
Instagram/Ed Motta
Ed Motta é investigado em caso de agressão em restaurante no Rio
Cantor é acusado de arremessar cadeira contra garçom e utilizar termos xenofóbicos após discussão sobre taxa de rolha
Ed Motta depõe na Polícia Civil
O músico Ed Motta compareceu nesta terça-feira (12/5) à 15ª DP, na Gávea, para prestar depoimento em um inquérito que apura os crimes de lesão corporal e injúria por preconceito. O caso ocorreu em um restaurante no Rio de Janeiro, onde o cantor teria se envolvido em uma confusão generalizada após questionar a cobrança da taxa de rolha. Segundo a Polícia Civil, agentes já analisam imagens de câmeras de segurança e realizam diligências para esclarecer os fatos apresentados nas denúncias.
Qual foi a denúncia?
Um dos garçons do estabelecimento relatou ter sido chamado de “paraíba” pelo artista, termo utilizado de forma pejorativa para se referir a nordestinos no Rio de Janeiro, o que configura xenofobia e preconceito regional. De acordo com o funcionário, Motta teria dito que iria embora antes que fizesse algo contra o “paraíba”.
O cantor também arremessou uma cadeira, que chegou a encostar num garçom, e o grupo que o acompanhava é acusado de jogar garrafas e agredir outros clientes presentes no local.
O que disse Ed Motta?
Em entrevista ao jornal O Globo, Ed Motta admitiu que estava alcoolizado e se irritou com o que chamou de “cara de ironia” de um funcionário. No entanto, o músico negou ter atingido qualquer pessoa propositalmente. “Me irritei, joguei a cadeira no chão e fui embora. Jamais foi jogado nada em direção a ninguém”, afirmou.
O cantor ainda alegou que seus amigos foram as verdadeiras vítimas, sofrendo ofensas homofóbicas e xenofóbicas de uma mesa vizinha.
O que disseram os donos do restaurante?
Por outro lado, o comunicado oficial dos donos do restaurante Grado apresenta um cenário mais grave. Segundo a nota, uma cadeira foi arremessada contra um garçom que estava de costas e um cliente foi atingido por um soco e uma garrafa de vinho, o que causou sangramento imediato. Os proprietários afirmam que a equipe precisou usar o próprio corpo como escudo para conter a violência do grupo, que incluía xingamentos e insinuações sobre a vida privada dos funcionários.
O restaurante informou que está prestando suporte jurídico e assistencial aos funcionários afetados e busca a responsabilização de todos os envolvidos. A polícia continua as investigações para confirmar se os atos de hostilidade realmente partiram de Motta e seus acompanhantes, conforme relatado pelas testemunhas e pelos proprietários do estabelecimento.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.