
Instagram/Paula Cardoso
Viúva de Anderson Leonardo cobra dinheiro do grupo Molejo
Paula Cardoso questiona divisão dos lucros do grupo e diz defender os direitos da filha Alice
Disputa por prestação de contas
Paula Cardoso, ex-mulher de Anderson Leonardo, passou a cobrar explicações do grupo Molejo sobre os valores destinados a Alice, uma das quatro herdeiras do cantor. Dois anos após a morte do vocalista, ela afirma que recebe apenas quantias definidas pelos integrantes e não tem acesso detalhado à prestação de contas.
Qual é a cobrança?
Em entrevista ao “Domingo Espetacular”, da Record, a empresária afirmou que sua intenção é garantir os direitos da filha. “Eu só recebo o que eles acham que é de direito mandar pra gente, pra me mandar. Eu só quero esclarecimento do que é de direito da minha filha”, reclamou Paula.
“Essa prestação de contas, segundo o que eu tenho, é feita através de uma assessoria, de um escritório, de uma produtora na qual eu não tenho conhecimento. Eu só quero transparência”, pediu.
Divisão dos lucros
Segundo Paula, Anderson recebia uma parcela maior dos ganhos por ocupar os vocais e ser dono da marca Molejo. Ela afirma que esse critério deixou de ser considerado após a morte do cantor.
“O Anderson hoje é um mero integrante do grupo, sendo que todos eles ali sabem que a cara era o Anderson, a voz era o Anderson… E hoje nós recebemos como se o Anderson fosse um funcionário normal, uma divisão igual. E o Molejo é do Anderson”, ressaltou.
A ex-mulher declarou que não recebe informações sobre a agenda de shows e alegou ter sido bloqueada pelos perfis do grupo nas redes sociais. “Eu tenho que perguntar a terceiros se está tendo show, se não está. E aí as pessoas, amigos próximos, me mandam. E é assim que a gente fica sabendo.”
Que diz Andrezinho?
Andrezinho, que assumiu os vocais depois da morte de Anderson, afirmou que a agenda do Molejo está disponível publicamente e disse que os integrantes também não têm acesso aos contratos.
“A página do Molejo está lá para todo mundo ver. Sobre as condições de contrato, isso também se refere a advogados. Se você perguntar pra gente, eu também não tenho acesso a contrato, eles [os outros integrantes] também não”, rebateu.
Por que o acordo mudou?
O músico negou que Anderson recebesse uma parcela maior por ser dono da marca. “Não era exatamente por isso. Como ele era o cantor, como ele estava mais à frente, vamos dizer assim, foi designada a condição de ele receber um pouco mais. Como agora já é dividido num contexto normal, entre todos nós, nós resolvemos levar essa condição de todo mundo receber igual”, explicou.
“Assim que o Anderson faleceu, nós tivemos uma reunião. Nessa reunião ficou acordado que o barco seria tocado normalmente. Isso não foi feito. Quinze dias depois, nós recebemos uma notificação extrajudicial deles [herdeiros] se desligando da empresa Molejo”, lembrou.
Andrezinho disse que a entrada dos advogados foi uma consequência desse impasse. “Partiu de lá o entendimento de que se colocaria os advogados para resolver. Então nós entendemos também que seria de bom tom nós colocarmos os nossos advogados para tentar conversar sobre as partes e tentar ficar da melhor forma possível para todo mundo”, respondeu.
Pedido para manter o grupo ativo
Andrezinho também afirmou que Anderson havia pedido aos colegas que mantivessem o grupo em atividade.
“Ele já foi passando pra gente essa determinação, esse fortalecimento de entendimento de que a gente precisava dar continuidade ao nosso trabalho, porque é o legado que construímos todos juntos.”
“A gente tentou fazer de uma forma que todo mundo ficasse bem. Com o entendimento de que o trabalho, dando continuidade, favorece a todos”, justificou.
Possível ação judicial
Paula afirmou que a disputa com o grupo prejudica a memória do ex-marido. “Para mim, é como se a memória dele tivesse sido rasgada. Só que não teve o que fazer”, lamentou.
“Eu quero é mais clareza nessa prestação de contas. Eu não posso ficar em dúvida, porque eu sou a voz da minha filha.”
O advogado Thiago Sena declarou que tentará obter os dados de forma amigável antes de recorrer à Justiça. “Nós vamos buscar de uma forma amigável que a produtora forneça os dados requisitados. E, caso haja uma negativa, vamos requerer judicialmente essa transparência”, afirmou.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.