
Divulgação/NBC
“O Aprendiz” pode ganhar revival na Amazon com Donald Trump Jr.
Estúdio discute retorno da franquia que popularizou o presidente dos EUA e cogita filho para assumir as famosas demissões do reality
Conversas iniciais
Um revival do reality show “O Aprendiz”, que consagrou Donald Trump na televisão entre 2004 e 2015, está nos planos do estúdio Amazon MGM. Segundo informações do The Wall Street Journal, a plataforma estuda produzir uma nova versão do programa, tendo Donald Trump Jr., filho do atual presidente dos EUA, como o principal candidato à vaga de apresentador.
É verdade esse bilhete
Um porta-voz do estúdio confirmou ao jornal americano que o projeto vem sendo debatido internamente desde que a Amazon comprou a MGM em 2022, assumindo assim os direitos da franquia. A fonte ressaltou, no entanto, que o desenvolvimento ainda não está ativo, a família Trump não foi contatada formalmente e nenhum apresentador foi definido de maneira oficial.
A franquia original
A versão clássica foi um marco de audiência na NBC e ajudou a impulsionar a imagem empresarial do atual presidente americano em todo o país. O programa popularizou o bordão “você está demitido” durante as temidas salas de reunião e rendeu derivados de sucesso, como “The Celebrity Apprentice”, além de versões internacionais, como a brasileira apresentada por Roberto Justus e, mais tarde, João Dória. A competição original envolvia executivos disputando um contrato de US$ 250 mil para comandar as empresas de Trump.
Donald Trump Jr. participou de 70 episódios na época, atuando como conselheiro e jurado, até ser afastado da franquia pela NBC em 2015. O motivo? Declarações preconceituosas contra imigrantes, que hoje lhe garantem votos e ganham força de lei. Ele foi substituído temporariamente pelo ator Arnold Schwarzenegger, enquanto Martha Stewart ganhou seu próprio spin-off.
Aproximação polêmica
O possível resgate de “O Aprendiz” liderado por Donald Trump Jr. é visto pelo mercado como mais uma tentativa de aproximação entre Jeff Bezos, dono da Amazon, e o presidente dos EUA. A empresa já havia gerado controvérsias em 2026 ao produzir “Melania”, documentário sobre a primeira-dama. A companhia investiu cerca de US$ 75 milhões na obra dirigida por Brett Ratner, causando questionamentos internos sobre a motivação política das escolhas da plataforma.