
Divulgação/SBT
Presidente do SBT defende Ratinho após nova acusação de homofobia
Daniela Beyruti diz que apresentador “não faz por mal” e afirma que vai conversar com ele nos próximos dias
Em defesa de Ratinho
Daniela Beyruti defendeu Ratinho das críticas provocadas por falas consideradas homofóbicas na programação do SBT. Em resposta ao canal do jornalista Fefito, no YouTube, a presidente do SBT atribuiu na sexta (7/8) parte do comportamento do apresentador à sua formação e afirmou que pretende conversar com ele sobre o impacto das declarações.
O que disse Daniela Beyruti?
“Para o SBT, todos são aceitos e bem-vindos. Os LGBTs fazem parte da nossa história, sempre tiveram espaço em nossos palcos. Somos iguais, independente de qualquer coisa. Sei que o Ratinho não fez e não faz por mal”, afirmou.
A executiva afirmou que Ratinho tem tentado mudar sua postura, mas é de outra época. “Ratinho vem de uma geração diferente. Conheço ele, ele ama as pessoas. Vamos falar com ele por que ele precisa entender que apesar da brincadeira não ter a intenção de machucar alguém, machuca”, revelou.
Qual foi a última de Ratinho?
A manifestação reflete uma nova polêmica envolvendo o apresentador. Na quarta (5/8), Ratinho voltou a ser considerado homofóbico ao comentar sobre Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Thiago. Ao falar do cantor , que apareceu no programa com os cabelos pintados de loiro, ele disparou: “Você está com uma cara de viado… ”.
A fala levou a uma denúncia no Ministério Público de São Paulo na sexta (7/8). A queixa-crime foi feita pelo deputado estadual suplente Agripino Magalhães, que já apresentou outras contra Ratinho. “Esta é a quarta vez que aciono as autoridades contra o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, por falas e conteúdos que considero ofensivos à população LGBTQIAPN+”, ele comentou à revista Quem.
Apresentador acumula episódios semelhantes
O episódio amplia uma sequência recente de controvérsias do Ratinho por declarações sobre pessoas LGBTQIA+. Há três meses, ele reclamou da presença de casais gays nas novelas e insinuou que esse tipo de representação poderia “incentivar” a homossexualidade.
“Quando eu vejo dois homens se beijando, eu já fico preocupado: ele já saiu do mercado e levou mais um. É porque é muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Não sei se incentiva isso, porque, no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha isso”, declarou ao vivo.
A fala provocou denúncias contra Ratinho e o SBT no Ministério Público Federal e no Ministério Público de São Paulo.
Caso Erika Hilton ainda tramita na Justiça
Antes disso, ele negou repetidamente a identidade de gênero de Erika Hilton ao comentar a eleição da deputada para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. “Ela não é mulher, ela é trans”, afirmou em março.
A declaração provocou protestos, representações contra o programa e uma ação judicial movida pela parlamentar.
A 2ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo determinou em junho que o SBT exibisse um vídeo de direito de resposta no “Programa do Ratinho”, com o mesmo horário, duração e destaque das declarações ofensivas. O juiz André Della Latta Cartaxo entendeu que o apresentador ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao negar reiteradamente a identidade de Erika.
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu temporariamente a exibição do vídeo em julho, atendendo a um recurso do SBT.
Avisou que não vai parar
Paralelamente, o apresentador afirmou que não pretende deixar de falar o que pensa.
“Nos tempos atuais, quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração que no meu tempo não tinha”, manifestou-se num vídeo publicado nas redes sociais. “Quem gosta de mim, vai continuar gostando. Quem não gosta, vai continuar não gostando. Eu não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja.”
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.