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Divulgação/Paramount

Filme|24 de setembro de 2026

Guia da Pipoca: Cinemas recebem Brad Pitt, Vingadores e animações

Destaques da semana incluem a aventura "Coração Selvagem", o maior blockbuster da Marvel e os desenhos "A Ilha Esquecida", "One Piece" e "Papaya"

A programação de cinema desta quinta (24/9) destaca dois lançamentos amplos: “Coração Selvagem”, aventura de sobrevivência com Brad Pitt, e a animação “A Ilha Esquecida”, que por acaso também são as melhores produções da semana. A lista de estreias inclui ainda a nova versão de “Vingadores: Ultimato”, um desenho antigo de “One Piece” e nada menos que 9 produções brasileiras – com destaque para o terror “Virtuosas” e mais uma animação, “Papaya”.


 
Pipoque pelo Texto ocultar
1 🎞️ CORAÇÃO SELVAGEM
2 🎞️ A ILHA ESQUECIDA
3 🎞️ PAPAYA
4 🎞️ VIRTUOSAS
5 🎞️ PRECISAMOS FALAR
6 🎞️ MARIDO DE ALUGUEL
7 🎞️ THE FOX SISTERS
8 🎞️ NEM TODA HISTÓRIA DE AMOR ACABA EM MORTE
9 🎞️ HOTEL AMOR
10 🎞️ ME FILMA
11 🎞️ QUANDO A GENTE MENINA CRESCE
12 🎞️ ONE PIECE: O FILME
13 🎞️ VINGADORES: ULTIMATO ENCORE

🎞️ CORAÇÃO SELVAGEM

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Brad Pitt volta a trabalhar com David Ayer, diretor de “Corações de Ferro”, numa aventura que reduz quase tudo ao essencial: um homem, um cachorro e a natureza tentando matar os dois. Sem exército de coadjuvantes ou conspirações complicadas, o filme entrega boa parte de seus 101 minutos à presença do astro e de seu coadjuvante pastor-alemão.

Pitt vive James Belmont, ex-integrante das Forças Especiais que sofre um acidente aéreo no Alasca e fica isolado ao lado de Odin, seu cão de combate. Feridos e sem comunicação, os dois precisam atravessar território hostil, enfrentar predadores e sobreviver ao clima enquanto Belmont também convive com traumas de guerra. J.K. Simmons (“Whiplash”) e Anna Lambe (“True Detective: Terra Noturna”) aparecem em papéis de apoio.

Ayer não tenta esconder o sentimentalismo da ligação entre soldado e animal, mas encontra nisso a principal força de uma história extremamente simples. O suspense de sobrevivência perde credibilidade em alguns confrontos com animais digitais, porém Pitt consegue sustentar longos trechos quase sozinho. As primeiras críticas levaram o filme a 90% no Rotten Tomatoes, com elogios recorrentes à relação entre o ator e os cães usados para interpretar Odin.


 

🎞️ A ILHA ESQUECIDA

▶ Assista ao trailer

 

A DreamWorks troca dragões, ogros e robôs pela mitologia filipina na primeira grande animação de Hollywood centrada nesse repertório cultural. Joel Crawford e Januel Mercado, dupla indicada ao Oscar por “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, usam criaturas do folclore das Filipinas para contar uma história sobre uma amizade ameaçada não por uma briga, mas pelo esquecimento.

A cantora H.E.R. (“A Cor Púrpura”) e Liza Soberano (“Liza Frankenstein”) dão voz a Jo e Raissa, amigas desde a infância que estão prestes a seguir caminhos diferentes depois do ensino médio. Na última noite juntas, atravessam um portal para Nakali, ilha habitada pelas criaturas que ouviam nas histórias de suas famílias. Para voltar para casa, precisam enfrentar a Manananggal, monstro interpretado por Lea Salonga (“Aladdin”), e descobrem que o preço da saída pode ser perder todas as lembranças uma da outra.

A fantasia ganha força justamente por não usar a cultura filipina como decoração exótica. Mercado nasceu numa família filipina e vários integrantes do elenco compartilham essa origem, enquanto o filme incorpora lendas específicas à aventura. A recepção inicial foi excepcional, com 100% de aprovação nas primeiras críticas do Rotten Tomatoes, que destacaram a invenção visual e o vínculo entre as protagonistas mesmo diante de uma trama por vezes carregada de acontecimentos.


