
Instagram/d4vd
Celular de cantor d4vd tinha “quantidade significativa” de pornografia infantil
Nova acusação veio à tona durante audiência judicial do caso em que o músico responde por assassinar e desmembrar uma adolescente de 14 anos
Novas evidências reveladas
O caso contra o cantor d4vd ganhou contornos ainda mais graves. Segundo a promotoria de Los Angeles, o celular e a conta do iCloud do músico continham “uma quantidade significativa” de pornografia infantil. A nova e chocante informação foi revelada nesta quinta-feira (23/04), durante uma audiência judicial referente ao processo em que ele é acusado de assassinar uma adolescente de 14 anos.
A acusação foi apresentada pela promotora adjunta Beth Silverman durante uma sessão destinada a marcar a data da análise inicial das provas do processo. De acordo com informações do jornal Los Angeles Times e da emissora NBC News, o volume de material ilícito encontrado nos mandados de busca era tão vasto que o processo de download e extração dos arquivos aos servidores da polícia demoraria um tempo considerável para ser concluído.
Defesa tenta acelerar processo
Apesar da gravidade das novas alegações, a defesa do cantor de 21 anos pediu que a audiência preliminar do caso comece já na próxima semana. Os advogados do músico seguem sustentando que ele é inocente e desejam acelerar o início da fase em que as evidências colhidas pelos investigadores poderão se tornar públicas. Segundo o Los Angeles Times, essa abertura de provas pode ocorrer a partir de 1º de maio.
O juiz responsável pelo caso marcou uma audiência de acompanhamento para a próxima quarta-feira. d4vd, cujo nome de registro é David Anthony Burke, compareceu ao tribunal nesta quinta-feira vestindo o uniforme laranja padrão de presidiários do condado. O músico foi preso na semana passada e responde formalmente por homicídio em primeiro grau, abuso sexual contínuo de criança e mutilação de cadáver. Ele se declarou inocente de todas as acusações.
O assassinato de Celeste
A vítima do crime é Celeste Rivas Hernandez. A adolescente de 14 anos havia sido dada como desaparecida três vezes ao longo do ano de 2024 e, nesse mesmo período, chegou a ser vista frequentando os shows de d4vd. Segundo a promotoria, a garota foi vista com vida pela última vez na casa do cantor, no bairro de Hollywood Hills, no dia 23 de abril de 2025.
Os investigadores afirmam que a motivação do crime seria o fato de que a adolescente ameaçava expor a relação que o músico mantinha com ela desde que a jovem tinha apenas 13 anos. O corpo da garota foi encontrado meses depois, em setembro de 2025, já em avançado estado de decomposição, escondido no porta-malas de um carro da marca Tesla registrado no nome do artista, estacionado em um pátio de reboque em Hollywood.
Um laudo de autópsia divulgado nesta semana apontou que Celeste Rivas Hernandez morreu em decorrência de duas facadas desferidas no tórax e no abdômen. Além disso, o relatório revelou requintes de crueldade: o corpo foi encontrado desmembrado e com a amputação de dois dedos.
Pena de morte em jogo
Devido à brutalidade do caso e às motivações, a acusação formal incluiu qualificadoras de “circunstâncias especiais” que podem agravar substancialmente a pena do artista. A promotoria alega que o assassinato foi premeditado (emboscada) e cometido com dois objetivos claros: proteger a carreira muito lucrativa do músico (ganho financeiro) e eliminar a adolescente como testemunha do crime de abuso sexual infantil que ele já havia cometido contra ela.
Com a inclusão dessas circunstâncias agravantes, se d4vd for considerado culpado no tribunal, ele poderá ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou, na pior das hipóteses, receber a pena de morte. O promotor distrital ainda não confirmou se buscará a execução letal no julgamento.
Carreira do cantor
d4vd se projetou nos últimos três anos por músicas pop influenciadas por R&B e rock britânico (Coldplay, Radiohead, The Cure) que viralizaram no TikTok, como “Here with Me”, “Dirty Secrets” e “Romantic Homicide”. O artista também abriu alguns shows da cantora SZA durante a “SOS Tour”.
Em 2025, lançou seu primeiro álbum, “Withered”, elogiadíssimo pela crítica, e mais recentemente participou de “Always Love”, colaboração com Hyunjin, integrante do grupo de k-pop Stray Kids. Ele tinha seu primeiro show previsto para o Brasil durante o Lollapalooza 2026, mas o escândalo fez com que sua participação fosse cancelada e substituída pela vinda de Blood Orange.