
Ilustração/Gemini
Acionistas da Warner aprovam venda para Paramount por US$ 110 bilhões
Negócio cria gigante do entretenimento, juntando marcas como HBO Max e Paramount+, além de franquias de peso
Megafusão aprovada
Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, criando uma nova gigante do entretenimento avaliada em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões). A decisão, informada nesta quinta-feira (23/4), encerra uma longa saga de negociações e consolida David Ellison, presidente da Paramount, como uma força dominante na indústria.
Bônus milionário barrado
Embora a votação tenha confirmado a venda, os acionistas barraram o pagamento de um bônus milionário previsto para os executivos. Pelo pacote proposto inicialmente, o atual presidente da Warner, David Zaslav, receberia até US$ 887 milhões com a conclusão do acordo.
O novo conglomerado reunirá algumas das maiores marcas da televisão e do cinema mundial. A empresa controlará emissoras como CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além das plataformas HBO Max e Paramount+, e franquias valiosas de Hollywood, integrando no mesmo catálogo sucessos como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, “Batman”, “Superman”, “Missão: Impossível”, “Star Trek”, “Transformers”, “Pânico”, “Invocação do Mal”, “Pernalonga” e “Bob Esponja”.
Pressão e investigação
A criação da gigante ocorre em um momento de fragilidade no setor de mídia e ainda precisa passar pelo crivo de órgãos reguladores. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça já pediu informações para entender como a fusão afetará a produção dos estúdios e a concorrência no mercado de streaming e nas salas de cinema.
No entanto, a maior pressão sobre o negócio deve vir do exterior. Segundo a empresa de pesquisas Forrester, autoridades europeias devem focar no impacto estrutural da união. Apesar dos obstáculos, um porta-voz da Paramount afirmou que a expectativa é concluir a aquisição até o terceiro trimestre deste ano.
Rejeição em Hollywood
O negócio enfrenta forte resistência interna em Hollywood, com oposição de atores, cineastas e donos de cinema. Os grupos argumentam que a fusão elimina um grande estúdio do mercado, reduzindo drasticamente as oportunidades criativas e de trabalho para os profissionais do setor.
Para formalizar o descontentamento, mais de 4 mil pessoas assinaram uma carta aberta contra a venda. O documento, que conta com o apoio de profissionais da indústria e consumidores, alerta que a união resultará em demissões em massa e em menos opções de entretenimento para o público.