
Divulgação/Main Street
Gravadora encerra contrato com Poze do Rodo após prisões
Mainstreet Records afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo e manterá compromissos já firmados
Fim da parceria
A Mainstreet Records anunciou nesta segunda-feira (20/7) o encerramento do contrato com Poze do Rodo. Segundo a gravadora, a decisão foi tomada “em comum acordo” com o cantor, que deixa de integrar o elenco da empresa após mais de cinco anos de parceria.
Que diz a Mainstreet?
A empresa informou que não participará mais da administração da carreira do funkeiro. “Ao longo da parceria, foram respeitadas as esferas de atuação e a autonomia próprias de cada parte. A partir desta data, a Mainstreet não exerce qualquer função de representação ou agenciamento do artista”, diz o comunicado.
A gravadora acrescentou que o fim do vínculo não cancela apresentações, contratos ou outras obrigações acertadas anteriormente. “O encerramento da parceria não altera os compromissos profissionais firmados anteriormente, que permanecem válidos e serão integralmente cumpridos, conforme as condições já acordadas”, completa a nota.
A Mainstreet não apresentou uma justificativa para a decisão nem relacionou o encerramento do contrato às investigações envolvendo o cantor, que já resultaram em prisões.
Quais foram as prisões do artista?
Poze foi preso pela primeira vez em 2019 durante um baile funk em Mato Grosso, autuado por apologia e incitação ao crime. A polícia encerrou a festa após encontrar dezenas de menores, bebidas alcoólicas e drogas no local.
Em novembro de 2024, ele foi foco da Operação Rifa Limpa, que investigava sorteios supostamente ilegais divulgados nas redes sociais. Sua então esposa Vivi Noronha apareceu como alvo inicial e a delegada afirmou que o nome de Poze surgiu durante a investigação. Na ocasião, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, mas o cantor não foi preso.
Em maio de 2025, porém, o cantor foi preso temporariamente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro numa investigação por suspeita de apologia ao crime e envolvimento com o Comando Vermelho. A defesa negou as acusações e afirmou que a apuração criminalizava a produção artística do cantor.
Que aconteceu na Operação Narco Fluxo?
Poze foi preso mais recentemente em 15 de abril deste ano durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Polícia Militar de São Paulo. A investigação apura um sistema de movimentação e ocultação de recursos por meio de operações financeiras, dinheiro em espécie e criptoativos.
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior. A operação cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito Estados e no Distrito Federal. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Poze aparece na investigação como suspeito de manter vínculos com empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos provenientes de rifas digitais e apostas.
Como ocorreu a soltura?
O artista deixou o Presídio Joaquim Ferreira, anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, em 14 de maio, após habeas corpus revogar a prisão preventiva mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Poze deve comparecer aos atos do processo e se apresentar mensalmente à Justiça. Ele também precisa comunicar mudanças de endereço, entregar o passaporte e não pode deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial.
Aberto para posicionamentos
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.