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Instagram/Clodd Dias

Série|7 de agosto de 2026

Morre Clodd Dias, atriz de “Manhãs de Setembro”, aos 49 anos

Artista trans construiu carreira no teatro, cinema, séries, música e dublagem


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Atriz morreu aos 49 anos
2 Que disse o sindicato?
3 Carreira começou aos 14 anos
4 “Manhãs de Setembro” ampliou projeção
5 Muitos filmes e séries
6 Dublagem ampliou atuação artística

Atriz morreu aos 49 anos

Clodd Dias, atriz que se destacou em produções como “Manhãs de Setembro” e “As Five”, morreu aos 49 anos. A morte foi confirmada nesta sexta (7/8) pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP). A causa não foi divulgada.

Que disse o sindicato?

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da artista itapetiningana Clodd Dias, que deixa um importante legado para a cultura brasileira. Atriz, cantora e artista de grande talento, Clodd construiu uma carreira marcada por trabalhos no teatro, cinema e streaming”, afirmou a entidade em nota à imprensa.

O sindicato também destacou a dimensão política de sua presença nos palcos e nas telas. “Mulher trans negra, Clodd representa uma falange fundamental na luta por representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas”, acrescentou.

Carreira começou aos 14 anos

Nascida em Itapetininga, no interior de São Paulo, em 24 de janeiro de 1977, Clodd começou a atuar aos 14 anos no Grupo Théspis, onde estrelou sua primeira peça, “Semiópera Introitus”. Desde criança, era incentivada pela avó paterna a cantar e recitar versos.

Aos 21 anos, abandonou a faculdade de Direito e se mudou para São Paulo para estudar interpretação. Formou-se no Teatro Escola Célia Helena em 2001 e passou por companhias como Profana Trupe, Cia. Antikatartika Teatral, Pessoal do Faroeste, Coletivo Negro e Teatro do Indivíduo.

No palco, participou de montagens como “Mãe de Santo”, “Esperando Godot” e “Negrinha”. Um dos trabalhos mais ligados à sua trajetória foi “Entrega para Jezebel”, drama sobre uma travesti que deseja ser mãe enquanto enfrenta a transfobia. Clodd dividiu a montagem com outras atrizes trans negras.

“Manhãs de Setembro” ampliou projeção

Nas telas, um de seus trabalhos mais conhecidos foi “Manhãs de Setembro”, produção do Prime Video protagonizada por Liniker.

Clodd interpretou Roberta nas duas temporadas da série, exibidas em 2021 e 2022. A produção acompanha Cassandra, mulher trans que construiu uma vida independente em São Paulo até ser surpreendida pela chegada de um filho cuja existência desconhecia.

Ela ainda cantou na trilha da produção. Sua voz aparece em “Sufoco”, gravação realizada ao lado de Liniker, Linn da Quebrada, Danna Lisboa, Divina Núbia, Breno Ferreira e Dante Aganju.

Muitos filmes e séries

A atriz integrou “As Five”, do Globoplay, além de “Notícias Populares”, “Ayô” e “Tarã” com Xuxa e Angêlica, em que interpretou a Guerreira Amina, integrante do povo das 9 Luas.

Sua filmografia também inclui diversos longas, entre eles “O Clube das Mulheres de Negócios” e “A Melhor Mãe do Mundo”, ambos de Anna Muylaert.

Entre seus trabalhos mais recentes estão dois filmes inéditos, “Eu Vou Ter Saudades de Você”, de Daniel Ribeiro, e “Lago dos Afogados”, em que interpretou a mãe de uma das vítimas de uma série de crimes contra mulheres.

Dublagem ampliou atuação artística

Clodd acumulava trabalhos como cantora, poetisa, escritora, narradora e dubladora.

Na dublagem, emprestou a voz a Nightbird, personagem de MJ Rodriguez em “Transformers: O Despertar das Feras”, e a Amy Gupta, vivida por Aneesh Sheth em “Vermelho, Branco e Sangue Azul”. Sua voz também aparece em “A Descoberta Perfeita”, “Problemista” e na animação “Iwájú”.

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