
Divulgação/Paramount
Brad Pitt volta a Guerra Mundial Z após 13 anos com diretor de Conclave
Edward Berger dirigirá a continuação com roteiro de Dennis Kelly, que já trabalhou numa versão do projeto há dez anos
Brad Pitt reencontra Edward Berger
Brad Pitt voltará ao apocalipse zumbi de “Guerra Mundial Z” (2013) numa continuação dirigida por Edward Berger, cineasta de “Nada de Novo no Front” e “Conclave”. A Paramount fechou com a dupla 13 anos depois do primeiro filme e cinco meses após anunciar na CinemaCon que havia retomado oficialmente o desenvolvimento da sequência.
O que se sabe da continuação?
Pitt voltará a estrelar e produzir o filme por meio da Plan B. Berger também participará como produtor executivo, enquanto Dennis Kelly (criador de “Utopia”) assina o roteiro. Os detalhes da trama permanecem em sigilo e a Paramount ainda não anunciou elenco adicional, início das filmagens ou data de estreia.
A escolha de Berger prolonga uma parceria recém-iniciada. O diretor comandou Pitt em “The Riders”, adaptação do romance de Tim Winton produzida pela A24. As filmagens foram concluídas neste ano e o longa está atualmente em pós-produção.
“The Riders” acompanha um homem que se muda para a Irlanda com a família e parte numa busca pela Europa depois que sua mulher desaparece. A produção foi o primeiro trabalho conjunto de Pitt e Berger.
Dennis Kelly já passou pela sequência
O novo roteirista é, na verdade, um veterano de “Guerra Mundial Z 2”. Dennis Kelly entrou no projeto em 2016, quando Juan Antonio Bayona (“O Impossível”) ainda estava ligado à direção. Ele revisou um roteiro anterior, originalmente escrito por Steven Knight, de “Peaky Blinders”.
Naquela época, a Paramount pretendia lançar o filme em junho de 2017. Bayona deixou o projeto por conflito de agenda enquanto concluía “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” e posteriormente assumiu “Jurassic World: Reino Ameaçado”. A continuação perdeu a data de estreia e entrou numa longa sequência de reformulações.
Não foi divulgado se o roteiro atual de Kelly reaproveita elementos daquela versão ou se é totalmente inédito.
David Fincher quase dirigiu
Brad Pitt ainda tentou colocar “Guerra Mundial Z 2” nas mãos de David Fincher, com quem já havia trabalhado em “Seven: Os Sete Crimes Capitais”, “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O diretor entrou no projeto em 2017 e chegou perto das filmagens.
A Paramount interrompeu a pré-produção em 2019. Na época, fontes apontaram preocupações com um orçamento estimado em cerca de US$ 200 milhões e com a dificuldade de lançar um filme de zumbis na China, mercado que mantinha restrições ao gênero.
Anos depois, Fincher revelou que sua abordagem teria algumas semelhanças com “The Last of Us”. O cineasta disse ter ficado aliviado por não ter realizado aquela versão depois de ver como a adaptação do game desenvolveu ideias próximas das que pretendia usar.
Primeiro filme teve produção turbulenta
O primeiro “Guerra Mundial Z” também enfrentou problemas antes chegar aos cinemas. A produção original, dirigida por Marc Forster, teve seu terceiro ato praticamente reconstruído durante extensas refilmagens. Damon Lindelof e Drew Goddard foram chamados às pressas para trabalhar na nova conclusão, após o filme desagradar em testes.
O resultado final, porém, contrariou as previsões negativas. Baseado livremente no livro “Guerra Mundial Z: Uma História Oral da Guerra dos Zumbis”, de Max Brooks, o filme que seguia Gerry Lane, ex-investigador da ONU vivido por Pitt, numa viagem internacional para descobrir como conter uma pandemia de mortos-vivos, tornou-se um grande sucesso.
A superprodução arrecadou mais de US$ 540 milhões mundialmente e se tornou a maior bilheteria de um filme de zumbis em todos os tempos. O desempenho levou a Paramount a aprovar uma continuação ainda em 2013, iniciando uma trajetória de 13 anos que só agora ameaça sair do papel.