
YouTube/Jimmy Kimmel Live
Wagner Moura diz que “nosso Trump está na prisão” em TV dos EUA
Ator explicou a Jimmy Kimmel que "O Agente Secreto" nasceu da indignação com o ex-presidente Bolsonaro e celebrou sua prisão por trama golpista
Inspiração política
O ator Wagner Moura reforçou na TV dos EUA que “O Agente Secreto” só existe devido à indignação causada pelo governo de Jair Bolsonaro. A afirmação ocorreu na noite de quarta-feira (4/3) durante sua participação no talk show “Jimmy Kimmel Live!”. Segundo o astro, a produção nasceu da perplexidade compartilhada entre ele e o diretor Kleber Mendonça Filho diante da realidade política recente do Brasil.
Declarações no talk show
O brasileiro, que concorre ao Oscar 2026 de Melhor Ator pela obra no próximo dia 15 de março, ressaltou o peso do ex-presidente na concepção do projeto. “Esse filme não teria acontecido se não fosse por causa dele”, afirmou diretamente ao apresentador Jimmy Kimmel.
Durante o bate-papo, Moura também debateu a ideia de reproduzir uma piada feita por Kimmel em uma premiação passada, quando o anfitrião agradeceu ironicamente seu prêmio a Donald Trump por suas atitudes “ridículas”. O ator brincou que a versão brasileira do protesto exigiria um ajuste no roteiro, porque “o nosso Trump está na prisão”, fazendo referência a Bolsonaro. A plateia aplaudiu.
Ao ser questionado pelo apresentador sobre como se sentia ao ver o ex-presidente enfrentando a Justiça pelas acusações de trama golpista, o astro brasileiro não hesitou. “É uma sensação boa”, declarou sem rodeios. Ele complementou dizendo acreditar que as punições à trama golpista ocorreram rapidamente porque o país sabe o que é viver sob uma ditadura.
Críticas ao governo Trump
O ator de “O Agente Secreto” também aproveitou para fazer críticas ao atual governo dos Estados Unidos. Ele mencionou que é absurdo pensar que forças anti-imigração tenham sido responsáveis pela morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis. “Esse é o país que exporta para o resto do mundo a luta pelos direitos civis? Esse é o país de Martin Luther King?”, questionou.
Veja a entrevista