
Instagram/Amado Batista
Amado Batista entra na lista suja do trabalho escravo
Cantor foi autuado pelo governo federal após denúncias de jornadas exaustivas e condições precárias em propriedades rurais de Goiás
Autuações do governo federal
O cantor Amado Batista foi incluído na atualização da “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal na segunda-feira (6/4). O documento expõe os empregadores responsabilizados por submeter funcionários a condições análogas à escravidão durante as fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Quais foram as infrações encontradas?
O artista recebeu duas autuações referentes a propriedades localizadas em Goianápolis, no estado de Goiás. As inspeções ocorreram em novembro de 2024, logo após a Polícia Civil receber queixas sobre irregularidades trabalhistas. O órgão federal identificou dez vítimas no Sítio Esperança e quatro no Sítio Recanto da Mata, locais dedicados à produção leiteira e ao cultivo de milho. Os relatos apontam que os funcionários enfrentavam jornadas exaustivas de até 18 horas diárias.
“O local não dispunha de camas, sendo que os trabalhadores dormiam sobre colchões no chão; não eram fornecidas roupas de camas e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras”, informou o MTE.
Como a defesa do cantor reagiu?
Os advogados do artista negaram a ocorrência de resgate de vítimas e classificaram a inclusão no relatório do ministério como inverídica. A defesa garantiu que os colaboradores seguem exercendo suas funções nas fazendas mencionadas.
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o “resgate” de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é completamente falsa e inverídica! Não houve de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!”, informou a nota oficial.
Atraso salarial e terceirização
A investigação detalhou que o músico contratou um prestador de serviços para a área de plantio de milho. Os operadores de máquinas pernoitavam de forma improvisada em um galpão, trabalhavam sem o devido registro formal e sofriam com os salários atrasados.
Os representantes legais do cantor pontuaram que o problema de contratação envolvendo quatro pessoas aconteceu em uma área arrendada, atribuindo a responsabilidade direta a uma empresa terceirizada de abertura de área. Eles também afirmaram que a pendência financeira já foi resolvida. “O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas”, acrescentou a defesa.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.