
Instagram/Jordana Morais
Jordana Morais reage a apelido polêmico recebido nas redes sociais
Eliminada do reality show descobriu que público resgatou sua inscrição em concurso público pelo sistema de cotas
Saia justa
Eliminada do BBB 26 na última quinta-feira (16/4), Jordana Morais enfrentou uma saia justa ao ser questionada sobre o apelido “Nega Jô”, criado pelo público durante seu confinamento. A alcunha surgiu após internautas resgatarem seu uso do sistema de cotas raciais em um concurso público de 2015. Apesar de o tema ter sido poupado nos programas oficiais da Globo pós-eliminação, a ex-sister precisou comentar o assunto ao ser abordada pelo Portal Leo Dias na porta dos Estúdios Globo na noite de sexta (17).
Choque com repercussão externa
A advogada demonstrou incômodo ao comentar o apelido que dominou as redes sociais. Ela avaliou que a situação envolvendo o apelido foi “completamente tirada de contexto”, mas reconheceu o equívoco de sua atitude no passado e garantiu que aprendeu com o episódio. “A gente aprende”, resumiu.
Explicação sobre o passado
O caso ocorreu em 2015, quando Jordana se inscreveu em um processo seletivo do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para formação de cadastro de reserva. Na ocasião, com 18 anos, ela utilizou a cota destinada a candidatos negros e pardos, mesmo sendo uma mulher branca.
“Eu não tinha o conhecimento necessário sobre o assunto. Eu nunca fui vista como uma mulher branca durante a minha infância, então era uma coisa que eu não me entendia dessa forma”, justificou a ex-participante sobre sua decisão na época.
Atualmente, ela afirmou ter outra visão sobre o tema. “Entendo toda a seriedade do assunto, a responsabilidade e não faria novamente, de verdade. Nem lembrava disso. Os erros estão aí, a gente entende, a gente aprende e é isso”, ponderou a advogada.
Posicionamento da equipe
A polêmica veio à tona logo nos primeiros dias da temporada do reality show. Diante da repercussão, a equipe administrativa das redes sociais de Jordana precisou se manifestar publicamente para explicar os critérios da inscrição. Os representantes alegaram que ela se identifica como parda e, por isso, teria o direito de concorrer na categoria.
“O IBGE define como parda a pessoa que se identifica como de mistura de duas ou mais opções de cor ou raça, incluindo branca, preta ou indígena. É o caso da Jordana”, declarou a assessoria em nota.
Os administradores defenderam a regularidade da participação no certame e lembraram que a ex-sister não chegou a exercer a profissão no órgão, pois foi aprovada apenas para cadastro de reserva. “Importante destacar que a Jordana não foi investida em nenhum cargo público decorrente do concurso. Denúncias infundadas, mesmo quando travestidas de zelo, também produzem desinformação”, finalizou o comunicado.
Jordana deu entrevista exclusiva ao Portal LeoDias e falou pela primeira vez sobre a polêmica das cotas raciais, que gerou o apelido “NegaJô” nas redes. Ela assumiu o erro cometido aos 19 anos em um concurso público.
Jordana explicou que faltava maturidade e letramento racial na… pic.twitter.com/flPuQPJHSm
— Antenados (@canalantenados) April 18, 2026