
Divulgação/Paramount
“Todo Mundo em Pânico 6” derrota “Mestres do Universo” nos EUA
Paródia de filmes de terror estreia no topo com faturamento 42% maior que o da fantasia colorida do He-Man
Rindo à toa do pânico dos outros
Mais de uma década desde o último lançamento da franquia, “Todo Mundo em Pânico 6” provou a força da marca ao garantir o 1º lugar nas bilheterias da América do Norte no fim de semana. A comédia arrecadou estimados US$ 55 milhões em sua estreia no mercado doméstico (EUA e Canadá).
Os números do líder
Dirigida por Michael Tiddes, a paródia de filmes de terror traz de volta as estrelas originais da franquia, Anna Faris e Regina Hall, fazendo piada com clichês do terror, cultura pop e eventos atuais. Produzido pela Paramount em associação com o estúdio original Miramax, este é o sexto longa da série, mas o primeiro em mais de duas décadas a contar com a participação de seus criadores originais, os irmãos Wayans.
Além dos US$ 55 milhões na estreia doméstica, “Todo Mundo em Pânico 6” faturou US$ 50,5 milhões no mercado internacional em mais de 50 territórios, totalizando uma arrecadação global de US$ 105,5 milhões. A crítica considerou que a sequência manteve o nível dos títulos anterior. Com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes, preservou a tradição de ser malvista pela imprensa. O público concordou, com uma avaliação C+ no CinemaScore, o que tende a render queda de arrecadação nos próximos dias.
Os espectadores dividiram-se de forma equilibrada entre homens (55%) e mulheres (45%), mas foram majoritariamente jovens, com 62% dos compradores de ingressos abaixo dos 30 anos nos Estados Unidos. Detalhe: o filme foi lançado com classificação R, não indicado para menores.
He-Man vive de nostalgia
A segunda posição ficou com a outra estreia do fim de semana. “Mestres do Universo” arrecadou US$ 29,3 milhões na bilheteria doméstica, quase 42% a menos que a comédia. O filme do He-Man somou mais US$ 25 milhões em cerca de 80 territórios internacionais, alcançando uma abertura global de US$ 54 milhões. Ou seja, nem toda sua arrecadação mundial foi maior que a estreia doméstica do rival.
A produção da Amazon e da Mattel Films definitivamente não repete o desempenho de “Barbie” (2023). O longa é estrelado por Nicholas Galitzine como o Príncipe Adam/He-Man, o querido personagem de animação dos anos 1980 que nasceu como brinquedo e virou desenho animado, e que no cinema continua lutando para libertar Eternia da tirania de Esqueleto.
Com 67% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes e nota B do público no CinemaScore, o projeto atraiu homens mais velhos aos cinemas norte-americanos. Exibido em 3.677 salas nos EUA e Canadá, a audiência foi predominantemente masculina (66% contra 34% de mulheres). Em um aceno de nostalgia à série animada original de “He-Man e os Mestres do Universo”, exibida entre 1983 e 1985 e mantida por anos em reprise, a maior faixa demográfica do fim de semana foi caracterizada por adultos entre 45 e 54 anos, representando 29% do público.
Terror segue impressionando
Na sequência do ranking aparecem duas produções de terror que já haviam quebrado recordes históricos de bilheteria na semana passada. “Backrooms: Um Não Lugar”, da A24, ficou na terceira posição com US$ 25,9 milhões, seguido de perto por “Obsessão” 2026, da Focus Features, com US$ 25,6 milhões.
“Backrooms: Um Não Lugar”, baseado na série viral de curtas do YouTube do diretor Kane Parsons, registrou uma queda de 70% na venda de ingressos na bilheteria doméstica em relação ao período anterior. Mesmo assim, o longa continua impressionando ao quebrar um novo recorde como o maior sucesso de bilheteria da história do estúdio A24, superando “Marty Supreme”, estrelado por Timothée Chalamet. Globalmente, o filme acumula atualmente US$ 212 milhões.
Já “Obsessão”, suspense de terror de outro youtuber, Curry Barker, sobre um homem que deseja que sua paixão corresponda aos seus sentimentos, o que resulta em consequências desastrosas, mantém sua inacreditável estabilidade ao cair apenas 7% na comparação semana a semana. O desempenho reflete o recorde histórico alcançado na semana anterior, como o primeiro filme fora do período de Natal desde “E.T.: O Extraterrestre” (1982) a registrar um segundo e um terceiro fim de semana maiores do que o de estreia. O longa atingiu US$ 152 milhões acumulados no mercado doméstico e ultrapassou a marca de US$ 200 milhões na bilheteria global neste fim de semana, sustentando o posto de título de maior faturamento da história da Focus Features.
Outros destaques
A quinta colocação ficou com “The Amazing Digital Circus: O Último Ato”, da Fathom Entertainment, que levou aos cinemas a websérie australiana cult voltada para o público adulto. A produção faturou US$ 19,5 milhões em 2.200 salas.
Entre os títulos que seguem em cartaz, “O Mandaloriano e Grogu”, da franquia “Star Wars”, caiu para a sexta posição com US$ 10 milhões na bilheteria doméstica, chegando a um total acumulado de US$ 155,8 milhões no mercado interno e US$ 293,6 milhões globais até o momento.
Em sétimo lugar ficou a cinebiografia de Michael Jackson, “Michael”, com uma arrecadação estimada em US$ 7,7 milhões no fim de semana. Em sua sétima semana de exibição, o longa acumula US$ 354 milhões no mercado doméstico e a expectativa é que se torne o título de maior bilheteria de todos os tempos do estúdio Lionsgate.