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Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|20 de maio de 2026

Produtora de filme sobre Bolsonaro nunca realizou nenhuma outra obra

Go Up Entertainment e outras empresas de Karina Ferreira da Gama acumulam histórico sem produções e enfrentam suspensões

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Ancine aponta ausência de projetos
2 Como a produtora entrou no negócio?
3 Empresa foi registrada após verba do filme
4 Filme mais caro do Brasil
5 Registros suspensos
6 Problemas legais de “Dark Horse”
7 Ações no TSE e no STF
8 Aberto para posicionamentos

Ancine aponta ausência de projetos

A Go Up Entertainment, produtora cinematográfica responsável pelo polêmico filme “Dark Horse”, nunca lançou nenhuma produção audiovisual no Brasil ou no mercado internacional. Um levantamento oficial realizado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a pedido da colunista Malu Gaspar, de O Globo, revelou que tanto a Go Up quanto as outras duas organizações de propriedade de Karina Ferreira da Gama — a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil — não possuem nenhum registro de obra concluída em cinema, TV aberta ou TV fechada no território nacional.

Como a produtora entrou no negócio?

Segundo Malu Gaspar, a inclusão de Karina na cinebiografia que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro teria ocorrido por intermédio do deputado federal Mario Frias (PL-SP), responsável pela assinatura do roteiro.

O projeto audiovisual transformou-se no epicentro de uma crise política após denúncias jornalísticas do portal Intercept Brasil revelarem que o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), captou R$ 61 milhões junto ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os recursos teriam sido direcionados a um fundo gerido pelo advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro no Texas, levantando a suspeita de que a quantia estaria financiando o autoexílio do deputado nos Estados Unidos. Eduardo e Flávio negam.

Empresa foi registrada após verba do filme

As revelações cadastrais da Ancine corroboram a tese de que a Go Up Entertainment foi constituída especificamente para receber os aportes do projeto político. A empresa teve o seu registro inicial validado em 9 de julho de 2025. Embora a proprietária negue irregularidades, o contrato social arquivado na Junta Comercial de São Paulo aponta uma alteração em suas atividades econômicas em junho de 2025.

Karina reconheceu publicamente que os repasses financeiros para a pré-produção de “Dark Horse” (2025) começaram a ser compensados em março de 2025, oriundos do fundo internacional mantido pelo advogado Paulo Calixto nos Estados Unidos. A regularização da produtora perante a Receita Federal e a Ancine só aconteceu nos meses seguintes à entrada do capital estrangeiro.

Filme mais caro do Brasil

De acordo com as informações prestadas pela empresária, as etapas de filmagem e pós-produção do longa já consumiram cerca de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 65,7 milhões na cotação atual). O montante milionário gerou forte estranhamento e desconfiança entre os profissionais do mercado de cinema brasileiro, uma vez que supera com folga os orçamentos das maiores produções do cinema brasileiro. A justificativa dos envolvidos é que se trata de um “projeto internacional” e, portanto, barato para os padrões de Hollywood.

Especialistas do setor consultados pela colunista do jornal carioca classificaram o valor como injustificável para o padrão do projeto, apontando que o protagonista escalado, o ator americano Jim Caviezel, é considerado um nome de pouca relevância comercial em Hollywood.

Em sua defesa, Karina argumentou que o custo se justifica pelo tamanho da equipe estrangeira. “Quase cinquenta por cento desse orçamento é elenco. Eu tinha 11 atores americanos e 36 semanas de filmagem”, justificou, mencionando que o diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh precisou reajustar cenas para conter os gastos. O elenco traz ainda o ator Esai Morales, vilão de “Missão: Impossível – O Acerto Final” (2025).

Registros suspensos

A dona da produtora refuta a falta de experiência e alega que o filme sobre o ex-presidente não foi sua primeira tentativa no setor e que mantinha projetos antigos na Go7 Assessoria, como um infantil e o documentário “Atletas de Cristo”. No entanto, a Ancine confirmou que, embora a Go7 possua um cadastro datado de 2005, a empresa não realizou nenhuma obra em duas décadas de existência.

Para agravar a situação regulatória, a agência informou que a Go7 e o Instituto Conhecer Brasil encontram-se em situação irregular desde janeiro de 2026, com os registros suspensos por falta de atualização de documentos obrigatórios. Na prática, ambas estão proibidas de captar recursos públicos ou registrar novos roteiros. Atualmente, apenas a Go Up está com o cadastro regular, embora o filme “Dark Horse” ainda não tenha sido submetido à fiscalização e não possua registro oficial da agência.

Pela instrução normativa nº 79 da agência reguladora, em vigor desde 2008, toda obra audiovisual filmada no Brasil, seja nacional ou estrangeira, deve obrigatoriamente operar sob responsabilidade técnica e jurídica de uma produtora brasileira registrada na Ancine. A norma determina que a empresa nacional comunique oficialmente a produção antes do início das filmagens no país. A Go Up não fez isso.

Problemas legais de “Dark Horse”

Para viabilizar a regularização da obra, a produtora tinha que ter apresentado à Ancine documentos como contrato com a empresa estrangeira supostamente responsável pela produção, tradução juramentada, cronograma provisório de filmagens e identificação da equipe envolvida. Sem essa documentação, a agência reguladora pode abrir procedimentos administrativos, aplicar multas e exigir regularização posterior para permitir a exploração comercial da obra no Brasil – isto é, atestar que pode ser exibido em qualquer tela.

O ponto mais sensível envolve os profissionais estrangeiros contratados para o longa. A instrução normativa da Ancine prevê que produções internacionais realizadas no Brasil precisam apresentar documentação específica para viabilizar a emissão dos vistos adequados de trabalho junto às autoridades migratórias.

De acordo com o g1, um relatório de dezembro do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP) apontou a ausência de envio de contratos para a obtenção do visto obrigatório exigido para os profissionais estrangeiros.

Ações no TSE e no STF

O desdobramento das denúncias financeiras provocou reações imediatas nas esferas jurídicas de Brasília. Na terça-feira (19/5), partidos aliados ao presidente Lula protocolaram uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando o bloqueio da estreia do longa-metragem até o fim das eleições de outubro. A peça jurídica aponta que o filme configura uma propaganda eleitoral dissimulada de grande impacto bancada por recursos de origem suspeita.

Em paralelo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, abriu uma apuração preliminar para investigar supostos desvios e irregularidades na destinação de emendas parlamentares direcionadas a entidades ligadas à Karina da Gama. A apuração atende a uma cobrança feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que pede a investigação de parlamentares da ala bolsonarista suspeitos de utilizar dinheiro público do orçamento federal para financiar projetos da produtora.

Aberto para posicionamentos

Os bastidores do filme “Dark Horse” têm sido alvos de muita polêmica, que rendem réplicas e tréplicas conforme os assuntos evoluem. O tema está em constante atualização e o espaço segue em aberto para posicionamentos, declarações e reparos das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

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