PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|1 de junho de 2026

Polícia inicia operação contra produtora de “Dark Horse”

Investigação apura suspeita de fraude em acordo de wi-fi entre a Prefeitura de São Paulo e instituto presidido por Karina Ferreira da Gama


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Operação apura contrato de wi-fi
2 Qual é a suspeita investigada?
3 Polícia aponta falta de experiência no setor
4 Entrega parcial entrou na mira
5 O que os investigadores dizem sobre os repasses?
6 Como o filme se conecta ao Banco Master?
7 Prefeitura nega irregularidades
8 Gestão Nunes defende valor do contrato
9 Ricardo Nunes defende Karina
10 Prefeito fala em perseguição política

Operação apura contrato de wi-fi

A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (1/6) uma operação para investigar suspeitas de fraude em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama. Ela também é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

Qual é a suspeita investigada?

A investigação apura se recursos do contrato público para instalação de pontos de wi-fi em comunidades periféricas da capital paulista foram desviados para custear parte da produção do longa. O caso é diferente da apuração federal sobre Daniel Vorcaro, Banco Master e repasses privados atribuídos ao financiamento de “Dark Horse”.

A Operação Wi-Fi aponta que a Prefeitura teria contratado o ICB por valores superiores aos parâmetros de mercado. Segundo a investigação, a empresa municipal Prodam cobrava R$ 306 por ponto, além de R$ 200 mensais de manutenção. Já o acordo com o instituto previa R$ 1.800 fixos por ponto.

Polícia aponta falta de experiência no setor

A Polícia Civil também questiona a capacidade técnica do Instituto Conhecer Brasil para executar o contrato. Segundo a apuração, o chamamento público teve apenas a participação do ICB, entidade sem experiência anterior no setor de telecomunicações.

A atuação registrada do instituto, de acordo com a investigação, estava concentrada em feiras de livros e eventos religiosos. Esse ponto é usado pelos investigadores para sustentar a suspeita de direcionamento ou irregularidade na contratação.

Entrega parcial entrou na mira

Outro ponto citado pela polícia envolve o descumprimento de metas previstas no contrato. A entidade teria instalado 3.200 dos 5.000 pontos inicialmente previstos. Para os investigadores, a demora na execução teria sido contornada por meio de três termos aditivos assinados em intervalos curtos.

A suspeita investigada é que o pagamento tenha considerado o total contratado, embora parte dos pontos previstos não tenha sido entregue. A polícia também aponta antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação.

O que os investigadores dizem sobre os repasses?

Segundo a apuração, foram identificados pagamentos relativos a 3.200 pontos em um período no qual apenas seis estariam em funcionamento. As autoridades investigam se parte dos valores foi transferida para a Go Up Entertainment Ltda., empresa controlada por Karina Ferreira da Gama.

A suspeita da Polícia Civil é que recursos do contrato municipal possam ter subsidiado despesas de “Dark Horse”. A investigação ainda está em andamento e não representa conclusão judicial sobre os fatos.

Como o filme se conecta ao Banco Master?

“Dark Horse” também aparece em outra frente de investigação, ligada ao Banco Master. O filme passou a ser citado no caso após a revelação de que Flávio Bolsonaro (PL) pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção.

Segundo material publicado pelo Intercept Brasil, ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados por uma empresa ligada ao Banco Master ao filme sobre Jair Bolsonaro, por meio de um fundo de investimentos no Texas, nos Estados Unidos, onde vive Eduardo Bolsonaro (PL). Flávio e Eduardo negam irregularidades no financiamento da produção.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota enviada ao Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo afirmou que colabora com as investigações e permanece à disposição das autoridades. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) declarou que “Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido encaminhado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município”.

A administração municipal também contestou a suspeita de pagamento por 5.000 pontos. “A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade”, afirmou.

Gestão Nunes defende valor do contrato

A Prefeitura disse ainda que o custo estimado da parceria com o instituto para 2026 é de R$ 1.280 por ponto ao mês. Segundo a gestão, o valor seria menor que propostas recebidas em 2022, que teriam variado entre R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14 por ponto ao mês.

A nota também afirma que a contratação do ICB “seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”. A Prefeitura acrescentou: “Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais”.

Ricardo Nunes defende Karina

O prefeito Ricardo Nunes também comentou a operação e defendeu Karina Ferreira da Gama, alvo de mandado de busca e apreensão. “Eu acho [que Karina é] uma pessoa decente, uma mulher trabalhadora. Uma mulher que, como qualquer outra, está batalhando, e que conhece o Bolsonaro, então está passando por isso”, afirmou a jornalistas.

Nunes disse ter conhecido Karina no evento “Expo Cristã”, mas negou manter contato com a empresária. O prefeito também negou que tenha havido uso de verba municipal na produção de “Dark Horse”.

Prefeito fala em perseguição política

O prefeito afirmou que seria “perseguição política” se a operação tiver sido motivada pela ligação de Karina com a produtora do filme sobre Jair Bolsonaro. “Estão indo atrás de um contrato com a Prefeitura de 2024 por causa do filme? Aí é grave, é perseguição política”, declarou.

Nunes também comparou a situação de Karina à própria atuação em diferentes áreas. “Eu tenho empresa de embalagem, tenho fazenda, tenho várias atividades, e eu sou prefeito. Qual o problema da pessoa ter várias atividades? Se é essa a motivação [a relação de Karina com o filme], aí eu acho grave.”

O prefeito disse que equipes da Prefeitura não identificaram irregularidades no processo de contratação do ICB. Ainda assim, segundo ele, caso a Polícia Civil aponte problemas, a gestão municipal irá “agir de forma rigorosa”.

Mais Pipoca


Polícia mira produtora de “Dark Horse”

Mensagens ligam Eduardo Bolsonaro a recursos de “Dark Horse”

Diretor do filme de Olavo Carvalho diz que “Dark Horse” “deu m*rda”

Produtora admite que Vorcaro viabilizou mais de 90% de “Dark Horse”

Pipoca Moderna

Acompanhe Pipoca Moderna (pipocamoderna.com.br) para mais notícias de entretenimento.

@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie