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Divulgação/Go Up Entertainment

Filme|17 de maio de 2026

Roteiro de filme de Bolsonaro inventa conspiração e faz ataque ao STF

"Dark Horse", obra em inglês financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, cria teorias da conspiração e personagens fictícios sobre a facada de 2018


Pipoque pelo Texto ocultar
1 É tudo ficção
2 Como a trama altera os fatos de 2018?
3 Quais são as outras invenções?
4 Filme insinua complô do Supremo
5 A polêmica do financiamento

É tudo ficção

Apresentado como uma espécie de autobiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse” é, na verdade, uma obra de ficção, que mistura fatos e personagens reais com criações fictícias e eventos inventados. O roteiro do longa-metragem teve seus detalhes revelados pelo colunista Demétrio Vecchioli, no portal Metrópoles. A história é inteiramente falada em inglês e cria uma série de subtramas sem base na realidade para contar a trajetória do político.

Como a trama altera os fatos de 2018?

O enredo é estruturado em torno de personagens inventados, como a repórter Lara Clarke, que começa investigando Bolsonaro para prejudicá-lo, mas acaba descobrindo uma grande conspiração política. A maior alteração histórica está na criação de um mentor intelectual fictício para o atentado à faca sofrido pelo político em Juiz de Fora (MG).

Na tela, o crime é ordenado por Paulo Pontes, o “Cicatriz”, um barão das drogas fictício que busca vingança por uma prisão ocorrida em 1985. É ele quem contrata intermediários para executar o plano.

Quais são as outras invenções?

A produção também traz representações ficcionalizadas dos próprios familiares do político. Flávio Bolsonaro, por exemplo, é retratado exercendo o cargo de senador da República já em 2018 — embora só tenha sido começado a exercer a função no ano seguinte —, atuando como o estrategista de comunicação responsável por desmentir notícias falsas sobre a morte do pai.

Outros aliados inventados completam o núcleo de leais defensores, como o segurança informal Hugo Betão, enquanto o assessor Luis Ancantara é desenhado como um traidor infiltrado na campanha.

Filme insinua complô do Supremo

O desfecho de “Dark Horse” eleva o tom político ao sugerir uma conspiração institucional de grande escala. A cena final se passa no dia da posse presidencial de 2018, na casa do vilão Cicatriz, onde ocorre o que é descrito como “uma reunião secreta” com “homens importantes”, destacando a presença de um homem descrito textualmente no roteiro como “magro, careca e de aparência hipócrita, que poderia ser um Ministro do Supremo Tribunal Federal”, numa possível alusão ao Ministro Alexandre de Moraes.

O grupo desliga a televisão no momento da cerimônia e, na sequência, um epílogo narra que Bolsonaro foi condenado a 43 anos de prisão pelo STF em 2025 após acusações de golpe.

A polêmica do financiamento

Gravado no final do ano passado com locações principais na cidade de São Paulo, o longa-metragem virou alvo de escândalo político nos últimos dias. A obra foi realizada por meio de uma produtora ligada a emendas parlamentares e com financiamento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obtenção ilegal de informações sigilosas.

A íntegra do roteiro pode ser conferida neste link. O documento divulgado pelo Metrópoles também chama atenção porque a capa do roteiro não menciona o nome de Mário Frias. No IMDb, o deputado aparece creditado como um dos autores da história mas, no texto disponibilizado, o trabalho é creditado apenas ao diretor de “Dark Horse”, Cyrus Nowrasteh, e a seu filho, Mark Nowrasteh.

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