
Divulgação/Festival de Cannes
Coprodução brasileira é premiada no Festival de Cannes
"Elefantes na Névoa" conquistou o Grande Prêmio do Júri da Mostra Um Certo Olhar e o troféu de Melhor Criação Sonora
Sucesso brasileiro em Cannes
O filme “Elefantes na Névoa” venceu o Grande Prêmio do Júri da mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard), a seção paralela mais prestigiada do Festival de Cannes. A honraria é a segunda mais importante dessa seleção, que também é a segunda disputa principal de todo o festival francês.
Qual é a história de “Elefantes na Névoa”?
Dirigido pelo nepalês Abinash Bikram Shah, o filme se passa em um vilarejo isolado no Nepal, localizado perto de uma floresta habitada por elefantes selvagens. A história é centrada em Pirati, a líder da comunidade Kinnar, que enfrenta um período de sofrimento e mistério após o desaparecimento de uma de suas filhas.
Coprodução internacional
O longa-metragem é uma coprodução internacional entre Nepal, Alemanha, França, Noruega e Brasil. A participação brasileira é representada pelas produtoras Bubbles Project, de filmes como “Malu” e “O Riso e a Faca”, e Enquadramento Produções, que trabalhou em títulos como “Los Silencios” e “A Febre”.
Destaque para o trabalho de som
Antes de receber o Prêmio do Júri, “Elefantes na Névoa” já havia faturado o Prêmio de Melhor Criação Sonora do Festival de Cannes. O troféu reconheceu especificamente o trabalho das empresas brasileiras, que ficaram responsáveis por toda a estrutura e desenvolvimento de som do longa.
“A gente já tinha ficado muito feliz ao receber o prêmio de som, mas ganhar o Grande Prêmio do Júri é gigantesco!”, comemorou a produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project, em comunicado. Ela lembrou que este é o primeiro longa do diretor Abinash Bikram Shah e confirmou que o filme será lançado nos cinemas do Brasil em breve.
Importância das coproduções
O produtor Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções, também celebrou a conquista na França. “Estamos muito feliz pelo prêmio, especialmente por ele reconhecer justamente o trabalho que o Brasil desempenhou no som do filme”, comemorou.
Para o produtor, o resultado positivo mostra a importância desse modelo de parceria no mercado atual. Ele explicou que essas conquistas reforçam a força das coproduções internacionais, que ajudam a promover trocas e intercâmbios culturais entre profissionais de diferentes países, deixando as obras de cinema ainda mais ricas.
Quem foram os outros vencedores da mostra?
O grande vencedor da mostra foi “Everytime”, drama da cineasta austríaca Sandra Wollner que acompanha a rotina de uma família em luto. Já o Prêmio Especial do Júri, equivalente ao 3º lugar, ficou com “Iron Boy”, do diretor Louis Clichy, uma animação que chamou a atenção por ter suas imagens inteiramente pintadas à mão.