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Ilustração/Gemini

Filme|14 de julho de 2026

Estados americanos processam para barrar fusão da Paramount com Warner

Ação de 12 governos estaduais dos EUA contesta concentração nas bilheterias e na distribuição de canais da TV paga

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Ação contesta concentração
2 Quais os riscos apontados?
3 Impacto nas bilheterias
4 Pressão sobre a TV paga
5 Que diz a Paramount?
6 Disputa com o streaming

Ação contesta concentração

Doze Estados americanos entraram com uma ação conjunta na segunda-feira (13/7) para impedir a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. O processo, apresentado por seus procuradores-gerais, representa o maior obstáculo enfrentado até agora pela fusão, já aprovada por órgãos reguladores de diferentes países, entre eles o Cade no Brasil, e apoiada pelo presidente Donald Trump.

Quais os riscos apontados?

Liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, o processo foi apresentado a um tribunal federal e sustenta que a operação reduziria a concorrência na distribuição de filmes aos cinemas e no licenciamento de canais básicos de TV paga.

Além da Califórnia, aderiram à ação Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.

“A fusão ilegal dessas duas gigantes do entretenimento levaria a preços mais altos, qualidade menor e menos conteúdo para cinema e televisão, prejudicando cinemas, operadoras de TV a cabo e, no fim, o público no sofá e nos assentos de cinema nos EUA”, declarou Bonta em comunicado.

Impacto nas bilheterias

Segundo a ação, Paramount e Warner Bros. respondem juntas por cerca de 27% da bilheteria dos cinemas americanos. A empresa formada pela fusão também controlaria mais de 30% dos filmes de grande orçamento lançados em ampla distribuição.

“Depois dessa fusão, para cada dólar gerado por filmes de grande lançamento nos cinemas e por canais básicos de TV a cabo no país, a empresa resultante da fusão embolsará mais de um quarto. Em resumo, essa fusão criaria um gigante da mídia”, afirma o processo.

Os procuradores alegam que o novo conglomerado poderia exigir uma parcela maior da receita dos exibidores, o que aumentaria os custos e reduziria a qualidade e a variedade dos lançamentos.

Pressão sobre a TV paga

A concentração de canais também preocupa os autores da ação diante da perda de assinantes da TV paga para as plataformas de streaming.

Com marcas de notícias, entretenimento, esportes e conteúdo infantil sob o mesmo controle, o grupo poderia cobrar mais das operadoras pelo licenciamento de seus pacotes.

“Uma distribuidora que rejeitasse as exigências da empresa correria o risco de perder, por exemplo, a CNN para telespectadores de notícias, a Nickelodeon e o Cartoon Network para famílias, HGTV e Food Network para o público de programas de estilo de vida, e a TNT e a TBS para telespectadores de esportes e entretenimento”, aponta o processo.

“Diante dessa ameaça, as distribuidoras provavelmente seriam forçadas a aceitar taxas mais altas para distribuir os canais básicos de TV a cabo do que aceitariam antes da fusão proposta. Essas taxas mais altas provavelmente seriam repassadas aos assinantes na forma de contas mensais mais caras.”

Que diz a Paramount?

A Paramount Skydance contestou os argumentos dos procuradores e afirmou que a ação interpreta de forma equivocada as leis de defesa da concorrência.

“O processo movido pelos procuradores-gerais estaduais, mesmo na melhor das hipóteses, reflete uma aplicação fundamentalmente falha das leis antitruste e está errado tanto nos fatos quanto na lei”, declarou um porta-voz.

“Defenderemos vigorosamente a transação e demonstraremos que essa contestação é incompatível com uma política de concorrência sólida e com a realidade competitiva do mercado de mídia. Adiar essa transação só prejudicará os trabalhadores do entretenimento que já sofreram nos últimos anos com a tecnologia, que impactou seus meios de subsistência e custou à Califórnia dezenas de milhares de empregos no setor.”

Disputa com o streaming

A Paramount argumenta que a união com a Warner Bros. Discovery aumentaria sua capacidade de enfrentar grupos com maior presença no streaming, como Netflix, Prime Video e Disney+.

A empresa também se comprometeu a lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas, em meio às preocupações do setor com a queda de público e o futuro da exibição cinematográfica.

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