
Divulgação/SBT
Presidente do SBT liga para Erika Hilton para pedir desculpas por Ratinho
Daniela Beyruti telefonou para a deputada federal para reiterar o pedido de desculpas da emissora após discurso polêmico do apresentador
Ação da alta cúpula da emissora
O SBT tentou contornar o mal-estar gerado pelas falas de Carlos Massa na televisão. A presidente do canal e filha de Silvio Santos, Daniela Beyruti, entrou em contato diretamente com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para pedir desculpas pelos comentários polêmicos proferidos por Ratinho ao vivo na noite de quarta-feira (11/3) em seu programa no canal.
O que foi conversado na ligação?
A informação sobre o contato foi confirmada pela própria parlamentar em entrevista concedida à LeoDias TV. A política relatou que a conversa durou cerca de dez minutos e elogiou a postura da executiva. “Foi muito gentil, muito educada”, declarou Erika. Durante o diálogo, ela relembrou o carinho de sua família pelo fundador do canal. “Eu disse para ela, inclusive, o quanto a minha vó e a minha família sempre gostaram muito do SBT, do Silvio Santos. Cresci vendo o SBT na minha casa”, pontuou.
Segundo a deputada, a presidente da rede televisiva se mostrou feliz com as lembranças e reforçou o posicionamento adotado pela empresa na nota oficial divulgada na manhã de quinta-feira (12). “Reiterou o pedido de desculpas em nome da emissora. Ela já tinha informado que o SBT tomaria medidas”, afirmou a parlamentar.
As consequências judiciais do ataque
O pedido de desculpas oficial da presidência da emissora ocorre em meio a uma forte ofensiva jurídica. A deputada acionou o Ministério Público após Ratinho utilizar seu programa para criticar a eleição dela para a presidência da Comissão da Mulher. Na ocasião, ele disparou reclamações contra o fato de a deputada ser trans e limitou o gênero à biologia reprodutiva: “Mulher para ser mulher precisa ter útero, tem de menstruar, tem de ficar chata três ou quatro dias”, opinou, entre outros comentários sobre pessoas LGBTQIA+.
Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, a representação formal foi encaminhada ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público de São Paulo. O documento solicita a abertura de uma investigação criminal e a responsabilização legal do comunicador por suas falas contra pessoas da comunidade LGBTQIAP+. Outras ações incluem o pedido de uma indenização no valor de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a suspensão imediata do programa do apresentador por um período de 30 dias.