a de Sarah Paulson (“American Crime Story”) como Aileen Wuornos, serial killer que nasceu mais de meio século depois dos assassinatos. O encontro não pretende reconstruir história: anuncia uma discussão sobre a maneira como mulheres violentas são transformadas em monstros, celebridades e objetos de fascínio. Murphy faz de Lizzie menos um processo criminal que uma antepassada simbólica de outras figuras femininas associadas à violência. A absolvição real permanece como fato, mas a série prefere a lenda sangrenta que sobreviveu ao veredito.


 

📺 STRANGER THINGS: HISTÓRIAS DE 85 – 2ª TEMPORADA | Netflix

▶ Assista ao trailer

 

A animação resolveu um problema que nenhuma quantidade de maquiagem conseguiria esconder: os atores cresceram, mas Hawkins ainda tem histórias presas em 1985. O derivado transforma esse intervalo em território praticamente ilimitado, com versões animadas de Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e Max vivendo aventuras entre acontecimentos já conhecidos da série original. É a nostalgia usada não apenas como tema, mas como motor de franquia: em desenho, ninguém envelhece.

Depois de enfrentar a Rainha da Horda e impedir a abertura de outro portal para o Mundo Invertido, o grupo chega ao período do Dia dos Namorados diante de fenômenos diferentes. Aparições fantasmagóricas, criaturas desconhecidas e flores estranhas que se espalham por Hawkins indicam que a ameaça não depende apenas dos monstros já catalogados pelos adolescentes. A mina da cidade também ganha importância na investigação.

Eric Robles (“Glitch Techs”) continua no comando, com os irmãos Duffer na produção executiva e a animação a cargo da produtora Flying Bark. A estética de desenho de aventura dos anos 1980 permite exageros que seriam caros ou simplesmente absurdos no live-action e combina com uma franquia criada a partir da memória daquela década. Existe ainda uma ironia apropriada: uma série obcecada pela cultura infantil de 40 anos atrás finalmente virou exatamente o tipo de desenho de sábado de manhã que seus personagens assistiriam.


 

📺 VERMELHO SANGUE – 2ª TEMPORADA | Globoplay

▶ Assista ao trailer

 

A fantasia brasileira volta a soltar suas criaturas sobrenaturais no cerrado mineiro. Guarambá continua cercada por vampiros, experiências biotecnológicas e uma linhagem de homens e mulheres capazes de se transformar em lobos-guará. O resultado desloca a velha oposição entre vampiro e lobisomem para uma mitologia com participação da fauna brasileira.

Luna, interpretada por Letícia Vieira (“Vale Tudo”), passa a assumir sua natureza de “lobimoça” enquanto descobre que a família guarda mais segredos do que imaginava. Milhem Cortaz (“Os Outros”) vive seu pai e Lucas Leto (“Pantanal”) interpreta Juan, irmão gêmeo que compartilha a transformação. Do outro lado, Flora, personagem de Alanis Guillen (“Três Graças”), agora é vampira após ter sido salva por Celina, vivida por Laura Dutra (“A Herança”). As duas deixam de esconder o relacionamento e passam a enfrentar juntas as consequências da transformação.

Claudia Sardinha e Rosane Svartman, que trabalharam juntas em “Malhação”, mantêm a combinação de romance juvenil, suspense e fantasia sob direção artística de Patricia Pedrosa. A 2ª temporada aproveita melhor o que diferencia a produção num gênero saturado: em vez de reproduzir a Transilvânia no Brasil, constrói sua própria zoologia sobrenatural ao redor do lobo-guará, de pesquisas genéticas e do interior de Minas Gerais. O romance entre Flora e Celina também deixa de funcionar apenas como descoberta amorosa para incorporar uma questão maior da série: aceitar uma identidade capaz de modificar literalmente o corpo.


 

SEXTA


 

📺 TERRA DA MÁFIA – 2ª TEMPORADA | Paramount+

▶ Assista ao trailer

 

Toda boa história de máfia acaba se revelando como uma história de família. Depois de transformar os Harrigan numa mistura de organização criminosa e dinastia disfuncional, a série entra na 2ª temporada com o império rachado por dentro e atacado por fora. A atmosfera chega cada vez mais perto da tragédia jacobina: pais manipulam filhos, casamentos funcionam como alianças estratégicas, lealdades valem até a próxima traição e herança significa tanto patrimônio quanto cadáveres.

Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”) retorna como Harry Da Souza, o fixer encarregado de consertar problemas que se multiplicam mais rapidamente que sua capacidade de enterrá-los. Pierce Brosnan (“007 Contra GoldenEye”) volta como Conrad Harrigan e Helen Mirren (“A Rainha”) como Maeve, casal cuja autoridade passa a depender de aparentar unidade enquanto a estrutura familiar se fragmenta. Paddy Considine (“A Casa do Dragão”), Joanne Froggatt (“Downton Abbey”), Lara Pulver (“Sherlock”) e Anson Boon (“Pistol”) completam o núcleo principal.

O contraste de interpretação continua sendo uma das armas da produção. Brosnan e Mirren tratam os Harrigan como monarcas criminosos, cheios de teatralidade, enquanto Hardy reduz Harry a movimentos mínimos, frases curtas e uma permanente impressão de que está calculando quem precisará morrer em seguida. O roteirista Ronan Bennett (“Top Boy”) usa a máfia quase como sistema de governo privado. A violência decide disputas, mas o verdadeiro poder está em saber qual membro da família ainda pode ser usado antes de virar inimigo.

Sem posts relacionados

Pipoca Moderna

Acompanhe Pipoca Moderna (pipocamoderna.com.br) para mais notícias de entretenimento.

@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie