
Instagram/Ed Motta
Polícia investiga agressão com garrafa em confusão envolvendo Ed Motta
Vítima levou sete pontos na cabeça e delegado tenta identificar autor da violência entre os acompanhantes do cantor
Polícia entra na confusão de Ed Motta
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início a uma investigação para apurar o episódio de violência ocorrido no restaurante Grado, no Jardim Botânico, envolvendo o cantor Ed Motta e seus acompanhantes. O caso ganhou novos contornos com a revelação de que um cliente de 28 anos precisou levar sete pontos na cabeça após ser atingido por uma garrafa de vidro durante a confusão no último sábado (2/5).
A busca pelo agressor
O jornal O Globo ouviu a delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP (Gávea), que revelou o foco na busca do autor das agressões físicas. Em depoimento, a vítima relatou que jantava com amigos quando o grupo de Ed Motta iniciou a confusão que virou briga generalizada. O jovem afirmou ter recebido um soco no rosto de um homem com sotaque português e, ao tentar deixar o local, foi atingido pelas costas por uma garrafa de vinho tamanho magnum.
Quem estava com o cantor?
Segundo O Globo, as diligências apontam que Ed Motta estava acompanhado do empresário Diogo Coutinho do Couto — proprietário dos restaurantes Escama e Quinta da Henriqueta — e de um homem identificado como primo de Diogo, que seria o autor dos golpes e do lançamento da garrafa. A delegada informou que o grupo contava ainda com outras duas mulheres e um quarto homem.
O restaurante Grado, em comunicado oficial assinado pelo chef Nello Garaventa e Lara Atamian, reforçou que o grupo protagonizou episódios de “extrema violência e condutas discriminatórias”. O texto afirma que os funcionários foram alvo de xingamentos e referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre a vida privada da equipe. O comunicado detalha que a equipe tentou conter as agressões usando o próprio corpo como escudo.
Versão de Ed Motta
Em declarações ao O Globo, Ed Motta admitiu que o estresse começou por sua causa devido à cobrança da taxa de rolha, mas afirmou ter saído do local antes do agravamento da briga física. “Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais”, declarou o cantor de 54 anos.
A delegada Daniela Terra explicou que o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Leblon, uma vez que a lesão corporal é considerada um crime de menor potencial ofensivo. A polícia aguarda agora o depoimento do gerente do estabelecimento, que deve atuar como testemunha ocular para confirmar se o cantor realmente já havia deixado o recinto no momento em que a vítima foi atingida pela garrafa.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.