
Divulgação/Universal
“Dia D”, volta de Steven Spielberg à sci-fi, lidera bilheteria dos EUA
Ficção sobre ovnis estreia acima das projeções em verão marcado por sucessos de terror da geração Z
Estreia acima das projeções
“Dia D”, a volta de Steven Spielberg ao gênero sci-fi, estreou no topo das bilheterias americanas com US$ 44 milhões arrecadados em 3.824 cinemas. O resultado ficou acima das projeções de US$ 35 milhões, mas abaixo dos US$ 50 milhões que estúdios rivais apontavam como ideal para uma produção de seu porte.
Aposta de alto orçamento
A ficção sobre ovnis custou US$ 115 milhões para ser produzida e gastou outros US$ 80 milhões em marketing. As críticas são positivas, com 81% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas a recepção do público foi mais dividida, com nota “B” no CinemaScore.
No exterior, “Dia D” arrecadou US$ 48,9 milhões em 73 mercados. A largada global foi de US$ 92,9 milhões.
Spielberg reencontra o blockbuster
O filme marca o retorno de Spielberg ao cinema-pipoca oito anos depois de “Jogador Nº 1” (2018), que estreou com US$ 41 milhões nos EUA e encerrou sua carreira com US$ 137 milhões no mercado doméstico e US$ 607 milhões no mundo.
O diretor ajudou a criar a temporada de blockbusters de verão com “Tubarão” (1975) e se tornou o cineasta mais comercial da história com títulos como “E.T. – O Extraterrestre”, “Os Caçadores da Arca Perdida” e “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros”. Nos últimos anos, porém, vinha se concentrando em produções de prestígio como “The Post: A Guerra Secreta”, “Amor, Sublime Amor” e “Os Fabelmans”, que o afastou do grande público.
O perfil dos espectadores de “Dia D” refletiu esse histórico: 60% das vendas de ingressos nos EUA foram feitas por pessoas com 35 anos ou mais, que celebraram a volta do mestre ao gênero que o popularizou.
Terror jovem segue forte
“Obsessão”, fenômeno do jovem youtuber Curry Barker, arrecadou US$ 19 milhões em seu 5º fim de semana, numa queda de apenas 25% em relação ao corte anterior. O filme já soma quatro fins de semana consecutivos acima da estreia de US$ 17,2 milhões, rendendo US$ 188,3 milhões nos EUA e US$ 265 milhões no mundo. É a maior arrecadação da história do estúdio Focus, uma subdivisão da Universal para produções de menor orçamento.
“Backrooms: Um Não-Lugar”, de um youtuber ainda mais jovem, Kane Parsons, que completa 21 anos nesta semana, ficou em 4º lugar com US$ 12 milhões em seu 3º fim de semana. A produção acumula US$ 160 milhões nos EUA e US$ 262 milhões no mundo, superando “Marty Supreme” como a maior bilheteria da história da A24.
Franquias despencam
“Todo Mundo em Pânico 6” caiu para a 3ª posição em sua segunda semana de exibição, com US$ 14,5 milhões em 3.504 cinemas. A queda foi de 70%, mas a comédia de terror já soma US$ 84,5 milhões nos EUA e US$ 173,1 milhões no mundo, contra um orçamento de apenas US$ 30 milhões.
“Mestres do Universo” teve queda semelhante em sua segunda semana, desabando para o 5º lugar com US$ 8,6 milhões. O filme do He-Man, produzido pela Amazon MGM, soma US$ 45,7 milhões nos EUA e US$ 84 milhões no mundo. Entretanto, sua produção custou quase US$ 200 milhões, transformando-o num dos maiores fracassos financeiros de 2026.
“O Mandaloriano e Grogu” também segue abaixo das expectativas. Em 6º lugar no ranking, o filme de “Star Wars” arrecadou US$ 4,7 milhões em seu 4º fim de semana e chegou a US$ 165 milhões nos EUA e US$ 315 milhões no mundo, diante de um custo de US$ 165 milhões.