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Facebook/Bispo Edir Macedo

Etc|23 de junho de 2026

Dono da Record é alvo da PF em operação contra banco Digimais

Operação Miragem apura suspeita de fraude no banco de Edir Macedo e bloqueia até R$ 670 milhões


Pipoque pelo Texto ocultar
1 Operação mira banco de Edir Macedo
2 O que a PF fez?
3 Qual é a suspeita?
4 Comparação com o Banco Master
5 PF apura patrimônio inflado
6 Banco virou digital em 2020
7 Consignado para servidores na mira política
8 Banco ainda não se manifestou

Operação mira banco de Edir Macedo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (23/6) a Operação Miragem, que apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional no Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record. Segundo o UOL, Edir Macedo aparece entre os investigados no contexto da posição de controlador do Digimais.

O que a PF fez?

A Justiça Federal em São Paulo expediu nove mandados de busca e apreensão contra empresas e pessoas físicas ligadas ao caso. A decisão também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.

Mais de 50 policiais federais participaram da operação. Macedo não foi alvo de buscas por residir fora do Brasil.

Qual é a suspeita?

De acordo com informações da PF divulgadas pela Agência Brasil e pela CNN, a investigação é baseada em relatórios do Banco Central e aponta indícios de manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios.

A suspeita é que os investigados tenham usado esses mecanismos para esconder a real situação financeira do banco, aparentar solvência perante órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Comparação com o Banco Master

Segundo representação da PF obtida pelo UOL, o Digimais teria adotado “práticas financeiras temerárias e estreitamente análogas às do extinto Banco Master”.

A investigação aponta suspeitas de superavaliação de ativos, manutenção de valores sem lastro econômico adequado nos balanços e operações internas envolvendo empresas e fundos ligados à estrutura financeira investigada.

Uma das apurações trata do registro de ativos de baixo valor por cifras milionárias.

PF apura patrimônio inflado

Os investigadores apuram se o banco ligado a Edir Macedo inflou artificialmente seu patrimônio. As suspeitas incluem manipulação de balanços, supervalorização de ativos e geração artificial de receitas para mascarar a situação econômico-financeira da instituição.

A PF afirma que as manobras teriam servido para permitir novas captações no mercado. A apuração mira o Banco Digimais, sua controladora, fundos de investimento, securitizadora, gestora, corretora e pessoas físicas ligadas à administração ou à estruturação das operações.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.

Banco virou digital em 2020

O Digimais foi fundado em 1981 como Banco Renner. Edir Macedo era acionista minoritário desde 2009 e passou a controlar integralmente a instituição em 2020, quando ela se tornou um banco digital.

Atualmente, o foco do Digimais está em operações de crédito, especialmente financiamento de veículos e crédito consignado.

Consignado para servidores na mira política

O caso também abriu uma frente política. Em coluna no UOL, Leonardo Sakamoto apontou que o Banco Digimais foi autorizado pelo governo de São Paulo, administrado por Tarcísio de Freitas, do Republicanos, a operar empréstimos consignados para policiais militares. O Republicanos é o partido ligado à Igreja Universal. A Prefeitura de São Paulo, administrada por Ricardo Nunes, ainda autorizou o banco a oferecer crédito consignado com desconto em folha para servidores municipais.

O paralelo com o Banco Master aparece na exposição de estruturas públicas a instituições financeiras sob suspeita ou fragilidade. No caso do banco de Daniel Vorcaro, a PF investigou aplicações do RioPrevidência, fundo dos servidores do Rio de Janeiro, em ativos ligados ao Master durante o governo de Cláudio Castro, do PL. Reportagens apontam quase R$ 3 bilhões em exposição do fundo previdenciário, somando aplicações em fundos e letras financeiras. As letras financeiras, diferentemente de depósitos cobertos pelo FGC, não tinham a proteção do fundo garantidor.

“Na prática, ao escancarar as portas do funcionalismo paulista para uma instituição que já respirava por aparelhos, Tarcísio e Nunes transformaram o contracheque de servidores em uma tentativa de boia de salvação para um projeto insustentável”, escreveu o colunista.

Banco ainda não se manifestou

Até a publicação das primeiras reportagens sobre a Operação Miragem, o Banco Digimais e os investigados ainda não haviam se pronunciado publicamente sobre o caso.

O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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