
Divulgação/Prime Video e X
Estátua de ouro de Trump gera comparações com “The Boys”
Criador da série, Eric Kripke, reage a coincidências "assustadoras" entre a sátira do Prime Video e eventos recentes da política americana
“The Boys” atinge a realidade
“The Boys” superou “Os Simpsons” na capacidade de prever o futuro após coincidências bizarras entre a série e a realidade. A revelação de uma estátua de ouro de Donald Trump nos últimos dias antecipou de forma assustadora a trama do sexto episódio da série, “Through the Heavens Fall”, onde o Capitão Pátria (Antony Starr) ganha um monumento dourado idêntico.
Sátira de ouro
“Você não pode inventar uma m*rda dessas”, escreveu um fã no X ao comparar o vídeo da estátua de Trump sendo abençoada em Mar-a-Lago com a cena da série da Prime Video.
No sábado (9/5), o criador Eric Kripke reconheceu o paralelo bizarro ao compartilhar uma montagem das duas imagens em seu Instagram com a legenda: “Sério, que p*rra é essa?”.
A dificuldade de satirizar o real
Vale lembrar que os atuais episódios da série foram gravados no ano passado.
Eric Kripke já desabafou sobre como a realidade tem atropelado os roteiros antes mesmo de chegarem ao público. No mês passado, Trump publicou em sua rede Truth Social uma imagem gerada por IA que o retratava como Jesus Cristo — exatamente 48 horas após a produção divulgar um episódio onde o Capitão Pátria afirma ser Deus.
“Estou realmente cansado e exasperado que o mundo está refletindo a série antes de termos a chance de fazê-lo”, afirmou Kripke ao site Polygon. O produtor explicou que a equipe de marketing chegou a hesitar sobre a ideia do personagem se declarar uma divindade, temendo que o público achasse a sátira exagerada demais, apenas para ver o ex-presidente fazer o mesmo na vida real logo em seguida.
Trump e a explicação sobre a imagem de IA
Donald Trump comentou o caso da imagem após receber críticas de diversos setores políticos e religiosos. O ex-presidente deletou a postagem onde aparecia como Jesus e ofereceu uma justificativa inusitada à imprensa: “Achei que era eu como um médico e tinha a ver com a Cruz Vermelha. Era para ser eu como um médico curando as pessoas. E eu curo as pessoas”.
Para Kripke, essa constante mimetização da ficção pela realidade torna o trabalho dos roteiristas cada vez mais complexo. “É realmente difícil superar a sátira deste mundo”, concluiu o criador, reforçando que o que deveria ser um absurdo satírico está se provando mais realista do que a equipe jamais pretendeu.
