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Divulgação/Tommy Boy Records

Música|9 de abril de 2026

Pioneiro do hip-hop Afrika Bambaataa morre aos 67 anos

Criador do electro faleceu durante o sono e deixa legado marcado por revolução sonora e polêmicas

Pipoque pelo Texto ocultar
1 A despedida do pioneiro
2 Como a morte foi anunciada?
3 O nascimento da cultura hip-hop
4 A revolução do electro
5 Qual foi o impacto do novo som?
6 As parcerias históricas
7 As graves denúncias na reta final
8 Relembre os hits

A despedida do pioneiro

O veterano DJ e rapper Afrika Bambaataa faleceu nesta quinta-feira (9/4) aos 67 anos. Pioneiro do hip-hop e criador do influente som do electro morreu enquanto dormia pacificamente em sua residência.

Como a morte foi anunciada?

Mick Benzo revelou a notícia do falecimento na internet. O companheiro e integrante da Universal Zulu Nation detalhou os últimos momentos do músico em uma postagem nas redes sociais.

“Dois dias atrás, conversei com Afrika Bambaataa e o encontrei de bom humor”, escreveu Benzo. “Hoje, no entanto, comecei a receber ligações sobre o falecimento dele. Preocupado, entrei em contato com ele, mas não obtive resposta. Minhas preocupações aumentaram e fiquei com o coração partido ao saber que era verdade — ele adormeceu pacificamente e não acordou”, declarou o amigo.

O nascimento da cultura hip-hop

A trajetória de Bambaataa começou nos primórdios do rap em Nova York. Nascido no Bronx, ele iniciou sua carreira tocando em festas de bairro na região sul no início da década de 1970.

Ele se consolidou como o criador da técnica de discotecagem de breakbeat, misturando trechos de outras músicas como base para fazer o público dançar. Este foi o ponto de partida do hip-hop, por isso o trabalho inovador rendeu ao artista o título de um dos arquitetos do novo gênero musical, dividindo os holofotes com o patriarca DJ Kool Herc.

Na adolescência, o jovem abandonou seus laços com a gangue Black Spades para fundar a Universal Zulu Nation, onde popularizou o conceito do hip-hop ao unir todos os elementos das block parties da época: o rap dos MCs, a discotecagem dos DJs, a break dance dos dançarinos e o grafite da decoração dos artistas de rua.

A revolução do electro

A cena de rap da periferia nova-iorquina começou a se misturar com os grupos de new wave do centro da cidade na virada da década. Bambaataa recebeu um convite do grafiteiro e agitador cultural Fab Five Freddy (criador do Yo! MTV Raps e citado na música “Rapture” do Blondie) para se apresentar em casas noturnas de Manhattan como Mudd Club e Ritz, levando o rap pela primeira vez para o público branco em 1981.

O artista passou a experimentar outros gêneros musicais, com destaque para os sons eletrônicos do synth pop da época. Ele se uniu ao lendário produtor Arthur Baker e ao tecladista John Robie para criar a faixa inovadora “Planet Rock” em 1982.

O hit clássico fundiu elementos da música “Trans Europe Express” (1977), da banda alemã Kraftwerk, com uma batida eletrônica de hip-hop e uma letra de rap de Bambaataa e Soulsonic Force, um dos grupos de MCs da Zulu Nation. O lançamento se tornou um sucesso estrondoso nas pistas de dança, alcançou as paradas de R&B da Billboard e ajudou a levar o rap às massas com a primeira turnê do gênero musical em 1982, que também chegou à Europa no ano seguinte.

Qual foi o impacto do novo som?

“Planet Rock” e os singles seguintes reinventaram tudo no rap. Faixas como “Looking for the Perfect Beat” e “Renegades of Funk” viraram hinos entre os dançarinos de break e influenciaram dezenas de rappers a adotarem sintetizadores e batidas eletrônicas.

A música urbana, até então gravada com bandas em estúdios, ganhou uma nova roupagem e até um novo nome. O som de Bambaataa foi batizado de electro, abreviatura de electro funk, marcando o início de uma revolução sonora que não parou de evoluir até hoje, originando vertentes como o Miami Bass nos EUA, o dancehall na Jamaica e até o funk brasileiro.

As parcerias históricas

Enquanto a cena musical fervia, o pioneiro não limitou suas fusões geniais aos beats eletrônicos. Bambaataa formou o projeto “Time Zone” em 1984 ao lado do produtor Bill Laswell e do cantor John Lydon, ex-vocalista do Sex Pistols e do Public Image Ltd. A união gerou uma mistura inovadora de rap e rock com o single “World Destruction”, uma obra-prima de punk eletrônico. A iniciativa surgiu dois anos antes do lançamento de “Licensed to Ill”, álbum do Beastie Boys produzido por Rick Rubin que elevou a mistura de rap e rock ao status de múltiplos discos de platina.

Ainda em 1984, Bambaataa gravou o single “Unity” em parceria com James Brown, fortalecendo os laços evolutivos do funk e o rap com um novo hit. E para fechar seu ano de maior glória, o artista e seu grupo Soulsonic Force foram parar no cinema, com presença no cultuadíssimo filme “Beat Street” (“Na Onda do Break” no Brasil), que introduziu muitas pessoas ao redor do mundo à cultura hip-hop.

O engajamento político destacou o artista no ano seguinte. Ele ajudou a produzir o álbum anti-apartheid “Sun City” em 1985, um projeto coordenado por Steven Van Zandt, da E Street Band, que incluiu artistas como Bruce Springsteen, Miles Davis, Bono, Run-DMC e Lou Reed.

As graves denúncias na reta final

O estrelato de Bambaataa diminuiu na década de 1990, mas ele continuou trabalhando e lançando discos, amplamente reconhecido como um pioneiro do gênero, até sua reputação sofrer um golpe devastador em maio de 2016.

O ativista político do Bronx, Ronald Savage, acusou o músico de tê-lo molestado em 1980, quando a vítima tinha apenas 15 anos. O veterano negou as alegações inicialmente, mas outros três homens vieram a público para relatar abusos sexuais cometidos por ele.

Ele nunca recuperou sua popularidade depois do escândalo. A avalanche de acusações destruiu sua imagem pública e até mesmo suas turnês como DJ foram interrompidas definitivamente.

Relembre os hits

https://www.youtube.com/watch?v=16k-k29wA8Q

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