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Fiuk vira réu por perturbação do sossego em condomínio
Vizinhos acusam músico de acelerar carros barulhentos durante a madrugada em Alphaville
Denúncia é aceita pela Justiça
O cantor Fiuk tornou-se réu em uma ação penal por perturbação do sossego depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu uma denúncia do Ministério Público de São Paulo. O músico de 35 anos nega que tenha provocado os incômodos relatados pelos moradores.
Que reclamações foram apresentadas?
Vizinhos de um condomínio de Alphaville, em Barueri, afirmam que Fiuk liga e acelera carros esportivos de forma ruidosa em diferentes horários, inclusive durante a madrugada.
O ex-BBB também é acusado de alterar o escapamento de outros veículos para aumentar o barulho. Os relatos constam de boletins de ocorrência e depoimentos obtidos pelo Splash.
Moradora relata fumaça e ruídos
Uma vizinha classificou a situação como “insustentável” em um boletim de ocorrência registrado em abril. Ela afirmou que os cachorros da família latem com frequência por causa do som dos veículos.
Segundo o depoimento, a fumaça dos carros também entra em sua casa e incomoda sua irmã, que tem asma. A moradora declarou que já acionou a Polícia Militar e apresentou reclamações na portaria do condomínio.
Outros depoimentos prestados em março e abril acusam Fiuk de acelerar os carros “sem se incomodar com os vizinhos”. Um frequentador do condomínio afirmou ter presenciado o comportamento e descreveu o músico como uma pessoa de “postura áspera” no único contato direto entre os dois.
Prestador de serviço relata discussão
A denúncia também reúne o depoimento de um funcionário que trabalhava no condomínio. Ele afirmou que ligou uma serra às 8h, dentro do horário permitido pelas regras do local.
Fiuk teria aparecido na varanda e, em “tom exaltado”, ordenado que o equipamento fosse desligado. Segundo o prestador, o episódio causou constrangimento e atrasou o serviço.
Como Fiuk respondeu às acusações?
Em depoimento prestado em abril, Fiuk declarou que “não tem ligado seus carros com frequência”. Ele afirmou que, quando precisava usar os veículos, só fazia isso depois das 10h.
O músico também disse que procurava “limitar os ruídos” e que havia deixado de realizar reuniões e festas em casa “para que outras situações envolvendo reclamações sobre sua rotina não voltem a acontecer”.
Sua defesa divulgou uma nota para negar que ele tivesse a intenção de perturbar os moradores. “A assessoria jurídica reafirma que Fiuk respeita seus vizinhos, não tem a intenção de causar incômodo a ninguém e permanece comprometido com uma convivência responsável e harmoniosa, confiando no esclarecimento dos fatos pela Justiça e na restauração da boa convivência entre todos”, afirmou.
Por que o músico recusou um acordo?
O Ministério Público apresentou em junho uma proposta de transação penal que permitiria o encerramento do caso mediante prestação de serviços à comunidade ou pagamento de meio salário mínimo a uma entidade.
Fiuk rejeitou o acordo por sustentar que é inocente.
“Fiuk nega a acusação e, por essa razão, optou por não aceitar a proposta de transação penal, a fim de exercer plenamente seu direito de defesa e permitir que os fatos sejam esclarecidos pela Justiça com base nas provas produzidas no processo”, declarou a defesa.
Os advogados também pediram o encaminhamento do conflito à Justiça Restaurativa, modelo que busca promover o diálogo entre os envolvidos, identificar os danos e discutir possíveis formas de reparação. A adoção do procedimento não encerra automaticamente o processo nem significa absolvição.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.