
Instagram/Red Hot Chili Peppers
Red Hot Chili Peppers vende catálogo de gravações por US$ 300 milhões
Acordo milionário com a Warner Music envolve as "masters" de 13 álbuns de estúdio, incluindo clássicos como "Blood Sugar Sex Magik"
Warner assume as gravações originais
O Red Hot Chili Peppers fechou um dos maiores acordos recentes da indústria da música ao vender seu catálogo de gravações para a Warner Music Group por mais de US$ 300 milhões. A negociação envolve as chamadas “masters”, ou seja, os direitos sobre as gravações originais das músicas. A partir de agora, a Warner passa a controlar os lucros obtidos com streaming, execuções em rádio, vendas e licenciamentos para produções audiovisuais e publicitárias.
Até então, esses direitos pertenciam aos próprios integrantes do grupo. A compra foi realizada por meio de uma parceria financeira entre a Warner Music e a empresa de investimentos Bain Capital, que criaram um fundo bilionário voltado especificamente à aquisição de catálogos de artistas consagrados.
Histórico de sucesso e negócios
O repertório fonográfico da banda reúne 13 álbuns de estúdio e gera aproximadamente US$ 26 milhões anuais. A parceria com a Warner é antiga: os nove discos mais recentes foram lançados pelo selo, uma relação iniciada em 1991 com o clássico “Blood Sugar Sex Magik” (1991). O sucesso do grupo foi reforçado recentemente pelos lançamentos de “Unlimited Love” (2022) e “Return of the Dream Canteen” (2022), que atingiram o topo das paradas internacionais.
Esta não é a primeira movimentação financeira do grupo em relação a seu repertório. Em 2021, o Red Hot Chili Peppers já havia vendido seus direitos autorais de publicação para o Hipgnosis Songs Fund (atual Recognition Music Group) por cerca de US$ 150 milhões.
Tendência global entre artistas veteranos
A venda de catálogos tornou-se uma tendência dominante na indústria fonográfica, impulsionada pela estabilidade de receita do streaming. Com este acordo, o Red Hot Chili Peppers se junta a uma lista crescente de artistas consagrados que negociaram suas obras, como Bruce Springsteen, Bob Dylan, Stevie Nicks, Neil Young e, mais recentemente, Britney Spears e a banda Slipknot.