 

🎞️ PAPAYA

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Primeiro longa da animadora Priscilla Kellen, a produção brasileira chamou atenção internacional ao passar pela Generation Kplus da Berlinale com sua história sem diálogos. A diretora mistura formas bidimensionais, colagens e grafismos latino-americanos num estilo que definiu como “tropicalismo pós-apocalíptico”, com Alê Abreu (“O Menino e o Mundo”) entre os produtores.

A protagonista é uma pequena semente de mamão que se recusa a aceitar o destino de criar raízes e virar árvore como sua mãe. O sonho é voar e conhecer o mundo, mas sua tentativa permanente de escapar do solo muda quando descobre que as raízes também funcionam como conexões capazes de transformar o ambiente ao redor. A trilha de Talita Del Collado e a participação de Tulipa Ruiz assumem importância especial na narrativa sem falas.

A ausência de diálogos impede o didatismo fácil e exige que formas, movimento, música e cor expliquem o crescimento da personagem. A metáfora é simples, mas não simplória: criar raízes deixa de significar ficar preso e passa a representar pertencimento. É uma animação infantil que confia na capacidade da criança de interpretar imagens sem precisar traduzir cada ideia em frases.


 

🎞️ VIRTUOSAS

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O primeiro longa de ficção da catarinense Cíntia Domit Bittar (“Círculos”) transforma coaches de feminilidade cristã em material para sátira e terror. Filmada em Santa Catarina, a produção venceu o prêmio Goes to Cannes, vitrine do Marché du Film para projetos em pós-produção, antes de circular por festivais brasileiros. Depois, ainda recebeu o Prêmio Netflix na 49ª Mostra de São Paulo.

Bruna Linzmeyer (“O Grande Circo Místico”) vive Virgínia Heinzel, responsável por uma imersão destinada a ensinar mulheres a alcançar uma versão supostamente mais virtuosa, feminina e obediente. Maria Galant (“Inventário de Imagens Perdidas”) interpreta Germina, uma das selecionadas para o retiro, onde discursos sobre casamento, submissão e religião começam a revelar uma estrutura de controle muito menos espiritual do que a anunciada. Juliana Lourenção e Nenê Borges também integram o elenco.

O humor ácido chega antes do horror e permanece dominante durante boa parte do filme. A opção enfraquece o impacto de algumas ameaças, mas também deixa claro que o principal monstro não precisa de maquiagem: está nos discursos contemporâneos que transformam submissão em produto de autoaperfeiçoamento. Linzmeyer aproveita bem a ambiguidade de uma personagem capaz de vender opressão como empoderamento.


 

🎞️ PRECISAMOS FALAR

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O best-seller holandês “O Jantar”, de Herman Koch, já virou filme na Holanda, Itália, Estados Unidos e Coreia do Sul antes de ganhar sua versão brasileira. Pedro Waddington e Rebeca Diniz (ambos de “Emergência 53”) transportam para o Rio de Janeiro a pergunta que sustenta todas essas adaptações: até onde pais privilegiados estão dispostos a ir para proteger filhos que cometeram um crime brutal?

Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) e Alexandre Nero (“Vale Tudo”) formam um dos casais, enquanto Hermila Guedes (“O Agente Secreto”) e Emílio de Mello (“Sessão de Terapia”) vivem o outro. Seus filhos adolescentes ateiam fogo numa mulher em situação de rua, e uma câmera de segurança registra o crime sem permitir a identificação imediata. Quando os pais descobrem quem são os responsáveis, precisam escolher entre denunciá-los ou usar seus privilégios para protegê-los.

A adaptação não busca sutileza e por vezes repete seus argumentos, mas o elenco transforma a discussão moral num confronto físico entre culpa, conveniência e autopreservação. Exibido no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo, o drama funciona melhor quando deixa de perguntar se aqueles pais amam os filhos e passa a questionar o que esse amor permite justificar.


 

🎞️ MARIDO DE ALUGUEL

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Maurício Manfrini, conhecido pelo Paulinho Gogó de “A Praça é Nossa”, encontra Mariana Xavier (“Minha Mãe é uma Peça”) numa comédia popular que aposta no contraste entre um faz-tudo falastrão e uma mulher com a vida financeira desmoronando. Paulo Fontenelle (“O Porteiro”) dirige e assina o roteiro, construído sobre exageros, confusões familiares e a capacidade do protagonista de transformar pequenos reparos em problemas muito maiores.

Mariana vive Alice, falida e endividada, que contrata Vadeco, personagem de Manfrini, para consertar a casa por um preço que cabe no bolso. A rotina muda quando o ex-marido dela foge da prisão e reaparece disposto a causar problemas. Alexandre Lino, Heitor Martinez, Letícia Braga, Letícia Isnard e Alexandra Richter completam o elenco.

