
Divulgação/Warner
Madonna lança “Confessions II” e recebe melhores críticas em 20 anos
Novo álbum da Rainha do Pop retoma a pista de dança com participações especiais e forte repercussão internacional
Retorno à pista de dança
Madonna lançou nesta sexta (3/7) “Confessions II”, sequência de “Confessions on a Dance Floor”, álbum de 2005 que marcou uma das fases mais celebradas de sua carreira. O novo trabalho chegou com recepção entusiasmada da crítica internacional, que passou a tratá-lo como seu disco mais forte em cerca de duas décadas.
O que a crítica disse?
A reação positiva apareceu quase como um mantra nas primeiras resenhas. A Variety cravou no título que “Confessions II” é “o melhor álbum de Madonna em décadas” e “domina as pistas de dança”. Já a Rolling Stone foi na mesma direção ao afirmar que a cantora “encontra um groove sem interrupções em seu melhor álbum em 20 anos”. A repetição também ecoou no jornal britânico The Independent, que disse a mesma coisa com outro sotaque, afirmando que álbum traz “as melhores músicas de Madonna em 20 anos”.
A NME também mostrou a mesma “criatividade” com elogios iguais. “Ao recorrer ao seu passado, tanto pessoal quanto musical, Madonna fez seu álbum mais vital em mais de duas décadas”, escreveu a publicação. A crítica ainda concluiu: “Esta grande dama ainda sabe como nos fazer dançar.”
Houve ressalvas?
Mesmo as avaliações menos eufóricas mantiveram o tom positivo. The Guardian deu quatro de cinco estrelas ao álbum e afirmou que, embora “não seja tão bom quanto ‘Confessions on a Dance Floor’”, o disco é “inequivocamente o melhor álbum de Madonna desde ‘Confessions on a Dance Floor’”.
O jornal ainda apontou que o resultado “será mais do que suficiente para seus fãs” e talvez até “traga de volta alguns apóstatas”, ao definir o álbum como “uma acomodação com seu passado que promete para seu futuro”.
Outro jornal britânico, The Times, também apontou imperfeições, mas destacou a força dos melhores momentos. “Confessions II não é um álbum perfeito”, escreveu o jornal, antes de acrescentar que “os pontos altos são fantásticos — e surpreendentemente profundos”.
O Financial Times seguiu a mesma linha ao observar que “nada alcança o auge de ‘Hung Up’”, single de “Confessions on a Dance Floor” construído sobre sample do ABBA. Ainda assim, a publicação elogiou “Danceteria”, faixa descrita como “uma homenagem brilhantemente imaginada à cena clubber de Nova York da qual Madonna emergiu nos anos 1980”.
O Financial Times também fez uma comparação direta com o disco de 2005. Para a publicação, “nada alcança o auge de ‘Hung Up’”, o hit com sample do ABBA, mas “Danceteria” chega perto ao prestar “uma homenagem brilhantemente imaginada” à cena noturna de Nova York dos anos 1980.
Disco mistura memória e catarse
Madonna voltou a trabalhar com Stuart Price, produtor de “Confessions on a Dance Floor”, para criar um álbum que olha para o passado sem soar apenas nostálgico. A nova obra transforma a pista de dança em espaço de cura, desabafo e encontro coletivo, em meio a um presente de ansiedade digital e excesso de exposição.
A sonoridade combina house, disco, rave e pop eletrônico, com samples e interpolações que reforçam o diálogo com a cultura clubber. A ideia não é apenas retomar a estética de 2005, mas reposicionar aquela energia em outro momento da vida da cantora.
As letras também ampliam o alcance emocional do projeto. Entre batidas contínuas e atmosferas noturnas, Madonna canta sobre amor, trauma, perda, culpa e reconstrução.
Danceteria inspira universo visual
O imaginário do álbum faz referência direta à Danceteria, boate de Nova York que teve papel importante no início da carreira de Madonna nos anos 1980. A casa noturna aparece como símbolo de formação artística, liberdade e invenção de identidade.
Essa relação com a noite nova-iorquina atravessa tanto o som quanto a estética do projeto. Em vez de tratar a pista apenas como cenário de festa, “Confessions II” a transforma em lugar de memória, resistência e renascimento.
Quem participa do álbum?
A principal colaboração do disco é “Bring Your Love”, parceria com Sabrina Carpenter. A faixa foi apresentada de surpresa no Coachella 2026, em 17 de abril, durante o show de Sabrina, e chegou às plataformas 13 dias depois.
A música rapidamente alcançou o 1º lugar da UK Club Chart, parada de clubes do Reino Unido, reforçando o diálogo entre Madonna e uma geração mais jovem do pop.
O álbum também traz Lola Leon, filha da cantora, em “The Test”, composição assinada pelas duas. Martin Garrix participa de “Bizzare”, Stromae aparece em “My Sins Are My Savior” e Feid entra em “Read My Lips”, faixa que acrescenta elementos latinos ao repertório.
Madonna troca clipes por filme conceitual
Em vez de lançar videoclipes tradicionais para cada faixa, Madonna apostou em uma obra visual única. “CONFESSIONS II – O Filme” é um curta conceitual de mais de 10 minutos dirigido pelo duo TORSO.
A produção estreou em 5 de junho na 25ª edição do Festival de Cinema de Tribeca e já está disponível no YouTube. O filme mistura música, moda e vida noturna para expandir o universo do álbum, com participações de astros e celebridades como Kate Moss, Sabrina Carpenter, Benedict Cumberbatch, Feid, Arca, Shygirl, Honey Dijon, Richard E. Grant, Cole Palmer e Lola Leon.
A Dolce&Gabbana assina todo o figurino do projeto, incluindo os cerca de 250 figurantes usados nas cenas.
Mas isso não encerra a fase visual do projeto. Após o filme, Madonna lançou o clipe oficial de “Bring Your Love”, expandindo as cenas apresentadas no curta, e deve fazer o mesmo com outras faixas.
Lançamento chega em vários formatos
“Confessions II” já está disponível nas plataformas de streaming e em edições físicas.
O LP deluxe inclui o repertório completo, com músicas como “My Sins Are My Savior”, “Betrayal”, “The Test” e “L.E.S. Girl”. O lançamento também ganhou edição em fita cassete, além dos formatos físicos tradicionais.
A versão digital reúne 16 músicas. Já as edições padrão em CD e vinil trazem 12 faixas.