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Instagram/Mariana Lopes

Filme|20 de abril de 2026

Mãe acusa Brasil Paralelo de manipular vídeo do filho pequeno em documentário

Mariana Lopes denunciou que a produtora retirou o material sem autorização de sua página e adulterou a voz da criança com falas falsas

Pipoque pelo Texto ocultar
1 Apropriação indevida e adulteração
2 Como a criança foi parar no documentário?
3 O peso da exposição forçada
4 Medidas judiciais
5 Polêmica com escola de São Paulo
6 Posicionamento da prefeitura

Apropriação indevida e adulteração

A influenciadora Mariana Lopes, focada em conteúdo sobre educação respeitosa, denunciou o uso não autorizado de imagens do próprio filho no documentário “Pedagogia do Abandono”, que pauta o oposto do que ela defende. Produzido pela polêmica Brasil Paralelo, o conteúdo lançado nesta segunda-feira (20/4) mereceu um desabafo incisivo nas redes sociais, em que a mãe acusou a empresa de cometer sérias violações aos direitos da criança.

Como a criança foi parar no documentário?

De acordo com a denúncia, o material original de Mariana foi extraído diretamente da sua página na internet, sem permissão. No entanto, a influenciadora aponta que a gravidade vai além da apropriação indevida. A Brasil Paralelo teria modificado completamente o áudio da gravação e inserido palavras nunca ditas pela criança, manipulando a mensagem de forma a ofender os valores de sua família.

“Pegaram o vídeo de dentro da minha página, alteraram as falas originais deste vídeo pra postar dentro de um documentário onde existem discurso de ódio, homofobia e transfobia”, denunciou.

O peso da exposição forçada

Mariana reforçou a aflição de se deparar com a imagem da criança transformada à revelia da família e inserida na pauta ideológica da produtora. “Eu não estou falando sobre opinião, não é um react. Estou falando que Brasil Paralelo pegou um vídeo meu, alterou a voz do meu filho e fez um documentário sobre isso”, desabafou a influenciadora.

Ela explicou ainda que a produtora ainda usou seu filho como ferramenta de publicidade. “Além do fato de tudo isso que eu acabei de falar, simplesmente eles fizeram anúncio com a imagem do meu filho e de outras crianças sem autorização. Borrar o rosto do meu filho não apaga a responsabilidade do crime que vocês cometeram”, acusou.

Medidas judiciais

A produtora de conteúdo avisou que vai acionar todas as frentes legais para tirar o documentário do ar, além de medidas extrajudiciais para banir o canal.

“Essa página Brasil Paralelo precisa ser cessada o quanto antes. É um desserviço isto estar online, em pleno 2026, eles terem o direito de lançar um vídeo como este”, finalizou.

Polêmica com escola de São Paulo

Esta não é a primeira polêmica em torno do documentário lançado nesta segunda=feira. Segundo a Folha de S. Paulo, a produção defende teses da extrema direita, incluindo acusações de que creches promovem “ideologia de gênero”, além de criticar a matrícula obrigatória de crianças a partir dos 4 anos. Por isso, gravações dentro da Emei Patrícia Galvão, na região central de São Paulo, geraram indignação entre pais e educadores.

As famílias afirmam que a filmagem foi autorizada pela gestão Ricardo Nunes (MDB) sem que a direção da escola ou os pais fossem informados sobre o conteúdo da obra. Em carta enviada às famílias, a direção explicou que o pedido da prefeitura mencionava apenas uma “obra audiovisual referente à educação infantil”, omitindo que seria conduzida pela Brasil Paralelo.

Embora a SPCine tenha informado que as gravações ocorreriam em espaços sem alunos, o documentário exibe crianças com o uniforme da rede municipal. Em uma das cenas, um funcionário impede um cinegrafista de filmar uma sala com alunos onde havia um cartaz de Paulo Freire. A produtora utilizou o episódio para alegar que foi impedida de registrar a imagem do educador. Toda a campanha de lançamento do filme, nas redes sociais da Brasil Paralelo, tem sido feita em cima da imagem de Paulo Freire, educador mundialmente reconhecido que é considerado um comunista perigoso pela extrema direita brasileira.

Posicionamento da prefeitura

A gestão Nunes confirmou a autorização e declarou que a verificação do uso de imagem e participação de menores é de “inteira responsabilidade dos produtores”. A prefeitura classificou o procedimento como padrão e informou que a análise técnica foi feita pela SP Film Commission, ligada à SPCine. O município não respondeu se conhecia o teor ideológico do documentário ao liberar as gravações.

O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.

🚨 COMPARTILHEM ESSA DENÚNCIA QUE EU FIZ NO X:

Este é o vídeo de uma das mães relatando o caso da escola onde a produtora Brasil Paralelo realizou filmagens de crianças sem a devida autorização.

Segundo ela, a produtora registrou imagens de crianças SEM CONSENTIMENTO dos… https://t.co/LMymZr8uxI pic.twitter.com/rjiXHqOgv5

— Cássio Oliveira (@cassioolivveira) April 19, 2026

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