O humor depende quase inteiramente do registro expansivo de Manfrini, com personagens caricatos e situações progressivamente mais absurdas. É uma comédia assumidamente popular, que expõe a fragilidade de suas piadas quando o caos deixa de produzir surpresa.


 

🎞️ THE FOX SISTERS

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Wagner de Assis (“Nosso Lar”) mantém sua especialidade em dramas espíritas nesta coprodução entre Brasil e Estados Unidos, falada em inglês e ambientada no século 19. O caso das irmãs Fox é material perfeito para seu cinema: fenômenos sobrenaturais, fama, religião e uma controvérsia histórica que permanece aberta quase 180 anos depois.

Em 1848, as jovens Maggie e Kate Fox começam a ouvir batidas misteriosas na casa da família em Hydesville, Nova York, e desenvolvem um código para conversar com a suposta presença. Com a irmã mais velha Leah, transformam as sessões em fenômeno público e ajudam a impulsionar o espiritualismo nos Estados Unidos. Sionne Elise (“Quase Apaixonados”), Jamie Hughes (“Elon”) e a estreante Marie McHugh vivem as três irmãs adultas.

A parte mais fascinante da história real é também a mais problemática para uma abordagem de fé. Décadas depois, Maggie declarou publicamente que os fenômenos eram uma fraude produzida pelas próprias irmãs, antes de voltar atrás no ano seguinte. Assis inclui a controvérsia, mas privilegia a leitura espiritualista e reduz parte da dúvida que torna o caso tão interessante. A produção de época é ambiciosa, porém o excesso de solenidade da narrativa é mais interessado em confirmar uma crença que em explorar suas contradições.


 

🎞️ NEM TODA HISTÓRIA DE AMOR ACABA EM MORTE

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A primeira protagonista surda de um longa brasileiro está no centro da comédia dramática de Bruno Costa (“Cidade de Deus: A Luta Não Para”), que prefere complicar o romance da trama com um triângulo amoroso incomum em vez de transformar representatividade em discurso.

Gabriela Grigolom vive Lola, atriz surda, mãe e responsável por uma companhia de teatro de Curitiba, que inicia um relacionamento com Sol, professora interpretada por Chiris Gomes. O detalhe é que Sol continua dividindo a casa com Miguel, ex-marido vivido por Octávio Camargo. Em vez de transformar o homem automaticamente em rival, a história obriga os três a inventar uma forma de convivência enquanto o antigo casamento termina e uma nova relação começa.

A presença de Grigolom vai além da tela: a produção reuniu atores, figurantes e profissionais surdos na equipe e incorpora Libras naturalmente à narrativa. O resultado é mais interessante quando evita transformar os personagens em símbolos e aceita que amor, ciúme, orgulho e desejo continuem confusos mesmo depois de uma separação aparentemente definitiva.


 

🎞️ HOTEL AMOR

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Construída para parecer um único plano-sequência, a comédia com coprodução de Portugal e Brasil acompanha um dia particularmente desastroso num hotel de Lisboa, usando corredores, elevadores e quartos como palco para entradas e saídas de personagens numa coreografia permanente.

Jessica Athayde (“Morangos com Açúcar”) interpreta Catarina, gerente workaholic que precisa provar sua competência depois que o hotel é vendido. Ao mesmo tempo, enfrenta funcionários despreparados, hóspedes excêntricos e o reaparecimento de alguém ligado a seu passado afetivo. Marcelo Adnet (“Brasil 70: A Saga do Tri”) interpreta uma versão de si mesmo, um comediante brasileiro hospedado no estabelecimento, enquanto Júlia Palha e Margarida Corceiro completam o núcleo português.

A encenação contínua dá velocidade ao caos e transforma o espaço numa engrenagem cômica, mas a técnica chama mais atenção que várias das piadas. Cortes escondidos e passagens estratégicas permitem ao diretor Hermano Moreira (“Amo-te Imenso”) sustentar a ilusão do plano único, enquanto a sucessão de problemas empurra Catarina de um quarto para outro. O exercício formal é mais interessante que o próprio roteiro da comédia.


 

🎞️ ME FILMA

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Victor Ribeiro (“A Rota da Canoa”) transformou o Vale do Anhangabaú num estúdio aberto e colocou diante das câmeras uma pergunta simples: quem passa pela rua gostaria de participar de um filme? Durante 11 dias, mais de 100 desconhecidos aceitaram o convite e passaram de transeuntes a personagens, roteiristas e intérpretes de suas próprias fantasias.

