
Divulgação/Vitrine e Paris Filmes
“Manas” e “O Agente Secreto” vencem Grande Otelo
Outro destaque foi “Homem com H”, que conquistou seis troféus, incluindo Melhor Ator para Jesuíta Barbosa
Grande Otelo tem resultado incomum
“Manas” e “O Agente Secreto” dividiram o prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção no Grande Otelo, premiação da Academia Brasileira de Cinema realizada na noite de terça (4/8), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O resultado incomum encerrou uma disputa em que o filme de Marianna Brennand venceu as categorias mais importantes, enquanto a produção de Kleber Mendonça Filho se destacou nos prêmios técnicos. Numericamente, porém, “Homem com H” liderou a cerimônia com seis troféus.
Como foi disputa entre os dois melhores filmes?
“O Agente Secreto” chegou à cerimônia como favorito, após receber 18 indicações. O longa, que também concorreu ao Oscar e foi premiado no Globo de Ouro, Critics Choice e Festival de Cannes, venceu Melhor Filme, Direção de Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais.
“Manas” também recebeu o prêmio principal, mas superou o concorrente em duas categorias centrais. Marianna Brennand venceu Melhor Direção, enquanto Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Carolina Benevides, Antonia Pellegrino e Camila Agustini ficaram com o troféu de Roteiro Original.
O longa ainda garantiu a vitória de Dira Paes como Atriz Coadjuvante e recebeu o prêmio de Montagem de Ficção. Ao todo, somou cinco estatuetas.
“Homem com H” liderou em número de prêmios
Apesar da disputa dos dois filmes, foi “Homem com H”, dirigido por Esmir Filho, que terminou como a produção mais premiada da noite. A cinebiografia de Ney Matogrosso conquistou seis troféus.
Jesuíta Barbosa venceu Melhor Ator por sua interpretação de Ney, superando uma categoria que incluía Wagner Moura, premiado em Cannes e no Globo de Ouro por “O Agente Secreto”, além de Rodrigo Santoro, Irandhir Santos, Antonio Pitanga e Ary Fontoura.
O filme também foi premiado por Figurino, Maquiagem, Som e Trilha Sonora. A votação popular garantiu a 6ª vitória da produção.
Quais foram os outros destaques do cinema?
Entre os demais destaques da premiação, “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Documentário, Daniel Rezende venceu Roteiro Adaptado por “O Filho de Mil Homens”, baseado no romance de Valter Hugo Mãe, e “Velhos Bandidos”, de Claudio Torres, foi escolhido como Melhor Longa-Metragem de Comédia.
Ao todo, a cerimônia anunciou 32 prêmios distribuídos entre longas-metragens, curtas e produções brasileiras para televisão e streaming.
Produção da HBO Max é Melhor Série
Na disputa entre as produções seriadas, “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” foi escolhida como Melhor Série Brasileira de Ficção. A produção da HBO Max acompanha a mobilização de comissários de bordo para transportar clandestinamente medicamentos contra a Aids durante os anos 1980.
Além do troféu principal, a atração ainda rendeu a Johnny Massaro o prêmio de Melhor Ator em Série.
Entre as atrizes, a vitória coube à Alice Carvalho pela série criminal “Cangaço Novo”, da Prime Video.