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Divulgação/Record TV

Etc|1 de agosto de 2026

Justiça reconhece assinatura falsa de Ana Hickmann em contrato milionário

Apresentadora foi retirada da cobrança, mas dívida permanece contra a empresa Hickmann Serviços


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Perícia afasta responsabilidade da apresentadora
2 O que aconteceu?
3 Que revelou a perícia grafotécnica?
4 Dívida continua sendo cobrada da empresa
5 Disputa começou após o fim do casamento
6 Outro contrato também tinha assinatura falsa
7 Aberto para posicionamentos

Perícia afasta responsabilidade da apresentadora

A Justiça de São Paulo reconheceu que a assinatura atribuída a Ana Hickmann em um contrato com o Banco do Brasil foi falsificada. Com a decisão, a apresentadora deixou de responder pessoalmente por uma cobrança de mais de R$ 1 milhão, mas a dívida permanece contra a empresa Hickmann Serviços.

O que aconteceu?

A sentença foi proferida na quarta (29/7) pela juíza Camila Sani Quinzani Malmegrin, da 4ª Vara Cível do Foro Regional da Lapa, em São Paulo. A informação foi revelada pelo colunista Lucas Pasin, do Metrópoles. Ainda cabe recurso.

O contrato foi firmado em setembro de 2022 para renegociar dívidas da Hickmann Serviços relacionadas a cheque especial e capital de giro. O crédito seria pago em 96 parcelas mensais.

Que revelou a perícia grafotécnica?

Ana negou ter assinado o documento e pediu uma perícia grafotécnica. Após comparar as assinaturas e rubricas com amostras autênticas da apresentadora, o perito concluiu que os traços foram produzidos por outra pessoa.

“Com elevado grau de certeza técnico-científica, conclui este perito pela inautenticidade das assinaturas e rubricas examinadas, sendo compatíveis com execução por punho escritor diverso”, afirma o laudo reproduzido na sentença.

Dívida continua sendo cobrada da empresa

O Banco do Brasil não contestou a conclusão da perícia. A instituição argumentou, no entanto, que a assinatura falsa afastaria apenas a responsabilidade pessoal de Ana, sem invalidar a obrigação assumida pela Hickmann Serviços.

Alexandre Correa, ex-marido da apresentadora e responsável pela administração dos negócios na época, também assinou o documento. Segundo a sentença, ele tinha poderes para representar sozinho a empresa.

A Justiça acolheu esse argumento e manteve a empresa na cobrança. Na prática, Ana deixou de responder como garantidora da operação, mas o contrato continuou válido para a companhia.

A decisão não identifica quem falsificou a assinatura nem atribui a adulteração a Alexandre.

Disputa começou após o fim do casamento

Ana e Alexandre ficaram juntos por cerca de 25 anos e administravam empresas ligadas à imagem da apresentadora. O relacionamento terminou em novembro de 2023, depois que ela o denunciou por violência doméstica. O empresário nega as acusações.

Desde a separação, os dois travam disputas judiciais relacionadas ao patrimônio, às empresas e às dívidas acumuladas durante o casamento.

Ana afirma que Alexandre controlava a administração financeira dos negócios e que empréstimos foram contratados sem seu conhecimento ou autorização. O empresário contesta as acusações sobre a gestão do patrimônio e também faz alegações contra a ex-mulher.

Outro contrato também tinha assinatura falsa

Esta não foi a primeira vez que uma perícia apontou a falsificação da assinatura de Ana Hickmann em um contrato com o Banco do Brasil.

Em outro processo, a instituição cobrava R$ 1.272.427,97 por uma cédula de crédito bancário firmada em 15 de setembro de 2022. A análise grafotécnica também concluiu que a apresentadora não havia assinado o documento.

Naquele caso, a Justiça encerrou toda a execução. O banco tentou transformar o processo em uma ação comum de cobrança, mas Ana recorreu.

Em abril de 2026, a 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo impediu a mudança e manteve o encerramento da execução por decisão unânime.

Os dois processos tratam de contratos diferentes, firmados com sete dias de intervalo. No caso mais recente, apenas Ana foi excluída da cobrança, que continua contra a Hickmann Serviços.

Aberto para posicionamentos

O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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