
Divulgação/Epic Records
Novas acusações de abuso e disputas judiciais explodem na estreia do filme de Michael Jackson
Junto ao lançamento da cinebiografia, novas denúncias de má conduta sexual e ações na Justiça contra o espólio ganham repercussão
Acusações vêm à tona na estreia
Novas acusações de má conduta sexual contra Michael Jackson vieram a público na semana em que a cinebiografia “Michael” chega aos cinemas. Os irmãos Cascio, amigos de longa data do Rei do Pop, formalizaram uma ação judicial contra o espólio do artista e alegam ter sofrido abusos quando ainda eram menores de idade.
O que diz a nova denúncia?
A queixa alega que Jackson cometeu abusos de forma continuada contra Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio. O processo acusa o cantor de ser um “predador sexual em série”, que agia de forma predatória e que constantemente usava drogas ou álcool em suas investidas.
As denúncias afirmam que os abusos começaram quando as vítimas tinham entre sete e oito anos. A acusação relata que Jackson drogou e estuprou os irmãos, com ataques que ocorreram em diversos locais pelo mundo e até mesmo na casa da família Cascio.
A nova ação aponta que os pagamentos milionários feitos pelo espólio para os irmãos foram suspensos em 2025. O processo judicial argumenta que o documento assinado na época do acordo funcionava de modo enganoso para calar as vítimas e tentar silenciá-las.
Defesa contesta acusações
Os executores do espólio de Michael Jackson, John Branca e John McLain, negaram todas as alegações e reagiram às acusações. Marty Singer, advogado da equipe de defesa, definiu o processo como uma “tentativa desesperada de obter dinheiro” e destacou que os Cascio defenderam publicamente a inocência do cantor por mais de 25 anos.
A equipe jurídica do artissta entrou com um pedido de arbitragem e alegou que os Cascio firmaram acordos de milhões de dólares e assinaram amplos termos de renúncia a queixas judiciais. O caso segue em andamento na Justiça americana.
Filme estreia sob polêmicas
As alegações vêm à tona no fim de semana de estreia da cinebiografia “Michael”, que tem uma abertura estimada em US$ 85 milhões nos Estados Unidos. Dirigido por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e protagonizado pelo sobrinho do cantor, Jaafer Jackson, o filme também enfrenta críticas negativas da imprensa, atingindo apenas 39% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Paris Jackson, filha do astro pop, também não gostou da produção e entrou em uma batalha jurídica contra os executores do espólio. Ela acusa Branca e McLain de má gestão financeira, taxas excessivas e divergências criativas em projetos de alto perfil, como o filme sobre a vida do seu pai.