O documentário nasceu de um set montado no centro de São Paulo com um cartaz convidando qualquer pessoa a entrar. Em vez de entrevistas tradicionais, os participantes respondiam como gostariam de aparecer num filme, que personagem interpretariam e que história escolheriam contar. As respostas abrem espaço para encenações, desejos, memórias e versões imaginárias da própria vida.

A experiência interessa menos pela tentativa de montar um retrato definitivo de São Paulo que por revelar a rapidez com que pessoas comuns aprendem a representar diante de uma câmera. O filme também expõe uma sociedade acostumada a produzir a própria imagem diariamente nas redes, mas oferece algo diferente: tempo e espaço para que desconhecidos decidam conscientemente como querem ser vistos.


 

🎞️ QUANDO A GENTE MENINA CRESCE

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Vencedor do prêmio de Melhor Longa Gaúcho e do Júri Popular no Festival de Gramado, o longa independente transforma a primeira menstruação num assunto de cinema sem recorrer a especialistas explicando meninas para o público. Neli Mombelli (“Depois Daquele Dia”) filma as próprias meninas e deixa que dúvidas, medos, brincadeiras e descobertas conduzam o documentário.

Seis alunas de 9 a 12 anos de uma escola pública da periferia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foram acompanhadas durante um ano letivo. Enquanto observam mudanças no corpo e esperam a primeira menstruação, também discutem o que ouviram de mães, professoras e amigas e acompanham uma escola que luta por melhores condições de estrutura e acolhimento.

A força está justamente na ausência de espetáculo. Um acontecimento biológico cercado historicamente por vergonha, silêncio e desinformação aparece como parte normal do crescimento, sem retirar das meninas o direito de achá-lo estranho, assustador ou engraçado. O elenco feminino recebeu uma menção honrosa em Gramado.


 

🎞️ ONE PIECE: O FILME

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O 1º longa cinematográfico de “One Piece”, lançado originalmente no Japão em 2000, chega aos cinemas brasileiros como uma cápsula do tempo de uma franquia que ainda estava muito longe de se tornar fenômeno mundial. Com apenas 51 minutos, a aventura pertence aos primeiros anos do anime e apresenta uma versão bem mais simples daquele universo de piratas.

Luffy e seus companheiros procuram o tesouro de Woonan, lendário pirata que teria acumulado cerca de um terço de todo o ouro do mundo antes de desaparecer numa ilha remota. No caminho surge Eldrago, outro pirata disposto a encontrar a fortuna e dotado dos poderes de uma Akuma no Mi. Mayumi Tanaka, também conhecida no Japão como a voz de Kuririn em “Dragon Ball”, dubla Luffy na versão original.

A pequena duração produz uma história direta, quase como um episódio especial ampliado, sem a quantidade de personagens e mitologia que hoje cercam a criação de Eiichiro Oda. Essa simplicidade é justamente a curiosidade do relançamento. Mais que apresentar algo novo, permite ver como era “One Piece” antes de décadas de expansões transformarem a busca pelo grande tesouro numa das narrativas mais extensas da cultura pop.


 

🎞️ VINGADORES: ULTIMATO ENCORE

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A Marvel encontrou uma maneira de transformar o relançamento de seu maior sucesso em evento cinematográfico. O filme volta às telas poucos meses antes de “Vingadores: Doutor Destino”, com uma introdução inédita, quatro minutos adicionais e novo material pós-créditos destinado a ligar o final da Saga do Infinito ao próximo crossover.

A trama principal continua a mesma. Robert Downey Jr. (“Oppenheimer”), Chris Evans (“Entre Facas e Segredos”), Chris Hemsworth (“Resgate”) e os demais sobreviventes da derrota para Thanos tentam desfazer o desaparecimento de metade da população do universo. Anthony e Joe Russo mantêm a montagem original quase intacta, agora estendida com os pequenos acréscimos para 3h05 e exibida também em IMAX e Infinity Vision.

É difícil chamar quatro minutos de novo filme, e essa é justamente a operação comercial por trás do “Encore”. O espectador compra novamente uma experiência conhecida para receber um pequeno pedaço do futuro da franquia. Como relançamento, porém, há um argumento que streaming nenhum reproduz: rever numa tela de cinema a produção mais ambiciosa da Marvel no auge do estúdio, concebida como culminação coletiva de uma narrativa de mais de uma década de duração.

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