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Facebook/Programa do Ratinho

TV|13 de março de 2026

SBT vê caso de Ratinho como “solucionado” sem divulgar ações

Emissora classifica episódio como resolvido internamente, enquanto apresentador mantém tudo o que disse contra a deputada Erika Hilton


Pipoque pelo Texto ocultar
1 SBT define episódio como assunto encerrado
2 O que disse o canal?
3 Como começou a polêmica?
4 MPF processa apresentador em R$ 10 milhões
5 O que alega Ratinho sobre as falas?

SBT define episódio como assunto encerrado

O SBT posicionou-se novamente nesta sexta (13/3) a respeito das declarações de Carlos Massa, o Ratinho, sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A emissora informou que a situação foi tratada nos bastidores e já é considerada um tema solucionado pela empresa. O apresentador foi acusado de transfobia após afirmar, durante a exibição de seu programa ao vivo, que a parlamentar “não é uma mulher”.

O que disse o canal?

“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado”, declarou a nota oficial enviada ao Notícias da TV. O canal, entretanto, não revelou quais medidas disciplinares foram adotadas contra o comunicador. “Não vamos nos manifestar além disso”, limitou-se a dizer o comunicado. O apresentador, entretanto, publicou um vídeo no Instagram mantendo tudo o que disse.

Ratinho e o SBT mantêm uma sociedade na produção da atração desde 2009. Como o comunicador divide custos e lucros com a rede de Silvio Santos (1930-2024), ele não recebe advertências formais como um funcionário convencional. Contudo, esse modelo não o isenta de responder judicialmente por suas atitudes no programa nem o canal está livre de ter que arcar com consequências pelo que o apresentador fala no ar.

Como começou a polêmica?

O conflito teve início na quarta (11/3) durante a transmissão do “Programa do Ratinho”. O apresentador opinava sobre a eleição de Erika Hilton para o cargo de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Em seu discurso, ele invalidou a identidade de gênero da deputada perante a audiência nacional.

“Ela não é mulher, ela é trans. Eu não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito, respeito todo mundo que tem comportamento diferente, está tudo certo”, afirmou o apresentador. Ratinho ainda acrescentou que, para sua definição de mulher, é necessário “ter útero” e “menstruar”, estendendo as críticas à cantora Pabllo Vittar e à comunidade LGBTQIA+.

MPF processa apresentador em R$ 10 milhões

Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal, que revelou ter aberto um processo contra o apresentador por transfobia. O órgão pede uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a retirada do conteúdo da internet. O Ministério das Comunicações também está analisando um pedido para tirar o “Programa do Ratinho” do ar por 30 dias.

A deputada também confirmou ter conversado por telefone com a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti. “Ela foi muito gentil, muito educada. Eu disse para ela, inclusive, o quanto minha avó sempre gostou muito do SBT, do Silvio Santos. Eu cresci vendo o SBT. Ela ficou extremamente feliz e reiterou o pedido de desculpas da emissora”, relatou Erika em entrevista à LeoDias TV. Para a parlamentar, o caso não pode ser tratado como natural.

Ela destacou, porém, que a fala de Ratinho configura um crime de ódio. “Não é só um comentário, não é só opinião, é discurso de ódio, que, no dia a dia prático, rouba as nossas oportunidades. Isso não pode ser tratado como [algo] natural, ele cometeu um crime”, alertou.

O que alega Ratinho sobre as falas?

Ratinho utilizou as redes sociais nesta sexta (13/3) para negar que tenha cometido crime de transfobia. O comunicador argumentou que suas declarações não tiveram cunho discriminatório e justificou-se dizendo que fez “jornalismo”. “Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo”, declarou o apresentador no Instagram, concluindo a gravação com a frase: “Eu não vou ficar em silêncio!”

Na legenda que acompanha o vídeo, Ratinho incentivou outros profissionais a debaterem o assunto sem medo de represálias. “E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, escreveu. Logo após, o apresentador utilizou a ferramenta Stories para publicar vídeos de políticos e influenciadores de direita que reverberaram e repetiram as mesmas críticas consideradas preconceituosas pelo MPF.

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