
Divulgação/Paramount Pictures
Morre Joan Blackman, que conquistou Elvis duas vezes no cinema
Atriz viveu os interesses amorosos do cantor em “Feitiço Havaiano” e “Talhado para Campeão”
Parceira de Elvis Presley morre aos 87 anos
Joan Blackman, atriz que viveu os interesses amorosos de Elvis Presley em “Feitiço Havaiano” e “Talhado para Campeão”, morreu aos 87 anos. Ela faleceu em 16 de março num hospital de Santa Rosa, na Califórnia, segundo confirmação de seu filho, Ngai Tarkington, nesta quinta (6/8) ao The Hollywood Reporter.
Como Joan Blackman contracenou com Elvis?
Blackman trabalhou pela primeira vez com o cantor em “Feitiço Havaiano”, lançado em 1961. Ela interpretou Maile Duval, guia turística que retoma o relacionamento com Chad Gates, personagem de Elvis, após o retorno dele do serviço militar.
Dirigido por Norman Taurog, o musical foi o primeiro de três filmes de Elvis rodados no Havaí. Ao final da história, Chad e Maile se casam numa cerimônia acompanhada pela música “Hawaiian Wedding Song”.
No ano seguinte, Blackman voltou a formar um casal com o cantor em “Talhado para Campeão”. Ela viveu Rose Grogan, irmã do proprietário de um centro de treinamento de boxe, que se envolve com Walter Gulick, mecânico interpretado por Elvis que descobre seu talento como lutador. Desta vez, o filme acabou antes do casamento, mas o casal terminou noivo.
Carreira começou no fim dos anos 1950
Joan May Blackman nasceu em 17 de maio de 1938 em San Francisco. Filha única de um músico e uma dona de casa, estudou canto e dança e começou a se apresentar ainda jovem como cantora na televisão, em hospitais, bases militares e com a big band de Ernie Heckscher.
Depois de concluir o ensino médio em 1956, ela se mudou para Los Angeles e alugou um quarto no Hollywood Studio Club, residência que também abrigava Barbara Eden (a “Jennie É um Gênio”) naquele período.
Blackman assinou contrato com a produtora Hecht-Hill-Lancaster, liderada por Burt Lancaster, e estreou no cinema no western “A Dois Passos da Forca”, de 1959, estrelado por Fred MacMurray.
No mesmo ano, interpretou a mulher de um ator em dificuldades vivido por Anthony Franciosa em “Calvário da Glória”. O drama produzido por Hal B. Wallis também tinha Dean Martin e Shirley MacLaine no elenco.
Atriz disputou papel em “Amor, Sublime Amor”
Durante a ascensão em Hollywood, Blackman fez testes para interpretar Maria em “Amor, Sublime Amor”, musical lançado em 1961.
“Eu realmente achei que conseguiria o papel”, contou à revista FilmFan em uma de suas últimas entrevistas. A personagem acabou ficando com Natalie Wood.
Antes dos filmes com Elvis, Blackman também contracenou com Jerry Lewis na comédia de ficção científica “Rabo de Foguete”, de 1960. Ela interpretou uma jovem que desperta o interesse de um alienígena atrapalhado durante sua visita à Terra.
Televisão marcou fase seguinte
Na TV, a atriz integrou a 2ª temporada de “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place) entre 1965 e 1966. Ela viveu Marion Fowler, mulher do promotor John Fowler, interpretado por John Kerr.
Blackman também participou de séries como “Perry Mason”, “Bonanza”, “Os Destemidos” e “Gunsmoke”, e ainda estrelou filmes como “O Crime É Homicídio” (1963), “Intimidade Perigosa” (1966) e “Aventura Submarina” (1968). Seu último papel foi na sci-fi “Moonrunners”, lançada em 1973.
Vida longe de Hollywood
Blackman foi casada com o ator Joby Baker entre 1959 e 1961. Anos depois, ela se casou com Rockne Tarkington, com quem teve os filhos Rockne Jr. e Ngai. A união terminou em 1970.
Depois de deixar Hollywood, a atriz passou a viver em Calistoga, perto de Santa Rosa. Segundo o filho, ela dedicava seu tempo à jardinagem e ainda cantava em estabelecimentos da região.