
Divulgação/Globo
Luis Roberto detalha tratamento contra câncer que o tirou da Copa
Narrador da Globo falou no “Domingão com Huck” sobre diagnóstico, radioterapia, quimioterapia e afastamento do Mundial
Tratamento longe das cabines
Luis Roberto detalhou neste domingo (5/7) o tratamento contra o câncer que o afastou da cobertura da Copa do Mundo 2026. Principal narrador da Globo, o jornalista participou do “Domingão com Huck” e falou sobre o diagnóstico, a rotina médica e a decisão de priorizar a saúde em vez de viajar para o Mundial.
Como Luis Roberto descobriu a doença?
Luis Roberto se preparava havia mais de três anos para narrar a Copa quando um exame de rotina mudou seus planos. Ele descobriu uma neoplasia cervical dois meses antes do Mundial e precisou deixar a cobertura para iniciar o tratamento.
No bate-papo com Luciano Huck, o jornalista explicou que a doença exigiu uma decisão imediata. O projeto profissional ficou em segundo plano diante da necessidade de preservar a vida.
O que ele disse?
“Cada um de nós pode passar por um desafio desse, de ter pela frente, de repente, num exame de rotina, descobrir que você tem um câncer e ter que correr para fazer um tratamento. E um tratamento que é pesado, são 33 sessões de radioterapia, sete de quimioterapia, nesses últimos dois meses. E há dois meses da Copa do Mundo, num projeto que nós desenvolvemos juntos aqui […] você tem que saber que não dá, que tem que priorizar a tua saúde, priorizar continuar vivo”, afirmou.
A fala marcou uma das primeiras aparições públicas do narrador desde o afastamento das transmissões. Ao lado de Luciano Huck, ele tratou o período como uma interrupção dura, mas necessária.
Globo deu suporte ao narrador
Luis Roberto também agradeceu à Globo pelo apoio recebido desde o diagnóstico. Prestes a completar 28 anos na emissora, ele destacou a relação construída com a empresa e disse que se sentiu amparado durante todo o processo.
“Eu primeiro agradeço a Globo, que não solta da mão da gente em nenhum momento. São anos nessa casa, anos de aprendizado, de parceria, de reinvenção”, declarou.
Carinho do público virou força
A rede de apoio apareceu como outro ponto central do relato. Família, amigos e espectadores ajudaram o narrador a atravessar os meses de tratamento longe das cabines, em um momento em que a saúde mental passou a ter peso tão importante quanto a rotina médica.
“Foi uma avalanche de carinho, com energia. […] Os milhares, milhões de pessoas, um movimento incrível de solidariedade que te dá força mental e saúde mental. Para encarar um desafio desse na vida, é importante estar forte, porque a saúde mental conta”, disse.